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Não dói caminhar

Pisando-em-OvosPor Ivanilde Barros

Há pessoas que vivem pisando em ovos. Medo de andar por falta de confiança no caminho ou nos próprios pés. A delicadeza com que se movem nada tem a ver com paz ou compaixão, senão com o medo. Não há quem consiga viver sempre assim e, por isso, frequentemente essas pessoas vão de um extremo a outro. Quando cansadas, marcham com pegadas de elefantes e destroem tudo que pouparam outrora.

Há quem atole. Caminhos turbulentos, sem segurança, sem estabilidade. Talvez seja toda a dureza de um caminho pisado demais, calcado demais, batido demais que ao encontrar um inverno, vira pura lama. Pessoas muito pesadas para dar o próximo passo. Não há saída.

Há quem sucumba às armadilhas de uma areia movediça. Quando tudo parece perfeito, a pessoa, sem dar atenção às placas de aviso, está lá, afundando. O caminho que puxa para baixo, que engole os desavisados.

O que há de errado? O caminho. O caminhante.

Mas que culpa pode haver naquele que caminha, quando simplesmente precisa andar como quem pisa em ovos, que vem a atolar-se pelas más condições da estrada, ou que, de repente, afunda?

Simples. A escolha.

caminharSinto contrariar o poeta e dizer que o há de novo não é o modo de caminhar, mas o caminho. Eu, não, a bíblia o diz: “novo e vivo caminho” foi aberto.

O caminho perfeito, o guia fiel, a luz intensa, a força nas pernas têm a mesma origem: Jesus. Maravilhoso, não acha?

Deus simplesmente aplainou o caminho enviando Jesus. Antes havia ferrolhos e portas de bronze, mas agora diante de nós há “uma porta aberta”. Então, não há obstáculos, não é uma montanha russa, nem lembra uma selva densa e cheia de perigos. É um caminho de firmeza, sem dúvidas ou sombra de variação. Não está escuro, não há espinhos.

A verdade, que liberta, é a essência da caminhada. Logo, não será preciso pisar em ovos. Uma vez que o que passar da verdade é de procedência maligna, podemos viver de certezas, sim, absolutas, sem o relativismo danoso ao coração do homem.

É um caminho de consistência perfeita. Nenhuma estação do ano poderá modificar sua estabilidade. E sempre será possível a companhia agradável de outros caminhantes em dias frios.

Não haverá surpresas. Há um guia. O objetivo não é engolir, mas elevar. É um lugar alto.

Só há uma forma de tornar a caminhada ineficaz: juntando pesos. Sim, esse é um caminho que requer a leveza do caminhante. Confiar que tudo o que precisa está no próprio caminho.

A entrega é a única condição para trilhar. E o caminhante receberá no lugar do que ousou deixar para trás um jugo suave e um fardo leve, porque há responsabilidades nesse caminho e elas se referem a doar-se e crescer constantemente.

Mas não se preocupe. Não dói caminhar.

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