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A Palavra de Deus ultrapassa as fronteiras e os obstáculos da pandemia

Fruto da obediência, da graça e do favor de Deus, o casal missionário Pr. Marcos e Eunice Honório tem propagado a palavra de Deus por grande parte dos países sul-americanos. Principalmente pelo Chile, onde estão há cerca de oito anos desenvolvendo seu ministério missionário.

Em entrevista exclusiva para o nosso site o casal falou um pouco sobre o Projeto Missão Chile. Confira:

Como funciona o Projeto Missões?

Bom, nós somos missionários do tempo em que fazer missões não tinha “um projeto”, mas sim um “chamado”. Estamos envolvidos com missões desde nossa infância. Somos gratos a Deus pela evolução do chamado missionário e do aperfeiçoamento do trabalho, mas antigamente, não era assim, identificávamos um chamado e “partíamos”.

Já na “Missão Chile” foi diferente. No ano de 2009 visitamos o país pela primeira vez e ficamos impactados com a nação e a grande necessidade de trabalhadores para “a seara”. Dois anos depois, 2011, voltamos a visitar o país e, enquanto visitávamos as igrejas, ouvimos o “passa a Macedônia e nos ajuda” (At 16.9). Naquele dia soubemos que Deus estava nos chamando para trabalhar no Chile. Retornamos para o Brasil, preparamos um projeto, falamos com a diretoria do MVV do nosso desejo e logo recebemos a missão de mudarmos para o Chile, o que ocorreu no início de 2012.

O projeto era:

  • Organizar as igrejas que já existiam no país
  • Organizar o ministério (pastores e obreiros)
  • Iniciar uma escola Rhema
  • Abrir novas frentes
Em 2020 completamos 8 anos de missão Chile e, graças a Deus, todos os pontos do projeto já foram atingidos.

Qual tem sido o maior desafio que vocês vêm enfrentando de modo geral?

Cremos que os nossos desafios são os mesmos de todos os missionários chamados para uma nação estrangeira.

O primeiro é o idioma. Quando se chega num país de fala espanhola, pode-se pensar que um “arranhar um portunhol” é suficiente, mas não é. O apostolo Paulo nos ensina em I Co 14, que precisamos nos comunicar corretamente. Então todo missionário deve conhecer bem o idioma do povo para onde está sendo enviado. Temos vistos muitos missionários fracassarem no campo por não desenvolver uma boa fluência da linguagem do povo.

A segunda coisa é a cultura, são os costumes e tradições. A sociedade brasileira é relativamente nova, se comparada com as civilizações andinas. Por exemplo, a cidade de Lima, no Peru, a capital dos “incas”, tem mais de 2000 anos de existência. As civilizações transandinas são milenares e é importante conhecer sua história para alcança-los.

Outro desafio é a questão do planejamento financeiro. Quando um missionário recebe seu sustento da igreja de origem, precisa aprender a lidar com a questão cambial que, em tempos de crise, é muito instável. Cada mês o valor da oferta muda.

Outros desafios dependem do local onde o missionário está trabalhando, mas no geral esses são os desafios mais importantes.

Quais atividades tem exigido maior dedicação de vocês?

Como supervisão do ministério no campo nosso trabalho é representar a diretoria do MVV junto às igrejas locais. Manter a comunicação e trabalhar para que as diretrizes do ministério sejam implantadas e cumpridas, além de trabalhar junto com os pastores para que a visão avance no campo. Assim, fazemos viagens periódicas entre as igrejas do Chile, Peru e Paraguai.

Nesses tempos de pandemia estamos atuando pelas redes sociais. Temos realizado reuniões com todas as igrejas e países pelo aplicativo ZOOM. Utilizamos também o aplicativo Instagram para realizar Lives, levando edificação ao Corpo de Cristo e dando aos ministros a oportunidade de serem reconhecidos além de suas fronteiras. Além disso, buscamos promover treinamento e desenvolvimento nas áreas de Ministério de Louvor, Oração, Casais, Mulheres e Jovens.

Na igreja local, realizamos dois cultos semanais, pelos aplicativos YouTube e Facebook, além da integração dos departamentos por encontros eletrônicos.

Nesse período de pandemia, como tem sido lidar como esse cenário?

O grande desafio nessa Pandemia é manter os membros das igrejas conectados. Pastorear pelas redes sociais, nesse momento, tem sido um aprendizado que abre novas portas e possibilidades. Acreditamos que estamos diante de uma nova era de crescimento das igrejas.

Qual tem sido a atitude da igreja frente a pandemia?

Aqui, nos países da região andina, a quarentena é mais fechada que no Brasil. As pessoas estão confinadas em suas moradias e não tem permissão de sair a rua, a não ser para comprar alimentos (duas vezes por semana), para alguma emergência médica ou alguma situação inadiável. Isso afeta muito o dia a dia das igrejas. Na verdade, os locais de culto das igrejas estão fechados desde março, toda a atividade se desenvolve nas redes sociais. O bom é que as pessoas que estão fechadas em suas casas, buscam estarem conectadas e, assim, a igreja tem que aprender a lidar com essa demanda. A grande diferença é que nos tempos de normalidade tínhamos os cultos duas ou três vezes na semana, agora todos os dias as igrejas estão transmitindo e atendendo os membros.

