
Coordenadora do Departamento Infantil da Igreja Sede
A família é um projeto de Deus. Existe uma parte que nos cabe. Paternidade e maternidade não são terceirizáveis. Podemos contar com redes de apoio e auxílio de outras pessoas, mas ser pai e ser mãe é uma responsabilidade nossa.
Esses papéis podem ser comparados a uma corrida de resistência, que exige mais do que apenas preparo físico, psicológico ou educacional. Ela exige resistência espiritual contra este mundo. Satanás tenta destruir a família o tempo todo; essa é a realidade. Por isso, atuamos como protetores de nossas casas, de nossas famílias e, especialmente, de nossos filhos.
Na corrida da paternidade, precisamos manter um ritmo constante e sustentável ao longo do tempo. A constância é essencial, porque as pessoas da nossa casa não são objetos. Se não estivermos nos abastecendo espiritualmente, não conseguiremos ser constantes. Precisamos ouvir o que é certo e praticar o que é certo. Ter um filho é uma corrida para sempre; por isso, precisamos permanecer firmes, constantes, equilibrados, saudáveis, com excelência, leveza e êxito.
Preparo, foco, energia e equilíbrio
Filhos são herança, e precisamos cuidar bem deles em qualquer idade. Sempre seremos referência para nossos filhos. Deus nos levantou e nos instruiu por meio de Sua Palavra para corrermos essa carreira com perseverança, alegria, graça e favor. A família é uma bênção, o casamento é uma bênção e os filhos são uma bênção.
Para percorrermos essa carreira, precisamos de preparo, foco, energia e equilíbrio. O preparo é fundamental para o que o Senhor nos chama a fazer, e ele vem da Palavra de Deus. Esse preparo eficaz se manifesta através dos conselhos das Escrituras, que são atemporais e continuam transformando vidas da mesma forma. A Palavra nos auxilia a manter o foco, o objetivo e o alvo que possuímos para nossas famílias. Não podemos desistir dos nossos familiares.
A Palavra produz resultados no tempo certo. Não é do nosso jeito, mas da forma do Senhor, pois Sua força ultrapassa todas as nossas capacidades. Ela deve ser um espelho que nos ajuda a perceber nossas fraquezas e renovar nossas forças.
“Mas os que confiam no Senhor recebem sempre novas forças. Voam nas alturas como águias, correm e não perdem as forças, andam e não se cansam” (Isaías 40.31).
Busque as instruções necessárias
O equilíbrio é essencial para exercer a paternidade e a maternidade. Nossas casas precisam ser um lugar de leveza, aconchego e refrigério, onde nossa família queira estar. Diante de tantas funções que desempenhamos, existe uma parte que cabe somente a nós executar. Como ensina Efésios 6.1-4, devemos obedecer, respeitar, honrar e disciplinar nossos filhos, sempre priorizando a Palavra de Deus e Seus preceitos.
Devemos buscar no Senhor as instruções necessárias.
“Se alguém precisa de sabedoria, peça a Deus, e Ele a dará, porque é generoso e dá com prazer a todos” (Tiago 1.5).
O Senhor é a nossa fonte; Ele nos ajuda através de Sua Palavra, o manual perfeito. Precisamos colocar em prática o jeito de Deus, pois assim as coisas começarão a funcionar. Reconhecer nossa necessidade de ajuda na paternidade não é fraqueza, é sabedoria.
Educar é papel dos pais, tanto no aspecto natural quanto no espiritual. Somos responsáveis pela formação de nossos filhos. Está escrito em.
“A tolice está ligada ao coração da criança, mas a vara da disciplina a livrará dela. (Provérbios 22.15).
As crianças precisam de adultos que as conduzam, as corrijam e as ajudem a acertar, mostrando o caminho, pois sozinhas não conseguirão.
Educar é estabelecer limites
A falta de amor, atenção, educação e limites na vida de uma criança ou adolescente traz consequências profundas. O Senhor pode nos dar estratégias pela Sua graça. Ainda que tenhamos compromissos e deveres seculares, nossos filhos devem ser prioridade. Educar também é estabelecer limites, pois o papel dos pais inclui disciplinar.
“Quando somos corrigidos, isso no momento nos parece motivo de tristeza e não de alegria. Porém, mais tarde, aqueles que aceitam a correção recebem como prêmio uma vida correta e de paz” (Hebreus 12.11).
A correção produz fruto pacífico de justiça. Ela deve ser aplicada para mudança de comportamento, e não como válvula de escape para nossa raiva ou frustração.
“Pais, não irritem os seus filhos, para que eles não fiquem desanimados” (Colossenses 3.21).
Nosso papel não é desanimá-los, mas impulsioná-los para o propósito de Deus. Também está escrito em Provérbios 22.
“Eduque a criança no caminho em que deve andar, e até o fim da vida não se desviará dele” (Provérbios 22.6).
Devemos dedicar tempo para educar nossos filhos, criando memórias afetivas e não apenas corrigindo-os. O tempo de qualidade fortalece a conexão entre pais e filhos.
Precisamos administrar bem nosso tempo para investir no que realmente importa, atuando como guardiões da fé em nossas casas, com sabedoria e discernimento. Assim, nossa família será um projeto bem-sucedido e nossos filhos terão um futuro de paz.
*Trechos da mensagem do dia 27 de agosto de 2025, na Escola de Pais.

