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Alinhados à Palavra!

Alinhados à Palavra!

  • Postado em maio 1, 2024
  • Sem Comentários
Alinhados à Palavra!
Jannayna Albuquerque
Integrante da equipe ministerial da Igreja Verbo da Vida Sede

Paulo relata que ao visitar os coríntios, ele o fez com temor e zelo, como mencionado no início da carta. Eu me proponho estar com vocês neste lugar, onde a obra da cruz foi finalizada. De acordo com Paulo, o que foi demonstrado pelo Espírito de poder foi o ensino da Palavra.

“E eu, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, não fui com sublimidade de palavras ou de sabedoria. Porque nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo, e este crucificado. E estive convosco em fraqueza, e em temor, e em grande tremor. E a minha palavra, e a minha pregação, não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração de Espírito e de poder; Para que a vossa fé não se apoiasse na sabedoria dos homens, mas no poder de Deus” (I Coríntios 2.1-5).

Um culto onde há demonstração do Espírito de poder não necessariamente envolve pessoas caindo ou chorando; esses são apenas exemplos de tal manifestação. A pregação da Palavra em si também é uma demonstração do Espírito de poder, pois traz a mensagem de Cristo. Este culto, portanto, foi uma manifestação do poder, onde o Espírito também agiu.


Transmitindo a Palavra de Deus

O ensino e a pregação são formas distintas de transmitir a Palavra e compreender essa distinção facilita a participação nas diversas manifestações do Espírito, satisfazendo os maduros espiritualmente. Sentir não é errado; pelo contrário, é correto. No entanto, as emoções não devem ser o único indicador da ação de Deus, pois estas também podem ser influenciadas por outros fatores. Tudo que vem de Deus parte de dentro para fora, nunca o contrário. Não devemos esperar motivação externa para que as coisas aconteçam; uma Palavra de Deus vinda da cruz é uma manifestação de poder.

“Muitos o seguiram, comentando entre si: ‘João não realizou sinais, mas tudo que ele disse a respeito deste homem se cumpriu’. E muitos ali creram em Jesus” (João 10.41).

João Batista, embora não tenha realizado sinais, profetizou com precisão sobre a chegada de Jesus, e suas palavras se cumpriram. Ele nasceu para preparar o caminho para Jesus e viveu para este propósito desde o início de seu ministério. Embora não tenha realizado milagres, suas palavras eram verdadeiras. Algumas pessoas são ungidas para realizar ações, enquanto outras são ungidas para falar e algumas podem fazer ambas, conforme orientação divina.

João Batista, mesmo sem realizar milagres, foi claro em suas palavras e devemos valorizar isso como uma manifestação do Espírito de poder. Às vezes, há uma pressão sobre os ministros para criar uma atmosfera que não está acontecendo.

“Acerca dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes. Vós bem sabeis que, quando éreis gentios, vos deixáveis levar aos ídolos mudos, conforme éreis guiados. Portanto, vos quero fazer compreender que ninguém que fala pelo Espírito de Deus diz: ‘Jesus é anátema’, e ninguém pode dizer que Jesus é o Senhor, senão pelo Espírito Santo. Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo” (I Coríntios 12.1).


O fim sempre é proveitoso

Paulo não queria que a gente soubesse, que conhecesse ou que fosse perito. No verso 4, ele é repetitivo. As manifestações são concedidas a cada um. O fato do meu marido ter uma limitação não implica necessariamente que eu também tenha. A prestação de contas é dele e embora a presença de outra pessoa possa abençoar, não significa que a salvação do marido seja suficiente para a esposa. Deus dá a cada um visando um fim proveitoso. Se não há proveito, não há razão para existir.

O fim sempre é proveitoso; caso contrário, é questionável, pois Deus não age em resposta às expectativas das pessoas. Ele não precisa justificar nem respaldar a si mesmo. Deus conhece as necessidades de cada indivíduo. No versículo 8, ele fala de nove dons divididos em três categorias: três dons de poder, três dons vocais e três dons de revelação. Dentro dos dons vocais, temos variedades de línguas, capacidade de interpretá-las e profecia.

Eu achava que a profecia estava dentro dos dons revelacionais, mas ela está dentro dos vocais, destinada àqueles que dizem algo. Dos dons de revelação, temos a palavra de sabedoria, a palavra de conhecimento e o discernimento de espíritos. É interessante observar que a palavra de conhecimento se refere sempre ao presente ou passado, enquanto a palavra de sabedoria se refere sempre ao futuro.


