
Integrante da equipe ministerial da Igreja Sede.
Nós somos um espírito, temos uma alma e habitamos em um corpo. Da mesma forma que cuidamos do nosso corpo natural, precisamos cuidar do nosso homem interior, pois o mais importante é o nosso espírito. Quanto mais valorizarmos o fato de que somos um espírito, mais iremos crescer. Nosso espírito precisa ser bem alimentado, consumindo bons livros e tendo uma alimentação espiritual balanceada.
“O ladrão vem somente para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância”(João 10:10).
Jesus não veio apenas nos trazer vida, mas uma vida abundante. Antes da queda, Adão tinha a vida de Deus; ele era filho de Deus porque possuía a natureza divina. Criado por Deus, foi projetado para agir como Ele. Assim, dentro desse plano de vida abundante, o homem não tinha falta de nada: tinha saúde, paz, provisão e tudo do bom e do melhor no Jardim do Éden. Ele não conhecia fraquezas nem cansaço. Tudo isso foi perdido com a entrada do pecado no mundo.
“Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego” (Romanos 1.16-17).
O que é o Espírito da Fé?
Toda a nossa vida gira em torno da Palavra de Deus. Não vivemos pelo que vemos ou sentimos, pois o que vemos e sentimos é passageiro. Se existe alguma situação que me incomoda, preciso declarar o que Deus diz em Sua Palavra sobre aquela área. Isso é o espírito da fé.
Foi por causa da boa nova do evangelho que fomos reconciliados com Deus. O evangelho da salvação fez algo por mim e por você que não poderíamos fazer sozinhos. Não fomos salvos para permanecermos os mesmos, mas para nos identificarmos com Ele em nosso modo de falar, pensar e agir. Há um poder na Palavra de Deus que, quando nos expomos a ela, nos transforma.
Ademais, quando você lê a Bíblia, precisa crer de todo o coração que é Deus tratando com você para o seu bem-estar, fortalecimento e crescimento. Mesmo sendo poderoso, o evangelho só produzirá resultados na nossa vida se crermos. Ele não depende do que penso ou sinto; ou seja, é minha responsabilidade crer naquilo que Deus falou em Sua Palavra. E, se eu creio, meu comportamento é diferente. Dessa forma, deve haver progresso e crescimento. Não podemos permanecer com a mesma medida de fé do início para sempre. É minha e sua responsabilidade fazer nossa fé crescer.
A linguagem dos Céus
Por fim, quando amadurecemos na Palavra, o próprio Espírito nos traz clareza de que estamos no time da vitória. Deus está sempre comigo e com você. Viver pela fé significa viver pelo que Deus fala e isso precisa estar saindo da nossa boca.
“E temos, portanto, o mesmo espírito de fé, como está escrito: Eu cri, por isso falei; nós cremos também, por isso também falamos” (II Coríntios 4.13).
“Por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que vos mando? Todo aquele que vem a mim, ouve as minhas palavras e as pratica, eu vos mostrarei a quem é semelhante” (Lucas 6.46-47).
Como posso desfrutar de saúde se só falo de enfermidade? No Reino de Deus, existe uma linguagem, e ela se chama fé. Isto é, o que falamos governa nossa vida, de forma positiva ou negativa.
Declare a Palavra!
O sofrimento bíblico refere-se a perseguições e calúnias, mas nunca a enfermidades. Durante seus 33 anos, Jesus nunca ficou enfermo, mas foi perseguido, injuriado e caluniado. Diante de situações turbulentas, o caminho não é murmurar nem ter um sentimento de autocomiseração, mas confessar a Palavra. Quanto mais lemos e confessamos a Palavra, mais veremos sua manifestação em nossa vida.
Além disso, o Espírito da fé é crer de todo o coração e confessar com a boca. Declare o que Deus já falou sobre a área em que você precisa de intervenção. Quantas vezes isso deve ser feito? Até que haja manifestação. Há momentos em que confessar uma vez não é suficiente; é preciso persistir, crendo e declarando.
*Trechos da mensagem do dia 01 de dezembro de 2024, na Escola Dominical.

