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Como descobrir o seu chamado

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por Bruno César

Muitos cristãos, hoje em dia, estão muito aquém ou distantes do propósito da sua vida. Alguns porque perdem tempo com dilemas, como o de saber se tem um chamado ministerial (apóstolo, profeta, evangelista, pastor e mestre), outros porque simplesmente negligenciam algumas informações que são simples e, ao mesmo tempo, poderosas da Palavra de Deus.

Quero aqui dar ênfase a princípios que farão não só com que possamos cumprir nosso propósito individual, além do coletivo, mas também viver a plenitude da vontade de Deus para nossas vidas.

O primeiro deles se divide em duas partes que significam a mesma coisa: relacionamento com Deus. Gosto de dividir esse relacionamento com Deus em duas outras partes principais que são o envolvimento com a Palavra de Deus e uma vida de oração.

Não há como agradar a Deus sem mergulhar na Sua Palavra. Para que se pratique a Palavra é necessário ouvi-la, honrá-la, entendê-la como espírito e vida da parte de Deus chegando ao nosso coração e meditarmos nela (João 6:63; Josué 1:8; Provérbios 4:20-22). Só assim poderemos crescer em Deus em todas as áreas da nossa vida. Existem cristãos que não saem do lugar porque o único momento que têm contato com a Palavra de Deus é na igreja de duas a três vezes por semana, quando deveriam desejá-la ardentemente todos os dias.

Já a nossa vida de oração é algo que vai nos incendiar por mais intimidade com Deus. Mas, essencialmente por conta do assunto tratado aqui, quero frisar que é nesse momento que recebemos direções claras e específicas em nossas vidas. Direções essas que não estarão na Palavra de Deus, como a de onde trabalhar, fazer faculdade ou saber qual é o próprio chamado. Essa atmosfera é propícia para ficarmos mais conscientes das coisas espirituais e colocarmos o corpo e a alma em um lugar de submissão completa a Deus. Devemos ser guiados pelo Espírito Santo e receber instruções dEle. Existem cristãos que nem mesmo sabem o que é ouvir uma instrução de Deus e isso só irá acontecer quando estabelecermos uma vida de oração.

O segundo princípio é trabalhar na igreja local. E aqui já temos mais um motivo para muitos não desenvolverem seu chamado, já que, por diversas vezes, não congregam ou são apenas frequentadores, como clientes de um supermercado que consomem o que desejam e não têm nenhum comprometimento. Outros simplesmente não têm o seu coração envolvido com honra e submissão à sua liderança, e isso, com toda a certeza, os coloca em uma posição errada dentro do plano de Deus. Olhe para Filipe, que foi reconhecido como evangelista, e Estêvão que foi o primeiro mártir da história da igreja. Eles eram diáconos na igreja primitiva. O que dizer de Barnabé ou Paulo? Todos eles tiveram um tempo de serviço em alguma igreja local ou tempo de preparação até realmente entrar na plenitude da vontade de Deus para as suas vidas (Atos 6:3-6; 7:54-59; 8:5-8; 21:8; 13:1). Alguém que anda nesses princípios, com toda certeza, já está cumprindo seu chamado.

Somos chamados a ser íntimos daquele que nos chamou pela sua maravilhosa Graça e infinito amor. Quando estamos nessa posição não precisamos de rótulos ou nomes para dizer as pessoas quando elas nos perguntam qual é o nosso chamado. Considere motivo de honra e alegria ser reconhecido como servo de Cristo, pois esse é o maior chamado que existe e que irá existir por toda a eternidade. Um pássaro não faz força para voar, pois ele nasceu para isso. Da mesma forma, cumprir o nosso chamado não é pesado, pois a graça acompanha o chamado e ambos já estão dentro de você. Meu conselho é: seja intenso em Deus e transforme o mundo!

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