A missionária Edina Jorge, membra ativa da Igreja Sede, deu um passo decisivo no cumprimento do seu chamado missionário ao viajar à França para um período de reconhecimento e confirmação ministerial. A iniciativa, descrita por ela como “espiar a terra”, marcou o início prático de um novo ciclo que vinha sendo preparado ao longo de anos por meio de direção espiritual, visões e preparo contínuo.

A viagem ocorreu entre 12 de dezembro e 27 de janeiro. Durante esse período, Edina esteve hospedada na casa dos pastores Tony e Alexandra Fleege e serviu nas igrejas Verbe de la Vie à Paris e Verbe de la Vie à Boulogne-Billancourt.
Serviço e integração nas igrejas locais
Na França, a missionária atuou em diversas frentes. Participou de ações de evangelismo, auxiliou na monitoria do Rhema, colaborou na organização do Coffee Break ao final dos cultos, serviu no diaconato e na Igreja de Crianças, além de contribuir com fotografia e produção de conteúdos para redes sociais.
Também ministrou testemunho, ensinou no discipulado para portugueses e brasileiros que vivem no país e confeccionou figurinos para uma apresentação natalina. Ela chegou a ser escalada para ministrar a Santa Ceia no dia da viagem de retorno, mas precisou antecipar sua ida ao aeroporto por questões logísticas.
Conexões além do ambiente da igreja

Um dos aspectos mais marcantes da viagem foi o contato com pessoas fora do contexto eclesiástico. Em Paris, Edina encontrou uma brasileira que enfrentava um momento delicado após o diagnóstico de câncer de mama da mãe. A partir desse encontro, estabeleceu acompanhamento à distância.
No aeroporto, ainda na França, também fez contato com uma mulher muçulmana. Mesmo com limitações no idioma, conseguiu se comunicar com auxílio de aplicativos de tradução. Segundo ela, experiências como essas reforçaram a convicção de que a missão ultrapassa barreiras culturais e linguísticas.
Durante um evangelismo realizado pela igreja local, participou ainda de um atendimento a uma jovem em situação de opressão espiritual, com apoio de membros da equipe para tradução.
Retorno estratégico e novo planejamento
Embora a intenção inicial fosse permanecer os 90 dias permitidos no país, a provisão necessária para o período completo não se concretizou. Diante disso, Edina optou por retornar ao Brasil para organizar o próximo passo.
De volta a Campina Grande, foi liberada temporariamente das aulas de discipulado que ministrava na França para se dedicar à elaboração de um projeto formal de retorno missionário.
O plano atual envolve a permanência de um ano na França com visto de estudante visitante, realizando curso intensivo de francês. Nesse formato de visto, não há permissão para trabalho remunerado, o que exige manutenção integral por meio de apoiadores.
Mobilização e continuidade da missão
Enquanto organiza o projeto e busca levantar recursos, Edina afirma que continuará servindo na Igreja Sede em todas as áreas possíveis. Entre as iniciativas para arrecadação estão a venda de bombons e camisetas.
Para ela, a experiência de ter pisado na nação foi decisiva. A viagem consolidou a convicção de que a França é o campo missionário ao qual foi direcionada. Ao mesmo tempo, reforça que a missão começa na igreja local e se expande a partir dela.
Com duas igrejas estabelecidas no país e expectativa por novas obras, a missionária agora mobiliza intercessores e mantenedores para viabilizar o retorno e dar continuidade ao trabalho iniciado.

