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Amados, de Gênesis a Apocalipse

O conhecimento de Deus e de Seu plano para a humanidade é uma revelação progressiva. Essa é uma das bases para entender melhor a Bíblia. O Novo Testamento deixa isso claro, por exemplo, quando Paulo fala, no capítulo 3 da carta aos Efésios, sobre a dispensação da Graça (Efésios 3:2) e do mistério (Efésios 3:9). Pedro chega a dizer, em sua primeira epístola, que os profetas da Antiga Aliança não sabiam quando iria se cumprir o Plano de Salvação que Deus reservou para nós, ainda que os anjos desejavam pesquisar e entender sobre essas coisas (1 Pedro 1:10-12).

Quando você olha para a Bíblia como uma coisa só, uma tratativa de Deus com a humanidade, um só povo, corre um grande risco de se perder. Porém, a Palavra fala sobre três povos diferentes que são: judeus, os descendentes de Abraão ou Israel; gentios, todos aqueles que não são judeus; e Igreja, aqueles que nasceram de novo pela fé em Jesus Cristo, independentemente de serem gentios ou judeus (1 Coríntios 10:32). Deus tem uma fase de revelação e tratativa para cada um desses povos.

No Velho Testamento, Jesus ainda não tinha pago o preço para que o homem tivesse comunhão com Deus, e este não tinha condição por conta própria de resolver essa questão. Sendo assim, a solução “temporária” era sacrificar animais no tabernáculo para pedir perdão pelos pecados, adorar a Deus e cumprir outros ritos, pois sem derramamento de sangue, não há remissão de pecados (Hebreus 9:22).

Já na Nova Aliança, após Cristo ter pago o preço pelos nossos pecados, o véu do Templo se rasgou e temos acesso ao Pai já que somos JUSTIFICADOS pela fé em Jesus (Romanos 5:1) e não por nossas próprias obras. Contudo, além de observar esses dados e notar que estamos no período da Graça, onde Cristo nos comprou com seu próprio sangue, vemos, também, que a Igreja era um mistério antes de Cristo que foi escondido de tudo e de todos para ser revelado na presente era (1 Coríntios 2:6-8; Romanos 16:25-26; Colossenses 1:24-27; Efésios 3:1-10; 1 Pedro 1:10-12).

Certa vez, o Senhor me perguntou se eu sabia onde Ele havia escondido a Igreja e eu disse que não. Então Ele me disse que ela estava escondida em seu coração porque “aonde está o teu tesouro, ali está o teu coração”. Ele disse: “Filho, você é o meu tesouro.”. A Igreja ainda não entendeu o quanto é amada pelo Senhor e se você olhar não só para a presente era, mas para a superioridade das promessas que são feitas apenas para a Igreja e não para os outros povos, verá o quanto somos amados.

A história nos mostra o amor de Deus por nós. O presente nos permite ver e provar desse amor. Mas o futuro nos aponta uma medida ainda maior em conhecê-lo. O texto mais conhecido sobre amor contém certa frase que diz: “Porque, agora, vemos como em espelho, obscuramente; então, veremos face a face. Agora conheço em parte; então, conhecerei como também sou conhecido.” (1 Coríntios 13:12)

Bruno César é Professor do Centro de Treinamento Bíblico Rhema Brasil e Ministro Itinerante da Igreja local

 

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