
Conferencista Internacional
A unção é como um copo d’água, requer um recipiente para carregá-la; requer um recipiente para entregá-la. Nós somos os recipientes que carregam a unção.
“E vós possuís unção que vem do Santo e todos tendes conhecimento” (I João 2.20).
Em uma casa, há muitos vasos, alguns para uso de honra e outros para uso de desonra. Na sua casa, talvez você tenha uma vassoura e um rodo para passar pano. Existe água que você usa para passar o pano, existem vasos ou recipientes específicos para tomar água.
Vigilantes para priorizar a unção
Paulo disse: “Em uma casa, há muitos vasos, muitos recipientes, uns para uso de honra e outros para desonra.” Nós somos os recipientes que carregam o propósito de Deus. Seja o que estiver no “seu vaso”, é aquilo que estamos derramando, como um dom ministerial ou musical. De todo modo, cantamos aquilo do qual estamos cheios, sempre que exortamos.
Nós vamos derramar aquilo que está dentro. Então, é muito importante cuidarmos daquilo que está dentro e priorizarmos a unção. Todos nós priorizamos a unção, mas acredito que em toda jornada de um ministério de música, existem estações em que você está buscando melhorar, avançar e crescer. Nessas estações, se não tivermos cuidado, podemos perder a unção, porque somos levados para os detalhes das coisas e a excelência da nossa apresentação, e a ênfase começa a ficar fora do equilíbrio. Isso é algo para todo ministério de música, precisamos ser vigilantes para priorizarmos a unção.
Efeito duradouro
A excelência sem a unção é apenas um show, apenas uma performance. Você pode ouvir um grande show, fazer parte de uma grande apresentação e até ser movido às lágrimas, mas pode ser que não seja a unção. Se a inspiração daquilo não vem de Deus, então como você diferencia entre a unção, o carisma, a performance e o show?
A unção terá um efeito que durará, mas os efeitos de uma apresentação feita na carne, te moverão naquele momento, mas não têm nenhum valor eterno. Nós queremos aquilo que dura.
A unção está em você; você é “vaso” d’Ele; Foi separado para Deus. Deus nos deu um dom, e nós devolvemos esse dom de volta para Ele, servindo ao Seu povo. Essa é a dedicação a Ele. No entanto, assim como em Hebreus 4 nos diz, precisamos apresentar nosso corpo como sacrifício vivo a Deus. Este é o nosso culto racional, como em Romanos 12.
Priorizando o fluir corporativo
Agora, vou dizer algo engraçado. Talvez não seja engraçado para você, mas é engraçado para mim. Elvis Presley tinha uma unção e, mesmo quando estava no mundo, ele fazia algo em você quando cantava. Movia as pessoas; elas ficavam malucas. A unção que está sobre nós e a unção corporativa que glorifica a Deus são duas coisas diferentes.
Como músicos, como cantores, não podemos depender apenas da unção que está sobre nosso talento. Você já fez isso, dependeu daquela unção que já tem, porque lá precisamos puxar a unção que vem de dentro. Posso cantar “Parabéns” para alguém e a pessoa ser abençoada, porque há uma unção para cantar, na minha vida.
Precisamos priorizar o fluir corporativo e não apenas nos inclinarmos para nossa habilidade natural para nos carregar. O que precisa acontecer é uma mudança em nosso pensamento quando nos vemos como ministros. Você é um ministro quando toca bateria; está ministrando, liberando sons. Esses sons estão saindo de dentro de você, podem sair de dentro do seu espírito ou da sua alma.
Familiarizados com a unção
Eu estava liderando adoração e louvor para uma igreja alguns anos atrás, era nova naquela posição, e um dia, durante o ensaio, o baterista estava tocando algo diferente, parecia metal. Eu pensei: “O que está acontecendo ali atrás?” Quando terminamos o culto, descobri que ele tinha tocado com a banda dele em um bar na noite anterior. Isso estava saindo através dos sons dele. Estávamos cantando “Clamar ao Senhor” ou “Graça Abundante”, e eu podia sentir aqueles sons diferentes saindo dele. O que estava dentro dele estava transpirando.
Seja o que for que colocamos para dentro, seja o que for que estamos nos alimentando, é isso com o qual vamos ficar familiarizados. Como ministros de adoração, músicos ou cantores, precisamos ser os que melhor lidam com a unção do que qualquer outra pessoa. Precisamos viver na unção, a fim de termos sucesso em nossa jornada como ministros de música. É algo que vivemos todos os dias.
A unção não aparece em um culto por acaso; ela surge porque os “vasos” estão preparados para derramar algo que unifica e glorifica. É um sabor doce, uma fragrância agradável ao Senhor. Isso não acontece apenas porque ouvimos uma música e ela tocou; acontece, porque nos preparamos como vasos e vivemos uma vida consagrada. Portanto, seja o que estivermos ouvindo, seja o que estivermos nos alimentando, é isso que vai sair de nós.

