
Presidente da Verbo da Vida Sede
A cidade da Tessália, onde habitaram os tessalonicenses, está localizada na Grécia. Quando Paulo visitou a cidade, ele percorreu algumas sinagogas, mas precisou sair daquele lugar devido a uma forte perseguição. Sem poder retornar, escreveu cartas que, curiosamente, tratavam com grande ênfase sobre a volta de Jesus.
“Porque eles mesmos anunciam de nós qual a entrada que tivemos para convosco, e como, dos ídolos, vos convertestes a Deus, para servir o Deus vivo e verdadeiro, e esperar dos céus o seu Filho, a quem ressuscitou dentre os mortos, a saber, Jesus, que nos livra da ira futura” (I Tessalonicenses 1.9-10).
A primeira coisa que Paulo afirma é que nos convertemos para servir e aguardar o Senhor. Em seguida, ele ressalta que a volta de Cristo nos livrará da ira que está por vir sobre a terra. Não podemos nos esquecer disso: existe uma ira que virá sobre toda a iniquidade que vemos ao nosso redor. Esse era o nosso destino, era isso que estava reservado para nós, mas Jesus levou essa condenação em nosso lugar.
A volta de Jesus
“E o Senhor vos aumente e faça crescer em amor uns para com os outros e para com todos, como também o fazemos para convosco; para confirmar os vossos corações, para que sejais irrepreensíveis em santidade diante de nosso Deus e Pai, na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo com todos os seus santos” (I Tessalonicenses 3.12-13).
A volta de Jesus é um assunto recorrente nas Escrituras. A melhor forma de entender essa segunda vinda do Messias é olhar para a primeira. Sua infância, morte, ressurreição e ascensão aos céus fazem parte daquilo que chamamos de primeira vinda do Senhor. Da mesma forma, vários episódios bíblicos compõem o que chamamos de Segunda Vinda de Jesus.
“Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já dormem, para que não vos entristeçais como os demais, que não têm esperança” (I Tessalonicenses 4.13).
Quando Paulo escreveu essas palavras, os cristãos da Tessália estavam enfrentando forte perseguição, inclusive com a morte de alguns membros da igreja. Assim, o apóstolo teve o cuidado de exortar os tessalonicenses para que não se entristecessem como aqueles que não conheciam o Senhor. O problema não era a tristeza em si, mas uma tristeza ignorante, sem consciência da eternidade, semelhante ao desespero dos que não creem.
O arrebatamento descrito nas Escrituras
“Porque, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também Deus tornará a trazer com ele os que em Jesus dormem. Dizemo-vos, pois, isto, pela palavra do Senhor: nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que dormem. Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, com voz de arcanjo e com a trombeta de Deus; e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor. Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras” (I Tessalonicenses 4.14-18).
Paulo pregou a volta de Jesus ainda durante sua estadia na Tessália, na mesma ocasião em que anunciou o novo nascimento e o batismo. Ou seja, quem crê no nascimento de Cristo e em sua ressurreição deve crer também em sua volta. Paulo esperava estar vivo no dia desse glorioso retorno. Se ele já mantinha essa esperança, o que diremos nós tantos anos depois? Não sei quanto a você, mas eu não faço questão de ressuscitar. Espero ser retirado rapidamente desta terra, no arrebatamento descrito nas Escrituras.
Num piscar de olhos
A Palavra afirma que seremos arrebatados em um momento. No idioma original, esse termo remete à ideia de um átomo, algo tão rápido que não poderia sequer ser dividido em um milésimo de segundo.
“Mas, irmãos, acerca dos tempos e das estações, não necessitais de que se vos escreva; porque vós mesmos sabeis muito bem que o Dia do Senhor virá como ladrão de noite; pois, quando disserem: Paz e segurança, então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida, e de modo nenhum escaparão. Mas vós, irmãos, não estais em trevas, para que aquele dia vos surpreenda como ladrão” (I Tessalonicenses 5.1-4).
