
Integrante da coordenação doutrinária do Ministério Verbo da Vida.
Este artigo falará sobre a necessidade de sacrificarmos os nossos ídolos:
No início do capítulo 4 de Apocalipse, a Bíblia diz que João viu uma porta aberta no Céu e viu o próprio Senhor Jesus falando como voz de trombeta. Ele tem uma descrição, enxerga o trono de Deus, os anciãos, os anjos, os seres viventes.
A Bíblia diz que eles adoram a Deus. O texto é difícil de entender, mas o que podemos destacar é que toda a adoração no Céu é voltada para o Senhor, por uma razão e um propósito muito específico.
“E os quatro animais tinham, cada um de per si, seis asas, e ao redor, e por dentro, estavam cheios de olhos; e não descansam nem de dia nem de noite, dizendo: Santo, Santo, Santo, é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, que era, e que é, e que há de vir” (Apocalipse 4.8).
“Tu és digno, Senhor e Deus nosso, de receber a glória, a honra e o poder, porque criaste todas as coisas e por tua vontade elas vieram a existir e foram criadas” (Apocalipse 4.11).
A criação revela a glória do nosso Deus
Por qual razão eles adoravam a Deus? Porque reconheciam Deus como criador, o criador de todas as coisas. Podemos ver o salmista falando em Salmos 19.01 que os Céus proclamam a glória do nosso Deus. A criação revela a glória do nosso Deus. Eles adoram e adoravam a Deus, porque o nosso Deus criou todas as coisas.
O homem comete traição, desobedecendo de forma atrevida, deliberada, intencional. Vemos as consequências do pecado do homem afetando não só a comunhão do homem com Deus, mas também trazendo consequências para a própria criação. Nós éramos escravos do pecado. O homem, criado para o governo, para o domínio, agora é achado na condição de morte, controlado por Satanás.
“E, havendo tomado o livro, os quatro animais e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo todos eles harpas e salvas de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos” (Apocalipse 5.8).
O Cordeiro como alvo de adoração
Eles adoravam Aquele que estava assentado no trono, porque reconhecem que Ele é o Criador de todas as coisas. Mas agora nós temos também o Cordeiro como alvo de adoração.
Por que o Cordeiro entra como alvo de adoração? Porque o homem rebelou-se contra o seu Criador. Ele pecou, falhou, desobedeceu. Isso trouxe consequências para a sua própria existência, para a própria criação. Mas o Cordeiro é a resposta graciosa que Deus deu à desobediência do homem.
O Cordeiro é a resposta graciosa ao que o homem fez quando pecou, trazendo consequências para si e trazendo consequências para toda a criação. Ele é o meio pelo qual Deus está endireitando todas as coisas. O Cordeiro é o meio pelo qual Deus está nos levando de novo para o lugar da presença; é o meio através do qual Ele está nos tirando da escravidão.
Concidadãos dos santos
É por isso que a Bíblia usa diversos termos para nos descrever hoje nesta nova aliança: justificados, regenerados, redimidos, reconciliados. Tudo isso diz respeito ao que Deus fez por intermédio do Cordeiro. Nós éramos inimigos, hoje não mais somos inimigos. Hoje somos concidadãos dos santos, somos membros da família de Deus.
Na Nova Aliança, não foi o sangue de um animal, foi o sangue do inocente Jesus. Foi o precioso sangue de Jesus que foi derramado. Na nova aliança, foi o Cordeiro, o justo, que morreu pelos injustos para nos conduzir a Deus. Por que um cordeiro entra como alvo de adoração? Porque o cordeiro é o meio pelo qual Deus está nos resgatando.
Deus está resgatando toda a sua criação há um lugar de comunhão, relacionamento restaurado entre o homem e Deus. A Bíblia nos descreve como reconciliados, mas isso não é o fim de tudo. A história caminha para a própria redenção do nosso corpo. A história caminha para a própria redenção e transformação do próprio cosmo, da própria criação.
Uma fábrica de ídolos
Infelizmente, o coração de muitos crentes transformou-se em uma fábrica de ídolos. Quando falamos de ídolos de idolatria, a imagem que muitos crentes têm é de pessoas se dobrando diante de uma estátua ou de uma imagem.
Em Gênesis 22, quando Deus vai pedir Abraão, Isaque, ele diz: “Toma teu filho, teu único filho, o filho a quem você ama.” Deus não queria o menino. Deus queria que o menino não fosse um ídolo, um Deus no coração de Abraão. Tanto é que o menino não foi sacrificado.
Um ídolo é qualquer coisa que você e eu olhamos e, no fundo, em nosso coração, afirmamos: “Se eu tiver isso, sentirei que minha vida tem sentido. Então saberei que tenho valor, estarei seguro.” É uma posição de importância, é a melhor forma de descrever isso. É adoração. Um ídolo, aquilo que nós adoramos. O que é adorar?
O que é adorar?
Adorar significa literalmente apreciar o valor de algo ou de alguém. Significa reconhecer ou declarar que algo ou alguém é digno de louvor. Significa elogiar algo ou alguém tão superior que a única coisa a ser feita é reconhecer seu valor e celebrá-lo. O que é um ídolo? Um ídolo é qualquer coisa que tenha mais o coração do homem do que o próprio Deus.
Quando falamos da presença, é adorar a Deus como resultado do conhecimento de quem Ele é. Não é só sacrificar um ídolo; se você extirpar um ídolo, é fracassar, implantar o amor de Cristo em seu lugar, esse ídolo vai crescer de volta. Então nós precisamos substituir esse ídolo.
Não podemos apenas nos arrepender da idolatria. Nós precisamos olhar para Ele. Quando eu digo olhar para Ele e você olhar para o Deus que se revela nas Escrituras e principalmente o Deus que se revelou de forma progressiva e que atingiu o seu ápice na pessoa de Jesus Cristo. Quem é esse Deus e esse Deus que se revelou na pessoa de Jesus Cristo?
É você olhar para Ele tanto, tanto é você se permitir ser tão fascinado pelo que Ele é, pelo que Ele fez por você, quem Ele é, quem esse Cristo é. Ele não é como esse ídolo que muitas vezes nós permitimos. Seu altar está estabelecido em nossos corações. Esse Cristo nos redimiu, esse Cristo nos lavou, esse Cristo nos substituiu, esse Cristo Ele se entregou no meu e no seu lugar.
Cristo nos redimiu
Ele é, antes de todas as coisas. N’Ele tudo subsiste. Ele é a cabeça do corpo da Igreja. Ele é o princípio, o primogênito dentre os mortos, para em todas as coisas ter a primazia, porque aprouve a Deus que n’Ele residisse toda a plenitude. Porque, havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio d’Ele reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, quer sobre a terra, quer nos Céus.
Nós precisamos permitir que Cristo e as coisas espirituais também promovessem. Nós sabemos, nós não vamos, nós não vamos de forma alguma crescer em níveis maiores de comunhão e relacionamento com Deus. Se nós permitirmos que coisas concorram com o senhorio do Senhor em nosso coração.
O que é um ídolo que eu e você precisamos sacrificar essa noite? Eu e você sabemos que você sabe por qual razão e propósito sacrificar esse ídolo para que nada seja mais importante do que para que nada tenha a nossa devoção, a nossa adoração, para que nada nos atraia mais do que Ele.
*Trechos da mensagem do dia 13 de abril de 2024, no Culto de Jovens.

