
Graduado da Escola de Ministros Rhema
A dúvida anula a fé. É preciso crer com o coração e confessar com a boca. É preciso compreender a importância do perdão. Se não perdoarmos, nossas orações não sobem ao Senhor como um perfume suave. A oração que Jesus nos ensinou fala sobre perdão. Uma das últimas palavras de Jesus na cruz foi um pedido de perdão: “Senhor, perdoa-os, pois não sabem o que fazem”.
“Porque em verdade vos afirmo que, se alguém disser a este monte: Ergue-te e lança-te no mar, e não duvidar no seu coração, mas crer que se fará o que diz, assim será com ele. Por isso, vos digo que tudo quanto em oração pedirdes, crede que recebestes, e será assim convosco. E, quando estiverdes orando, se tendes alguma coisa contra alguém, perdoai, para que vosso Pai celestial vos perdoe as vossas ofensas” (Marcos 11.23-25).
Precisamos cuidar do nosso coração, pois nele está o nosso tesouro. Vamos pintar algumas verdades e benefícios sobre o perdão. A primeira delas é a consideração das nossas orações, em virtude do posicionamento do nosso coração. Somos o templo do Espírito Santo. Assim como não recebemos ninguém em nossa casa com ela desarrumada, não podemos permitir que a casa do Espírito Santo, que somos nós, esteja desarrumada.
“Finalmente, sede todos de igual ânimo, compadecidos, fraternalmente amigos, misericordiosos, humildes, não pagando mal por mal ou injúria por injúria; antes, pelo contrário, bendizendo, pois para isto mesmo fostes chamados, a fim de receberdes bênção por herança” (I Pedro 3.8-9).
“Sejam misericordiosos, assim como o Pai de vocês é misericordioso. Não julguem e vocês não serão julgados. Não condenem e não serão condenados. Perdoem e serão perdoados” (Lucas 6.36-37).
Espírito recriado
Nossa velha natureza já morreu. Recebemos a natureza de Cristo, porém estamos em um processo de aperfeiçoamento. Nosso espírito foi recriado, mas nossa alma precisa ser renovada. É comum ao ser humano, algo que muitas vezes fazemos mesmo sem perceber, o ato de julgar uns aos outros.
A Palavra diz em Tiago que só existe um legislador e juiz capaz de julgar, mas fomos chamados para amar apenas, sem nos colocarmos na posição de julgamento. Quando criticamos ou apontamos o dedo, estamos nos colocando em um lugar que não nos pertence. Precisamos, sim, estar atentos, porque isso não agrada o coração do Senhor. Isso impede a manifestação d’Ele em nossas vidas. É importante que façamos uma autoanálise para descobrir o que precisamos fazer para abandonar as atitudes da velha natureza.
O perdão nos faz prosseguir.
No momento da pressão e da dificuldade, a chance de falarmos algo do qual podemos nos arrepender é muito grande. Mas Deus espera de nós o exercício do fruto do Espírito. Já temos tudo à nossa disposição para isso. Que possamos, nos dias de adversidade, manifestar nossa nova natureza, a natureza de Cristo. Cristo está em nós.
O perdão nos faz esquecer e prosseguir. Nosso cérebro é atemporal, ele não distingue tempos e estações. Então, quando nos agarramos ao passado e o trazemos para o futuro, sofremos duas vezes. Porque o cérebro não distingue o que ocorreu há anos ou o que está ocorrendo agora, se mantivermos nossa mente meditando nos acontecimentos ruins do passado.
“Irmãos, quanto a mim, não julgo havê-lo alcançado; mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (Filipenses 3.13-14).
Existe um prêmio
É desafiador andar em perdão. Por isso, temos que trabalhar o fruto do Espírito, mas não temos alternativa senão amar ao próximo do jeito que são. A partir de agora, vamos atentar para esta revelação. Existem pessoas que dependem de nós. Existe um plano e propósito de Deus para nossas vidas. Carregamos a presença de Deus, não podemos perder tempo com coisas do passado. É preciso seguir adiante, correr a carreira e esquecer as coisas que ficaram para trás.
“Se, pois, ao trazeres ao altar a tua oferta, ali te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa perante o altar a tua oferta, vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; e, então, voltando, faze a tua oferta” (Mateus 5.23-24).
Você lembra que na ceia somos convidados a uma autoanálise antes de ceiar. Isso comprova que precisamos liberar as pessoas em perdão e em amor. O amor é benigno. A palavra “benigno” no grego significa ser adaptável ou condescendente às necessidades do outro. Além disso, quando o amor ágape está operando em sua vida, você não exige que os outros sejam como você, você não anda em condenação. Em vez disso, o ágape faz você querer se desdobrar para se tornar o que os outros precisam que você seja para eles. Ou seja, esse amor não condena, não aponta o dedo, não critica.
Ademais, a palavra “benigno” retrata uma disposição de servir e de mudar para atender às necessidades do outro. Quando servimos a alguém, estamos amando e manifestando a natureza de Deus.
*Trechos da mensagem do dia 17 de abril de 2024, no Culto da Família.

