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O Assunto É…

Música “gospel” x música “secular”

Felipe Aguiar

Graduado da Escola de Missões, músico e compositor

Este é um assunto muito polêmico, a respeito do qual muito se discute, mas pouco se escreve em conclusão. Meu objetivo é que, ao ler esta parte do livro, você possa conhecer o equilíbrio entre os pensamentos e se liberte de religiosidade. “porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus.” (Romanos 8:14)

Na nova aliança, o cristão é advertido a viver uma vida guiada pelo Espírito. O Espírito Santo foi derramado em nossos corações para nos dirigir em todas as nossas decisões. Tendo isto como fato, o cristão nascido de novo não pode se guiar por “pode isso, não pode aquilo”, porque isto é religiosidade. E religiosidade faz parte da lei, e não da graça. Isto se aplica à música também. Não pretendo nem vou dizer: ouça isso, não ouça aquilo, porque este não é o meu papel, é o papel do Espírito Santo. O que muitas vezes acontece é que o Espírito Santo nos adverte a não ouvir tal música e não damos atenção. Esteja atento às direções dele, pois isto só trará benefícios para sua vida.

Como compositores, precisamos ouvir de tudo. Não devemos nos limitar ao que é rotulado como “gospel”. É como se um pintor se limitasse apenas a enxergar o azul. Devemos saber onde a música cristã está, mas também em que lugar a música pop está. Uma gama limitada de canções ouvidas pode levar à repetição e ao vício. Ouvir boas canções de uma gama mais abrangente pode trazer frescor, e isto pode incluir ouvir música na qual você normalmente não se interessaria. Um autor pode não ter religião, ou pode não seguir a nenhum sistema de crenças, mas a criatividade de Deus ainda está nele.

Ouvir música secular, contudo, pode se tornar perigoso. Não estou desencorajando a apreciação, mas estou encorajando o equilíbrio. No que se trata de letras, a decisão é bem simples: se a letra está promovendo o pecado, não ouça. Procure outras canções do mesmo estilo que não influenciem seu espírito e nem tragam condenação para sua vida. É claro que, com isso, estamos descartando 70% ou mais de tudo que ouvimos na rádio hoje. E é exatamente por isso que, com o tempo e com a experiência, você perceberá que não há muito para ouvir no mundo caído em que estamos.

Agora, no que diz respeito à música, isto depende de você. Depende de que associações você faz com a música. Mesmo algo que não traz nenhum mal a você pode não ser positivo para outras pessoas. Então, não imponha o seu gosto, ou suas escolhas sobre outras pessoas. Se algo que você ouve escandaliza o seu irmão, mantenha sua posição para você mesmo. Não tente influenciar outras pessoas através do escândalo. (Rm 14:21-23)

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