
Membro do Verbo da Vida Sede
Este artigo falará sobre você ser muito mais do que pode imaginar!
Desde criança, sempre me colocavam para fazer as homenagens na escola, mas eu não conseguia falar. Todas as vezes que segurava o microfone, eu chorava. Eu não entendia por que continuavam me colocando para fazer aquilo.
Anos e anos, isso acontecia. Eu morava com minha avó, minhas tias, Ana Cláudia, Janny e o marido dela (meu pai de criação que faleceu). Morava aqui em Campina Grande (PB), porque meus pais estavam morando em outra cidadezinha, e eu não me acostumava a morar com eles lá.
Ande com pessoas que acreditam em você
De vez em quando eu ia, porque sentia saudades e depois voltava. Meu histórico escolar é muito engraçado. Eu me transferia umas três vezes por ano. Aos 8 anos de idade, conheci Jesus, e muita coisa mudou. Acreditei que Ele era poderoso o suficiente para me curar de um problema alérgico que me limitava muito, e eu me sentia ainda mais inferior. Sim, eu tinha muitos complexos.
Os anos se passaram, e quando o Verbo da Vida se mudou para o prédio atual, eu ia para a salinha de 9 a 12 anos, onde, hoje, se localiza o Centro de Cura. Um dia, enquanto adorava em voz alta, Jecks Cristiane me ouviu cantar e perguntou se eu poderia fazer parte do grupo de música da salinha. Eu apenas balancei a cabeça concordando, porque tinha vergonha de falar.
No dia do ensaio, cheguei lá e não quis cantar. Pâmela Thais começou uma música e combinou secretamente para que todos parassem e eu continuasse a cantar, para que todos ouvissem minha voz. Nunca esquecerei essa lição, o quanto essas irmãs acreditaram em mim!
Confie no Espírito Santo
Posso não ser a melhor cantora, mas o fato de estar ali no Departamento de Música quebrou muitas barreiras, muitos complexos. Eu já tinha vencido um degrau, estava ali cantando nos bastidores com meus colegas que até hoje lembro e guardo no coração.
A primeira vez que Pâmela me colocou para ministrar o período de Música, eu chorava incondicionalmente, não me achava capaz e fiquei doente, mas fui em frente. Porque, apesar do medo que sentia, sempre gostava daquela sensação de frio na barriga. Até hoje gosto. Ministrei o momento de música e achei que foi horrível, mas confiei no Espírito Santo!
Depois, fui me entrosando mais e me soltando; perdendo a vergonha, eu já era uma vitoriosa! Eu não gostava de falar porque achava minha voz feia, quanto mais para cantar. Morava com meus tios e tinha vergonha de pedir água ou falar que estava com fome. Para falar, eu pedia a Deus muita coragem. Quem me conhece hoje nem imagina que passei por tudo isso na vida.
Você é muito mais do que pode imaginar!
Por que eu conto isso? Porque sei que, assim como eu, muitas pessoas estão deixando de viver o que Deus planejou por conta de complexos. Daí a importância de servir na igreja; foi servindo que me curei de tantas coisas, e hoje sou quem sou.
Hoje, não tenho vergonha de falar para um milhão de pessoas, e somente eu e Deus sabemos a alegria que é poder saber disso. Falo com quem me colocarem para falar. Hoje entendo o porquê de tanta gente insistir em mim. Eles conseguiam ver como Deus me via; era o próprio Pai acreditando em mim através de outras pessoas.
Eu venci! E você também pode vencer! Não desista de você e pare de se achar incapaz. Você é muito mais do que pode imaginar!
Conheça o perfil da autora: Jadi França

