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Santidade: Uma questão de amadurecimento espiritual

por Renata Goulart

Parece desafiador cumprir essa tarefa, visto que por onde quer que andemos a imoralidade está estampada em cartazes. A perdição toca alto nos rádios. A perversão parece convidativa nas telas dos celulares, tvs e computadores. As mídias ditam o que devemos ter e fazer para sermos reconhecidos como parte integrante da sociedade. As associações que fizemos ao longo da vida parecem inofensivas. Tudo parece lícito e perfeitamente aceitável do ponto de vista do mundo. Se não tomarmos cuidado, nos acostumamos com a paisagem. 

Logo, o apóstolo Paulo diz: Não se ajuste demais a cultura desse mundo a ponto de não poder pensar mais, posto que nossa cidadania é celestial. Em vez disso, concentrem a atenção em Deus. Você será mudado de dentro para fora, ou seja, sua mente será renovada pela palavra e suas atitudes serão correspondentes com essa nova mentalidade [mindset]. Descubram o que ele quer de você e trate de atendê-lo o quanto antes. A cultura desse mundo nos arrasta para a imaturidade, mas Deus extrai o melhor de nós e desenvolve em nós a verdadeira maturidade.(Filipenses 3:20) (acréscimo nosso).

Desta forma somos capazes de experimentar sua vontade que é boa, agradável e perfeita (Romanos 12:2). Não podemos perder tempo com convites do pecado, nosso velho homem foi pregado naquela Cruz, embora a Graça vença o pecado com facilidade, não devemos continuar pecando. Estamos mortos para o pecado e vivos para Deus, através do sacrifício de Cristo Jesus. Morremos com Ele e ressuscitamos com Ele, para uma nova vida (Romanos 6: 6-11, II Coríntios 5:17).

Devemos ser cuidadosos e zelosos com nossas vidas, uma vez que não vivemos mais nas trevas, fazendo o que bem entendemos e vivendo para nós mesmos. Fomos resgatados e não somos mais nós que vivemos, mas Cristo quem vive em nós (Colossenses 1:13 / Romanos 6: 12-14/ Gálatas 2:20). Portanto, refletimos a Deus com o propósito de alcançarmos outras pessoas, assim como Ele nos alcançou. Por isso, nossas atitudes dizem muito sobre, não só acerca de quem nós somos em Cristo, mas o que Ele representa para nós.

A partir do momento que passamos a viver para Cristo e entendemos para que  nascemos e quem somos nEle. Automaticamente algumas práticas vão sendo descartadas, embora umas demorem mais do que outras, porque tudo depende do quanto estamos disponíveis para sermos transformados, o quanto a palavra está impregnada em nós e o quão maduro nós estamos, ao ponto de sabermos a respeito do que devemos e o que não devemos fazer.

A santidade é uma questão de decisão, mas essa decisão vem com a maturidade espiritual (Hebreus 5:13-14). Enquanto não amadurecemos e não ficamos consciente das verdades e meditamos nelas, as coisas parecem difíceis de se deixar, difíceis de se fazer. Mas, quando acontece, existe uma graça e um favor do Senhor e as coisas fluem tão perfeitamente que quando nos deparamos com o que antes nos aprisionava, já não nos causa qualquer dano. E ainda, muitas vezes, somos usados por Deus nestas áreas a ajudar outras pessoas em assunto similares com uma certa propriedade.

Em resumo, certa vez li algo a respeito de santidade que me impactou e eu gostaria de compartilhar com você. Quando pensamos em santidade, muitas vezes pensamos em tudo aquilo que “não podemos, não devemos, não, não e não” , porém a santidade não tem a ver com o “não” , ao contrário, tem a ver com o “sim”,  o grande sim que você disse para Deus. Então, ao invés de passar o dia todo pensando no que não se deve fazer, pensar ou falar, comece a pensar no sim que você disse pra Deus. Santidade significa que você foi separado para uso exclusivo de Deus, assim como em I Pedro 1:9 diz: “Vocês são escolhidos de Deus, escolhidos para a alta vocação do trabalho sacerdotal e para serem um povo santo. São instrumentos de Deus para fazer sua obra e falar por Ele, e para contar a todos quanta diferença Ele fez na vida de vocês”. Em vista disso, comece a encarar a santidade, não como um obstáculo, mas como um atributo celestial, uma oferta de sacrifício a Deus (Romanos 12:1), com intuito de se consagrar e estar cada vez melhor posicionado na vontade dAquele que te chamou para representá-lO.

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