
Integrante do Departamento da Família.
O maior ingrediente para se mover em fé é o amor. A fé opera pelo amor. É fato. Muitas vezes, não conseguimos andar na plenitude desse amor ou andar por fé, porque ainda não entendemos que somos verdadeiramente amados. Deus não nos ama apenas; Ele é o amor. Se entendermos que Ele nos ama e decidiu nos amar primeiro, ainda quando éramos pecadores, Ele nos deu a oportunidade de entregar o Seu Filho, para que todo aquele que n’Ele crer não pereça, mas tenha a vida eterna.
Não conseguimos amar se não entendemos que somos amados. O amor d’Ele foi derramado em nosso coração. Cristo é a cabeça, e, se Ele é a cabeça do Corpo de Cristo, nós somos o corpo. E, se somos o corpo, precisamos andar bem ajustados em amor.
“De quem todo o corpo, bem ajustado e consolidado pelo auxílio de toda junta, segundo a justa cooperação de cada parte, efetua o seu próprio aumento para a edificação de si mesmo em amor” (Efésios 4.16).
“E, assim, habite Cristo no vosso coração, pela fé, estando vós arraigados e alicerçados em amor” (Efésios 3.17).
Somos a diferença
O diabo quer trazer tormento e dúvidas, mas o amor de Deus lança fora todo medo. Se entendermos que o amor de Deus está dentro de nós, não seremos tomados pela dúvida. O desejo do diabo é que estejamos perdidos em dúvidas. Não precisamos nos perder em erros. Porque Deus decidiu nos amar, buscamos fazer as coisas certas para que nossa família também possa viver essa plenitude.
Há partes do nosso corpo que nem sempre nos agradam, mas precisamos cuidar de todo ele. Assim também é no Corpo de Cristo: se não cuidamos de uma parte específica do corpo, após um tempo, todo ele pode sofrer danos. Não fazemos algo por alguém esperando ser beneficiados. Fazemos porque Deus nos beneficiou.
Não é o lugar que faz a diferença em nós. Nós somos a diferença nos lugares. Não fazemos as coisas pelas pessoas, porque elas merecem ou não. Fazemos porque Deus nos chamou, independentemente de recompensas ou reconhecimento. Não importa o quão desafiador seja; se crermos em quem é o autor e consumador da nossa fé, é possível!
Cada um tem o seu papel
Cada membro da família tem o seu papel. Quando um ator ganha um Oscar, ele é reconhecido por desempenhar bem o seu papel, e não o papel do outro. Ele fez o seu melhor dentro do papel que lhe cabia. Da mesma forma, no Corpo de Cristo, precisamos desempenhar da melhor maneira o nosso papel individual.
“Porque, assim como o corpo é um e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, constituem um só corpo, assim também com respeito a Cristo” (I Coríntios 12.12).
Assim, quando andamos nessas verdades, vemos que podemos viver a plenitude de Deus. Não sei se você está em um relacionamento conturbado. Como perceber isso? Quando o Espírito da fé não está sendo manifestado. Como saber isso? Quando não andamos em amor uns com os outros.
Fé não é só para conquistar coisas. Há, sim, um papel importante para realizar sonhos, mas também diz respeito ao nosso crescimento e desenvolvimento espiritual. Ademais, quando aprendemos a perdoar, a amar, a cuidar uns dos outros, também estamos exercendo fé. Qual foi a última pessoa que você abençoou? Abençoar também é falar uma palavra de afirmação, dar um abraço em alguém, sorrir, ouvir a pessoa que está ao seu lado.
A base da família é o amor
Isso é ser Corpo, isso é andar por fé. Ou seja, você foi chamado para ser diferente, para mudar histórias e quadros ao seu redor. Isto é, todos os dias temos uma nova oportunidade de semear e fazer a diferença na vida das pessoas, para ser luz, para ser bênção.
Além disso, cada articulação coopera com as outras partes. Faça pelos outros, independentemente de agradecimentos, recompensas ou reconhecimento. Faça porque Deus te abençoou tanto que você vai repartir com os outros. Isso não diz respeito apenas a dinheiro. Se Deus está te transbordando de alegria, você deve rir. Aquilo que temos em abundância é o que iremos distribuir ao próximo.
A base da família é o amor.
*Trechos da mensagem do dia 04 de dezembro de 2024, no Culto da Família.