A ira não é o nosso destino
Perceba que, ao falar do arrebatamento, Paulo utiliza o pronome “nós”. Contudo, ao tratar daqueles que viverão nas trevas, ele usa o pronome “eles”. Isso demonstra que Paulo tinha consciência de que a Igreja não foi destinada a ser surpreendida pelo fim desta dispensação. Ele enfatiza que essa verdade deve trazer consolo aos cristãos, pois a ira não é o nosso destino. Seremos retirados antes. Estaremos dentro da “arca”.
Ainda assim, naquele contexto histórico, havia muita confusão. A perseguição era tão intensa que alguns acreditavam já estar vivendo a ira de Deus. Por isso, Paulo escreveu uma segunda carta, dizendo:
“Sempre devemos dar graças a Deus por vós, irmãos, como é justo, porque a vossa fé cresce muitíssimo, e o amor de cada um de vós aumenta de uns para com os outros; de maneira que nós mesmos nos gloriamos de vós nas igrejas de Deus, por causa da vossa paciência e fé em todas as vossas perseguições e aflições que suportais; prova clara do justo juízo de Deus, para que sejais havidos por dignos do reino de Deus, pelo qual também padeceis.
Se de fato é justo diante de Deus que dê em paga tribulação aos que vos atribulam, e a vós, que sois atribulados, descanso conosco, quando se manifestar o Senhor Jesus desde o céu com os anjos do seu poder, em labareda de fogo, tomando vingança dos que não conhecem a Deus e dos que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo; os quais, por castigo, padecerão eterna perdição, longe da face do Senhor e da glória do seu poder, quando vier para ser glorificado nos seus santos e para se fazer admirável naquele dia em todos os que creem” (II Tessalonicenses 1.3-10).
Não se deixe perturbar
Mais uma vez, Paulo deixa claro que a destruição não é o destino dos cristãos. Os males da tribulação não são para os nascidos de novo. Cuidadosamente, ele exorta os tessalonicenses a não se deixarem perturbar por palavras ou mensagens equivocadas. Pense comigo: se o Dia do Senhor fosse algo agradável de viver, Paulo não precisaria advertir para que não se perturbassem. O que nos causa tormento é algo difícil de enfrentar, e não algo que desejamos presenciar.
“Ora, irmãos, rogamo-vos, pela vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e pela nossa reunião com ele, que não vos movais facilmente do vosso entendimento, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como se procedesse de nós, como se o dia de Cristo estivesse já presente” (II Tessalonicenses 2.1-2).
Realinhando o coração
O termo “apostasia”, hoje, é comumente associado àquele que se desvia da fé. No entanto, a Bíblia utiliza esse termo para designar todo afastamento súbito e forçado. No contexto apresentado, Paulo fala de um afastamento abrupto que permitirá a manifestação do inimigo. A Igreja será retirada, deixando a terra entregue ao período de tribulação.
Vivemos atualmente na dispensação da Igreja. O próximo evento profético é o arrebatamento, a separação repentina da Igreja. Em seguida, haverá um período de sete anos de grande tribulação sobre a terra, um tempo sem precedentes, muito além de zombaria ou escárnio. É algo que nenhum de nós deve desejar experimentar.
Após esse período, conforme as Escrituras, Jesus voltará de forma gloriosa. Ele virá com os exércitos dos céus, e esse exército é a Igreja, a Noiva de Cristo. O arrebatamento é a vinda de Jesus para a Igreja. A vinda gloriosa será de Jesus com a Igreja, quando o inimigo será definitivamente derrotado.
O arrebatamento pode acontecer a qualquer momento. Para Paulo, essa verdade era motivo de consolo. Para nós, deve ser também. Não devemos negociar nosso tempo nem fazer das coisas desta vida o maior alvo de nossas prioridades.
O tempo é oportuno para realinhar o coração e viver de forma plena, seguindo a Deus. Não arrisque o seu futuro. Mais importante do que decifrar acontecimentos do mundo é observar a própria vida. Garanta a sua eternidade com o Bom Pai. Aqueles que estão no Senhor não precisam se perturbar com a ira futura. Esse não é o destino dos filhos de Deus. Seguimos rumo à eternidade, ao destino preparado pelo Senhor para nós.
*Trechos da mensagem do dia 04 de janeiro de 2026, no Culto de Celebração.

