
Integrante da diretoria da Igreja Sede
Romanos 10.8-15 diz que essa é a Palavra da fé que pregamos. Temos a visão de alcançar o Brasil e as nações com a Palavra da fé e o amor. Em 2009, o Ap. Bud Wright recebeu do Senhor a direção de que o Verbo da Vida iria para todas as nações. Ainda há muitas pessoas ao redor do mundo que não receberam a salvação. Se Jesus voltasse hoje, essas pessoas estariam destinadas ao inferno, por isso a urgência de anunciarmos a Palavra.
No versículo 14, observamos que, para ser salvo, é preciso invocar; para invocar, é necessário crer; para crer, é preciso ouvir; e para ouvir, é preciso que alguém anuncie. Mas como anunciarão, se não forem enviados? Paulo afirma: “quão formosos são os pés dos que anunciam”. Por que os pés e não a boca, se anunciamos com a boca? Porque pés falam de movimento, de sair de um lugar para outro. Jesus inicia a parábola do semeador dizendo que o semeador saiu a semear. Como igreja, somos chamados a sair. Este é um lugar de abastecimento, para que possamos semear, só damos o que recebemos.
Você tem dado? Tem pregado o evangelho? Esse é um chamado para todo crente: o ministério da reconciliação. A palavra “igreja” vem de ekklesia, “chamados para fora”. A palavra “missões” não está escrita na Bíblia, mas vem do latim e significa “enviar”. Assim, uma igreja missionária é aquela que envia ou é enviada. Toda igreja deveria ser missionária. Nossa igreja é missionária: enviamos e somos enviados. Por nossa história, isso também é questão de gratidão e responsabilidade.
Saia da “síndrome de Babel”
Certa vez ouvi dizer que não podemos ter a “síndrome de Babel”. Isso me marcou. A visão de Deus é o mundo. Desde o início, Deus mostrou ao homem uma visão global. Ele cria Adão e ordena que se multiplique e encha a terra. O Éden não era o limite, mas o ponto de partida. O Éden representava a comunhão com Deus, e essa comunhão deveria alcançar toda a terra. A Palavra mostra que o Éden tinha fronteiras, mas de lá saía um rio.
Em Gênesis 9.1,7 Deus repete a visão de multiplicação. Alguns estudiosos associam a Torre de Babel aos descendentes de Noé, que desobedeceram a visão ao querer permanecer apenas ali. A ordem de se espalhar não era para conforto pessoal, pois espalhar-se implica renúncia. Talvez a dificuldade de entender esse movimento venha de uma mentalidade centrada apenas em si. Deus nos livra dessa visão egoísta. O plano de Deus para sua vida não é sobre você, mas sobre alcançar outros.
“Babel” significa confusão. Dali surge Babilônia, símbolo de rebeldia contra a vontade de Deus. Quem é o seu Senhor? Você vive para a vontade de Deus ou para a sua própria? A confusão veio e o juízo chegou. Toda ambição egoísta traz consequências, como Tiago 3.13-18 ensina. Se não quisermos isso para nossas vidas, precisamos trocar a sabedoria terrena e demoníaca pela sabedoria de Deus. A sabedoria do mundo diz “junte”; a de Deus diz “espalhe, dê”. Submeta-se a Deus, ao plano que Ele tem para sua vida e para o Corpo. Estar numa igreja missionária é um livramento: ela mantém nossa visão no lugar certo.
O que Deus quer que você faça:
Em Gênesis 11.26 lemos sobre Babel. Em Gênesis 12 Deus promete a Abraão justamente aquilo que aquele povo de Babel queria, mas a primeira ordem é: “sai”. Obediência. Não é como queremos, mas como Deus quer. Ele sabe o plano e conhece os meios. Pare de fazer apenas os seus próprios planos. Pergunte-se: o que Deus quer que eu faça? Ele dará o fim que você deseja, mas é pelo plano d’Ele, não pelo seu.
Em Lucas 13.22-35 Jesus deixa claro aos judeus que, embora escolhidos para anunciar a salvação às nações, isso não garantia sua própria entrada. João vê o desejo de Deus: povos de todas as nações, tribos e línguas. Gálatas 3.7 diz que os da fé são descendentes de Abraão. Somos o povo chamado para encher a terra com o conhecimento da glória do Senhor, como profetizou Habacuque. Em Cristo, o Éden é restaurado: a salvação e a visão.
No Éden havia um rio com quatro braços, representando os quatro pontos cardeais. Em Atos, na descida do Espírito Santo, vemos essa visão restaurada: em Babel houve divisão de línguas; em Atos há unidade para anunciar Cristo ao mundo. O Rio do Espírito flui para alcançar todas as nações. Somos testemunhas em Jerusalém (onde estamos), na Judeia, Samaria e até os confins da terra. O texto diz “e”, não “ou”. É simultâneo.
Por isso, não podemos perder tempo com ambições egoístas. Como igreja, precisamos cumprir nosso propósito. Alguns serão enviados fisicamente; outros sustentarão os que forem. Mas todos participam da missão.
*Trechos da mensagem do dia 09 de novembro de 2025, no Culto de Missões.

