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Dízimos e Ofertas: Por que nós os damos?

por Perilo Borba

(Integrante da diretoria e coordenador de comunicação do Ministério Verbo da Vida)

“Errado é você ser contra o dízimo e participar do que ele promove na igreja. Você está sentado num banco que foi comprado com o dízimo doado pelos seus irmãos. Você deveria está em pé. Não! Você não poderia está em pé porque este terreno também foi comprado com os dízimos. Você também não deveria assistir pela internet, porque a internet também é paga com os dízimos […] Se você é contra, não deve usufruir dos benefícios”. Estas foram palavras do Pr. Neil Barreto, da Igreja Batista Betânia em Sao Gonçalo-RJ, em um vídeo que “viralizou” na internet.

Foram inúmeras visualizações, compartilhamentos e distintos comentários, a favor e contra, em várias mídias sociais. Minha intenção não é julgar se ele acertou ou errou em suas palavras, mas constatar que a grande repercussão do vídeo e do seu conteúdo torna evidente o quanto esse assunto ainda parece ser bastante controverso e mal compreendido.

A verdade é que os dízimos e ofertas são princípios bíblicos.

As Sagradas Escrituras mostram que o “dar” é um princípio para se prosperar. Desde Gênesis, Deus deu ao homem árvores com frutos que possuíam sementes. Ou seja, o que ele colheria não seria só para ele. Tinha uma parte a ser semeada. Se as sementes fossem todas ingeridas, não haveria novas árvores, paralisando o processo de multiplicação.

No capítulo 14 de Gênesis, vemos a primeira citação da palavra dízimo. Abraão, cheio de gratidão a Deus, doou 10% do que havia conquistado para aquele que o representava, o sacerdote Melquisedeque. Sobre isso, já no Novo Testamento, o escritor aos Hebreus, afirmou (Hebreus 7.8): “aqui são homens mortais os que recebem dízimos, porém ali, aquele de quem se testifica que vive (Jesus)”.

Para o pastor Marcos Honório Júnior, coordenador doutrinário do Ministério Verbo da Vida, “é importante demonstrar que gratidão não é um princípio da Lei e o dízimo que Abraão deu foi muito anterior a lei. Segundo a Carta aos Gálatas, a Lei que veio posteriormente não anula a aliança anterior feita com Abraão (Gl. 3.17). Como pai, Abraão lançou as bases para o comportamento dos seus herdeiros. Quando Moisés trouxe a Lei e sistematizou o dízimo, isso já era um princípio entendido pelos judeus e uma prática que eles já faziam, porém, sem obrigação (até mesmo por não terem um representante oficial). Mas, quando Moisés estabeleceu a família de Levi como representante do sacerdócio, passou a fazer sentido uma lei que regularmentasse isto. No entanto, o mesmo princípio se repetia”.

Qual princípio? Ele explica: “Abraão foi abençoado por Deus e possuía gado, terras e despojos das vitórias. Melquisedeque, por sua vez, não tinha de onde tirar sustento, pois o recurso que administrava era espiritual e não material. Abraão reconheceu que era abençoado com o chamado e obra do sacerdote e, com o dízimo, permitiu que este o abençoasse e trouxesse a revelação divina para outros”.

Na Lei, vemos o mesmo princípio, como apresenta o módulo da disciplina “Vida de Prosperidade” do Rhema: “Quando Israel saiu do Egito e, mesmo na terra prometida, 12 tribos tinham o direito de possuir terras, gado, ouro e todo o tipo de posses, mas os levitas não tinham direito a nada disso, não tinham recursos naturais para administrarem e enriquecerem. Viviam para representar os homens diante de Deus. A solução divina para que todos tivessem sustento foi a seguinte: como quem tinha dado a terra, o gado e tudo mais era Deus (Deuteronômio 8), então, as tribos que possuíam terra davam o dízimo de toda sua produção para os Levitas”.

Ao contrário do que alguns pensam, o dízimo não era algo da Lei. Vimos que foi praticado antes da mesma. No Novo Testamento, ele permanece sendo um princípio para o sustento daqueles que vivem da obra (I Coríntios 9.7-11). Como também para a manutenção da própria igreja local, como disse Malaquias: “Para que haja mantimento na Casa do Senhor” (Malaquias 3.10).

Para o pastor inglês, Derek Walker, no seu livro: “Prosperidade Bíblica”, Jesus falou sobre os dízimos (Matheus 23.23 e Lucas 11.42), deixando claro que o mesmo deveria ser dado, o que evidencia que esta ainda deve ser uma prática dos cristãos.