Discernindo a Palavra

O discernimento de espíritos envolve perceber, pelo espírito, qual espírito está agindo em determinado momento, seja com os olhos abertos ou fechados, discernindo a presença de anjos ou demônios. Os dons de poder são a fé, a cura e a operação de milagres. Em relação aos dons revelacionais, o chamado ao ofício de profeta envolve o uso frequente de pelo menos dois desses três dons revelacionais.

O sobrenatural não é exclusivo do profeta; as coisas espirituais são para todos os filhos, mas, quando se trata de ofício, existem algumas características específicas. No versículo 11, diz: “Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas, repartindo particularmente a cada um como lhe apraz.” A quem se refere o “como lhe apraz”?

Quem distribui é o Espírito, de acordo com Sua vontade, a cada indivíduo. Se uma manifestação não vem do Espírito Santo, não é legítima. Quanto mais conhecimento temos, mais livres seremos. Quanto mais conhecimento tivermos sobre cura, Satanás não poderá nos atingir nessa área. A luz deve alcançar cada área de nossas vidas. O nosso papel e o seu papel é sermos crentes fiéis, livres de carnalidade e de pecados não confessados ou não perdoados. Inclusive, esse é um critério para usar o nome de Jesus, mas também existem outros critérios, especialmente em I Coríntios, que é a carta dos dons, em que ele estabelece ordem na casa.


Interpretação de outras línguas

Quando alguém tem uma Palavra durante a oração em línguas estranhas, o volume naturalmente aumenta e as outras pessoas educadamente precisam diminuir o tom para permitir a interpretação. Enquanto houver interpretação, não devemos interromper, pois a interpretação das línguas vem do espírito e não da mente. Isso nos leva a entender outro ponto: às vezes, ao buscar trazer o mover de Deus para o ambiente, há muito mais poder quando todos estão reunidos no mesmo lugar, não apenas fisicamente, mas também espiritualmente, desejando e pensando a mesma coisa, com a mesma finalidade.

É nesses momentos que há níveis de poder que superam o que um único pregador pode fazer. Nada é mais poderoso do que a unção da igreja toda. Isso significa que não podemos forçar algo. Para amarrar o que Paulo diz, no capítulo 14.1, ele afirma: “Segui o amor e procurai com zelo os melhores dons.” Ele diz para buscarmos, desejarmos, querermos, mas não fabricarmos. Deus procura dar ao homem essas experiências, sonhos, visões e revelações. Não devemos buscar essas coisas por conta própria. Devemos, sim, criar um ambiente favorável, mas, quando Deus quiser agir, Ele o fará.

Em todo ajuntamento, Deus deseja compartilhar algo, independentemente do tamanho da quantidade de pessoas. É necessário ter o coração desejoso e estar disponível, mas, mesmo assim, cabe a Deus como, quando e a quem Ele quiser. Estar com Ele é o mais importante.

“Quando o rei Davi já morava em seu palácio, e o Senhor lhe dera descanso de todos os seus inimigos ao redor, ele disse ao profeta Natã: ‘Aqui estou eu, morando em um palácio de cedro, enquanto a arca de Deus permanece em uma simples tenda'” (II Samuel 7.1).


Discurso inspirado por Deus

É interessante observar que Davi expressou sua preocupação ao profeta, indicando que residia em uma casa luxuosa enquanto a arca de Deus estava em uma simples tenda. Natã respondeu dizendo que Deus estava com Davi e que ele deveria fazer o que sentia em seu coração. No entanto, o profeta errou, mas Deus corrigiu seu erro porque ele estava receptivo, então Natã foi e fez o que Deus ordenou. Profecia significa um discurso inspirado por Deus.

Toda profecia é dada por Deus, portanto, eu não posso simplesmente dizer a você para profetizar para seu irmão, pois não sou Deus. Ou seja, se Deus não me der uma palavra para lhe transmitir, não devo falar nada. Às vezes, confundimos uma declaração de fé com uma profecia. Devemos ser cuidadosos; só devemos profetizar se tivermos uma Palavra.

*Trechos da mensagem do dia 30 de abril de 2024, no Culto do Espírito.

  • Jannayna Albuquerque

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