Quais são suas expectativas e da igreja quando essa pandemia terminar?

Esse é o grande desafio. Acreditamos que os primeiros dias serão decisivos. Sabemos que a relação membros igreja não será mais a mesma. Hoje as pessoas têm oportunidade de conhecer muitos ministérios e pregadores, o relacionamento mudou. As igrejas terão mais trabalho, mas as que souberem aproveitar dos novos meios de comunicação terão vantagem.

Como é ser um missionário no país chileno?

Uma que coisa que missionário tem que saber é adaptar-se as circunstâncias, tem que cativar o povo para o qual foi enviado, tem que aprender a se identificar com as pessoas. Missionário não pode viver como um “estrangeiro”, tem que criar laços, se envolver com as pessoas desenvolver amizades.

Nos conte quais foram os últimos acontecimentos.

Nesse mês de julho tivemos a Conferência de Ministros Verbo da Vida e conseguimos conectar além do Chile, o Peru, a Bolívia e o Paraguai aos cultos. Foi uma boa experiência conectar todos pelo YouTube e fazer a tradução para o espanhol. Não foi fácil, tivemos muitas dificuldades, mas adquirimos uma boa experiência.

Quando iniciou o ministério missionário de vocês no Chile? Nos conte um pouco como foi a história do início do trabalho missionário de vocês.

O ano de 2012 foi o ano da nossa mudança para Santiago, então estamos aqui há 8 anos. Em 2014 começamos o Rhema Chile e em 2018 a igreja IVV Santiago.

Quando uma pessoa visita um país como turista, tudo é novidade e diversão. Mas, quando alguém vai viver longe da sua família, dos seus amigos e de tudo o que está acostumado, é um grande desafio e aprendizado. Quando chegamos aqui optamos por viver sozinhos no centro da cidade para uma imersão na cultura chilena. Era importante aprender a relacionar-se com as pessoas, acostumar-se ao som das palavras o “nome das coisas” (ex: aqui feijão é poroto). Não sabíamos como comprar comida, o valor do dinheiro, pagamentos de contas. Foi um tempo de adaptação.

Na questão do ministério, já havia alguns missionários do MVV aqui, mas viviam isolados e sem contato com o Brasil. Levamos um tempo para integrar a todos e criar uma visão de ministério. Hoje, graças a Deus, somos um ministério operando em vários países diferentes, mas todos unidos.

Nos conte sobre seu ministério e um pouco como foi sua jornada até agora.

Como falamos na primeira resposta, nosso envolvimento com o ministério vem desde a nossa infância. Mas podemos destacar alguns pontos importantes.

Primeiro foi a fase de desenvolvimento, a qual servimos a igreja que pertencíamos em todas as áreas possíveis, como voluntários servindo na limpeza, sendo os primeiros a chegar e os últimos a sair. Ajudamos também na área administrativa, secretaria, tesouraria, serviços externos, etc.

Depois veio o tempo do diaconato, sempre buscando fazer o melhor. Na igreja que servíamos havia a Escola Dominical, onde atuamos como secretário, depois professor. Servimos também no ministério de louvor e em seguida veio o Ministério da Palavra, sempre apoiando o pastor local.

Em 1984 assumimos o pastorado em uma igreja de São Paulo, onde servimos por 4 anos. Já em1987 fomos enviados para nossa primeira missão no Rio de Janeiro, aonde pastoreamos por 18 anos e abrimos 2 igrejas e implantamos o Rhema em Campo grande-RJ.

No ano de 2005 deixamos o pastorado local e entramos no ministério itinerante.  Passamos a apoiar ao Rhemas em todo o Brasil e servir as igrejas.

Três anos mais tarde, fomos chamados pelo ministério para apoiar as escolas fora do Brasil. Visitamos a África, a Europa, os USA, Nepal, Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai, Uruguai, Peru.

Desde 2012 estamos destacados aqui no Cone Sul e servimos hoje as igrejas do Chile, Peru e Paraguai.

Qual a sua ótica em meio a adversidade que estamos enfrentando?

No livro de Isaías, capitulo 43, a Bíblia diz que Deus cria coisas novas e abre caminhos onde não existem. Quando essa crise chegou, não tínhamos ideia de como seguiríamos com o trabalho missionário e atendimento as igrejas. Hoje trabalhamos muito mais que antes da pandemia e temos a certeza que quando ela passar estaremos melhores e maiores, como nunca estivemos.

Há um texto que descreve bem nosso sentimento:

“Portanto, meus amados irmãos, sede firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão.”
I Co 15.58 ARA

Seu galardão sempre é maior do que imaginamos. Se me contassem, lá no início, tudo o que eu viveria Nele, eu não teria crido.

O portal da Verbo Campo Grande RJ tem trazidos relatos de nossos missionários que estão em campo cumprindo o Ide do Senhor. Muitas novidades estão por vir e o grande e novo do Senhor tem sido propagado pelas nações a fim de que todos alcancem o pleno conhecimento e vivam uma vida sobrenatural em Deus.

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