É bíblico congregarmos e termos um lugar para ouvir a Palavra de Deus. Você já enumerou os benefícios da igreja local para a sua vida e família? Quantas vezes chegamos tristes, sobrecarregados, desmotivados ou até enfermos e, após o culto, estamos totalmente transformados. O que falar de ver as nossas crianças, adolescentes e jovens sendo instruídos em princípios corretos e longe dos perigos deste mundo?

Todavia, este lugar onde somos tão abençoados precisa de funcionários para mantê-lo em ordem, os pastores precisam administrar, visitar e ter tempo para se dedicar a Palavra e a oração (Atos 6.4), e as contas de água, luz, limpeza, telefone, internet, manutenção de equipamentos, dentre outras, precisam ser pagas. Sem falar de algumas assistências prestadas a irmãos com necessidades e o financiamento da pregação do Evangelho para fora das quatro paredes, através dos missionários.

Como metaforizou o Pr. Rozilon Lourenço, justificando o porquê dos dízimos serem entregues na igreja em que congregamos, “não podemos comer em um restaurante e pagar a conta para outro”.

Uma informação que talvez muitos não saibam é que a nossa igreja também cumpre este princípio, dando o dízimo das suas entradas para o Ministério Verbo da Vida, que é sustentado pelas instituições que supervisiona e auxilia. O mesmo, por sua vez, dá os seus dízimos para o Rhema EUA, em gratidão ao Senhor e em submissão a esta visão e ao Ministério Kenneth Hagin, do qual veio o nosso fundador, o Ap. Bud Wright.

É, sem dúvidas, esta prática que tem nos feito prosperar e alcançar cada vez mais pessoas com a Palavra e o amor de Deus.

Como nos dizia o Ap. Bud Wright, “recolhemos os dízimos em nossas igrejas, primeiramente, para dar às pessoas a oportunidade de serem abençoadas. Afinal, a Bíblia diz que quando plantamos, iremos colher. E a colheita sempre será maior do que a semente. Algumas pessoas dizem que quando tiverem, irão dar. Mas, eu as digo que é o contrário. Elas não têm porque ainda não estão dando. Se você priorizar dar, Deus vai lhe abençoar”.

É bem verdade que há muitos extremos sobre este assunto e vários casos de pastores e outras denominações que manipularam pessoas e utilizaram de forma indevida os recursos, buscando benefícios próprios e mercadejando a Palavra de Deus. Mas, isso não deve nos impedir de praticar este princípio bíblico, caso contrário, estaremos indo para o outro extremo. Erros humanos e exemplos errados não invalidam o que está escrito na Bíblia.

“Nós precisamos ficar fortemente comprometidos com a Palavra de Deus e permanecermos positivamente focados. Eu sou, sem vergonha alguma, a favor de dizimar, dar e da prosperidade bíblica. Se cada crente no Corpo de Cristo simplesmente dizimasse na sua igreja local e desse ofertas guiados pelo Senhor, a obra de Deus seria maravilhosamente suprida e progrediria de formas tremendas”, afirmou o pastor e escritor Tony Cooke em um artigo sobre isso no seu site.

Em nossa igreja

Uma das coisas que mais me passa segurança no Verbo da Vida é que aqui, nós da liderança, não temos conhecimento de quem dar ou não dar os dízimos e ofertas. Embora, atualmente, nos cultos, as pessoas venham à frente, é impossível acompanhar quem está indo, pela quantidade de pessoas, mas também não sabemos o valor que cada um está dando, já que não há a necessidade de identificação.

Outra coisa boa é que também são recolhidos os dízimos e as ofertas no Departamento de Crianças. Desde cedo, os pais podem e devem ensinar os filhos neste caminho, instruindo-os a darem 10% da mesada, bem como ofertas regulares, mostrando-os que “melhor coisa é dar do que receber”, fazendo-os crescer generosos.

Em todos os cultos, os dízimos e ofertas são recolhidos, mas além de poderem ser entregues em espécie, os mesmos também podem ser dados via cartão de débito, em um gazofilácio no final do corredor central, através das maquinetas que ficam com os diáconos, ou via transferência ou depósito bancário, na seguinte conta:

Banco do Brasil

Ag. 1591-1

Conta: 140215-3

CNPJ: 41.134.818/0001-84

 

Fonte: Revista Verbo – Edição 33

 

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