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Sensíveis ao Espírito

Sensíveis ao Espírito

  • Postado em abril 15, 2026
  • Sem Comentários
Sensíveis ao Espírito
Manoel Dias
Vice-presidente da Igreja Sede

Somos casa de oração e precisamos aprender a fluir com cada mover no Espírito de Deus.

“Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós outros. Purificai as mãos, pecadores; e vós que sois de ânimo dobre, limpai o coração” (Tiago 4.8).

Uma convocação, um chamado. Desde o início da vida cristã, até mesmo para homens e mulheres de Deus que possuem um chamado ministerial, a consagração e os tempos com o Senhor são inegociáveis. Precisamos sempre ter uma palavra fresca, algo novo daquilo que Deus quer nos comunicar.

A vida e o ministério de Jesus

Existe uma diferença entre chamado e ministério. O chamado é quando Deus nos convoca para algo que, em algum momento, realizaremos no futuro; o ministério é quando colocamos os pés nas águas.

Jesus, aos 12 anos, já tinha consciência do seu chamado. Porém, não entrou no ministério nessa idade, mas apenas aos 30 anos. Mesmo sabendo que faria algo para Deus, Ele não podia se antecipar; precisava esperar que Deus o introduzisse nisso. Muitas vezes, precisamos compreender o tempo de Deus para sermos introduzidos em determinadas situações. Por vezes, as pessoas se precipitam e tentam “ajudar” a Deus.

“E aconteceu que, ao ser todo o povo batizado, também o foi Jesus; e, estando ele a orar, o céu se abriu, e o Espírito Santo desceu sobre ele em forma corpórea como pomba; e ouviu-se uma voz do céu: Tu és o meu Filho amado, em ti me comprazo. Ora, tinha Jesus cerca de trinta anos ao começar o seu ministério. Era, como se cuidava, filho de José, filho de Eli; Eli, filho de Matate, Matate, filho de Levi, Levi, filho de Melqui, este, filho de Janai, filho de José” (Lucas 3.21-24).

Podemos extrair algumas lições sobre o mover do Espírito. Jesus não começou a orar, buscar e desenvolver sensibilidade a Deus apenas quando iniciou seu ministério; aos 12 anos, Ele já tinha percepções espirituais.

Em concordância com o texto, vemos que Jesus deu início àquilo que precisava cumprir na Terra. Dessa maneira, a consagração nos torna sensíveis e mantém nossa atenção voltada para Deus.

“Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós outros. Purificai as mãos, pecadores; e vós que sois de ânimo dobre, limpai o coração” (Tiago 4.8).

Fortalecidos no secreto

Precisamos vigiar. Devemos estar sensíveis e atentos àquilo que o Senhor está conduzindo. Ao estudarmos a Palavra, nos tornamos sensíveis ao mover de Deus e às direções que Ele nos dá, não por carne nem por sangue, mas pelo Espírito.

Jesus deu início ao seu ministério estando em oração. Ele orou antes do dia em que foi introduzido ao ministério. Passava horas em comunhão com o Pai, e isso lhe trazia direção para o que faria no dia seguinte. Era no secreto que Ele era fortalecido, cheio e conduzido pelas ações que realizaria depois.

A Bíblia relata que Jesus intercedeu em diversas ocasiões: por seus discípulos e até pelos que o crucificavam. Ele era movido pelo Espírito tanto para realizar milagres e pregar quanto para orar.

Assim, quando nós, como Igreja do Senhor, oramos, os céus também se abrem. Existem unções que vêm sobre nós para realizarmos determinadas obras, trazendo interpretações e direções. Muitas vezes, experimentamos um mover do Espírito que nos conduz de volta a um lugar de oração, de intercessão, de nos colocarmos na brecha. Essa sensibilidade deve ser cultivada; precisamos estar disponíveis para esse lugar de oração.

Jesus orou durante todo o seu ministério. Agora, a igreja cumpre uma missão na terra. O Espírito Santo se move continuamente, em todo tempo e lugar.

Atos 7: testemunho de Estêvão

Estêvão se levantou em um momento decisivo da igreja. Deus se move em nossas vidas, e as pessoas percebem algo diferente, um brilho divino, mesmo sendo nós vasos de barro. Ao termos comunhão com Deus, refletimos a sua glória. Estêvão, cheio do Espírito Santo, viu a glória de Deus e Jesus. Ele contemplou os céus abertos e o Filho do Homem à direita de Deus. Cristo está vivo, reina, intercede e se move. Ele é a cabeça da igreja.

Ademais, quanto mais nos consagramos, mais conscientes nos tornamos das coisas do alto, por causa da influência do Espírito de Deus. Paulo afirmava que não vivia pelo que via, mas pelo que cria. Ele tinha revelações tanto das coisas futuras quanto das eternas. Quando essas realidades nos são reveladas, adquirimos habilidade para nos mover nelas, trazendo à tona as coisas eternas ao nosso espírito.

Podemos ser governados pela influência do Espírito Santo. Estêvão intercedeu por aqueles que o apedrejavam. Não podemos viver sem a comunhão do Espírito Santo, pois é algo que deve ser continuamente cultivado. Existe uma busca que atrai o Espírito de Deus. A humildade atrai a unção. Confusão, brigas e gritaria entristecem o Espírito Santo e apagam sua manifestação.

Kenneth Hagin ensinava que o comportamento das pessoas no culto, por vezes, fazia com que a unção se retirasse. Existe um padrão de comportamento e um desejo pelas coisas espirituais.

O Espírito Santo é uma pessoa

O Espírito Santo é mais do que uma doutrina; Ele é uma pessoa. É o representante de Deus na terra. Se o próprio Jesus dependeu d’Ele para cumprir seu ministério, quem somos nós para negligenciá-lo? Ele não é apenas conhecimento, mas uma realidade viva. Deus resiste ao soberbo, mas concede graça ao humilde.

Além disso, em Joel, capítulo 2, na grande profecia do derramamento do Espírito, o Senhor declara: “Sobre os meus servos e sobre as minhas servas derramarei o meu Espírito”. Ter um coração de servo é ter um coração humilde. Há coisas que os olhos não viram, nem os ouvidos ouviram, que Deus preparou para aqueles que o amam. Existem dimensões a serem experimentadas, e elas estão a um passo de uma atitude, de um posicionamento e de um desejo.

“Havia em Jerusalém um homem chamado Simeão; homem este justo e piedoso que esperava a consolação de Israel; e o Espírito Santo estava sobre ele. Revelara-lhe o Espírito Santo que não passaria pela morte antes de ver o Cristo do Senhor. Movido pelo Espírito, foi ao templo; e, quando os pais trouxeram o menino Jesus para fazerem com ele o que a Lei ordenava, Simeão o tomou nos braços e louvou a Deus” (Lucas 2.25-28).

Por fim, crie um ambiente de relacionamento e intimidade que abra portas para a comunicação com Deus. Não queremos apenas conhecer a doutrina; queremos viver experiências com ela. Precisamos ser sensíveis interiormente e entrar na lógica espiritual, para reconhecer os direcionamentos divinos que produzirão resultados que a sabedoria humana jamais poderia gerar.

Devemos estar disponíveis para Deus, para o cumprimento das profecias que já foram liberadas.


*Trechos da mensagem do dia 14 de abril de 2026, no Culto do Espírito.

  • Culto do Espírito, Manoel Dias

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