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Acolhendo pessoas que necessitam de Graça na área da sexualidade

Vivemos o tempo no qual questões envolvendo sexualidade estão sob holofotes. A Igreja vem se posicionando contra questões de gênero e outras. Mas, a mesma energia que vem sendo gasta para combater a ideologia de gênero precisa ser utilizada para acolher e cuidar de pessoas que necessitam de Graça na área da sua sexualidade. São pessoas que vem da homossexualidade, da prostituição, pessoas que sofreram abusos.

A forma correta de recebermos pessoas que vivem essas questões na Igreja é como receberíamos qualquer outra, sempre com amor. Mas, este amor não pode ser somente de palavras, nem de língua, mas por obras e em verdade. Muitas vezes, evitamos uma aproximação, não por mal, mas por não sabermos como agir.

Existem várias formas de demonstrar amor. Entre elas, as que envolvem as famosas “Cinco Linguagens do Amor” abordadas por Gary Chapman (que não servem só para casais). Existem ações simples que quando praticamos, demonstramos amor para com pessoas que vivem questões em sua sexualidade.

  1. Toque Físico:

No seu livro “Maravilhosa Graça“, Philip Yancey, apresenta o depoimento de uma pessoa dizendo que para um homossexual é mais fácil conseguir sexo nas ruas que um abraço dentro de uma igreja.

Lógico que essa foi a experiência dele. No entanto, muitas vezes temos medo de abraçar, de tocar pessoas com questões na sua sexualidade. Afinal, o que podem pensar de nós? E se nos entenderem errado?

Contudo, pessoas que vivem questões de sexualidade necessitam especialmente de toques saudáveis, sem interesse sexual. Um aperto de mão, um ósculo santo. Para pessoas que viveram a homossexualidade, estes toques saudáveis devem ser principalmente de pessoas do mesmo sexo. Muitos desses meninos que chegam a nós, nunca foram abraçados pelos seus próprios pais.

  1. Palavras de Afirmação:

Todo mundo que vive a questão da homossexualidade, alguma vez na vida ouviu que era uma aberração, abominação. É frequente pessoas que necessitam de Graça na sexualidade serem ofendidas. Precisamos declarar palavras de amor a estas pessoas: Você é filho de Deus. Você não é um erro. Você é meu irmão! Eu acredito em você, sei que você vai conseguir. Você nasceu para vencer. Você é bem-vindo nesse lugar. Um telefone quando a pessoa faltar a igreja é uma ótima iniciativa.

  1. Tempo de Qualidade:

Ouvir, ouvir e ouvir. Como eles têm histórias! Estar perto, dar atenção! Aconselhar, corrigir, dar limites também.

  1. Atos de Serviço:

Dar uma carona. Acompanhar ao médico. Conduzir até um lugar no culto. Prestar algum esclarecimento sobre um evento da igreja.

  1. Presentes:

Não precisa ser algo caro: um bombom, um cartãozinho. Um bom livro, um cd. Uma camisa. Muitas vezes criticamos as roupas com que as pessoas chegam na Igreja. Às vezes, são as únicas que elas têm. Pessoas que vivem a questão costumam ser mais sensíveis, mais carentes. Amam receber uma lembrancinha.

Esses são apenas alguns exemplos e sugestões de como podemos expressar nosso amor ao receber pessoas que viveram ou vivem essas questões.

Lembrando que permissividade não é uma linguagem de amor. Muitas vezes, por não sabermos como receber, caímos no extremo de deixar livre, deixar a pessoa fazer tudo o que quer. Isto não é correto. Chega de crentes mimados na Igreja. Queremos crentes maduros! Pessoas que sofreram abusos podem nos testar. O que não pode existir é a correção preconceituosa, grosseira, sem amor.

Tudo que nós queremos que os outros nos façam, da forma como queremos que os outros nos façam, devemos fazer também. E a graça vem, a Unção pega junto. Como um corpo, bem ajustado e ligado pelo auxílio de todas as juntas, segundo a justa operação de cada parte teremos um Corpo crescendo, no qual todas as pessoas poderão se sentir bem e se achegar, um corpo edificado em amor.

por Lenise Freitas
(Líder do Ministério Graça e Verdade, membro da Igreja Verbo da Vida de Pedra de Guaratiba no Rio de Janeiro e Graduada da Escola de Ministros Rhema)

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