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O que penso sobre mim mesmo?

|por Isabelle Mendes

Crenças limitantes

Você sabe o que o seu comportamento fala sobre você? Às vezes, no nosso dia a dia, temos algumas reações exageradas diante de situações que nem sempre sabemos o porquê. A gente chora excessivamente, ou fica muito bravo, ansioso ou até mesmo extremamente feliz. Isso acontece, porque
lá na nossa cabecinha existem pensamentos que surgem a partir de crenças e essas crenças fazem com que cada indivíduo reaja de uma forma totalmente diferente do outro a respeito das mesmas situações.

Mas afinal, o que são crenças nucleares? Bom, essas crenças, chamadas crenças nucleares ou centrais, são o entendimento mais básico que nós temos sobre nós mesmos, sobre o mundo e sobre o futuro, e são formadas durante as nossas fases de desenvolvimento a partir de como nossos pais e familiares pensam e se comportam (a cultura e a sociedade têm uma grande parcela nesse processo também). Em situações psicológicas negativas, essas crenças são disfuncionais e dão origem aos pensamentos negativos disfuncionais.

É o seguinte, essas crenças, quando disfuncionais, são em sua maioria muito negativas, rígidas e generalizantes e fazem a gente ter comportamentos excessivamente exagerados por situações comuns. Nós podemos ter três tipos de crenças, crença de desamparo, desamor e desvalor. Quando temos uma crença de desamparo, acreditamos que somos incapazes de conseguir fazer as coisas, nos sentimos vulneráveis e fisicamente ou emocionalmente frágeis. É quando eu penso: “não faço nada direito”, “ai, mas eu não tenho jeito mesmo”, “como eu sou fraco”, “não tenho controle”, “sou um fracasso”.

Quando é de desamor acreditamos que há algo em nós que nos torne incapazes de sermos amados pelas pessoas, e aí nós pensamos: “não me encaixo em lugar nenhum”, “sou desinteressante”, “ninguém gosta de mim”. E por fim, quando é uma crença de desvalor pensamos que há algo em nós
que seja moralmente terrível ou inaceitável, então pensamos: “eu não presto”, “sou uma pessoa tóxica”, “sempre faço mal aos outros”.

Pode parecer complicado de identificar quando nossos comportamentos estão ligados a essas crenças, mas na verdade é bem simples. Ao longo desse mês vou falar um pouco mais sobre isso e vamos aprender como identificar os pensamentos ligados à essas crenças e como podemos reorganizar o nosso processo mental para vivermos a vida com muito mais qualidade.

DICA DA SEMANA: Preste atenção em você, nas situações do dia a dia e em como você reage a elas.

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Um comentário em “O que penso sobre mim mesmo?

Rachel Palmuti comentou:

Que interessante… vou continuar a ler a sequência de estudo. Amei… parabéns Isabelle. Deus lhe abençoe

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