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Amor que permanece

Amor que permanece

  • Postado em novembro 20, 2025
  • Sem Comentários
Amor que permanece

A Palavra de Deus nos fala sobre a honra do matrimônio, a honra do casamento. Às vezes enfrentamos problemas gravíssimos por não reconhecermos nossa responsabilidade perante os juramentos que fazemos.

Ser um bom marido não significa apenas colocar comida na mesa, oferecer boa moradia ou cuidar dos filhos. Nossa vida prospera e avança quando conhecemos o Senhor e a Sua Palavra, entendendo o que Ele preparou para cada um de nós ao decidirmos praticar aquilo que recebemos d’Ele.

Falando sobre lealdade e deslealdade no casamento, sobre o compromisso da aliança e da palavra empenhada, percebemos que o matrimônio não é apenas um papel assinado. Afinal, não há assinatura no Reino do espírito quando dizemos “sim” para o outro.

Comprometemo-nos e fazemos um juramento, um pacto, uma aliança. Esse contrato diante dos olhos de Deus é tão sério que o Senhor não tolera sua quebra, mesmo quando a promessa é apenas verbal.

O amor é uma decisão

Em Malaquias 2.14 vemos que o Senhor é testemunha do nosso relacionamento. Ele é testemunha da honra, do respeito, da dignidade, da proteção e do amor que prometemos ao assumir o sagrado laço do matrimônio. Tendo a lealdade e a fidelidade como base, nosso amor não pode ser apenas expresso em palavras, mas, sim, em atitudes que revelam mais do que um sentimento.

O amor é uma decisão. Em João 3.16, Deus amou o mundo de tal maneira que entregou Seu Filho, provando Seu amor. Devemos seguir princípios de honra, integridade, retidão e honestidade com nossos cônjuges, pois aquilo que semeamos é aquilo que colhemos.

Devemos demonstrar amor aos nossos cônjuges, pois, assim como plantas precisam ser cuidadas e regadas diariamente, nosso relacionamento também deve ser tratado com zelo. Além disso, devemos falar a verdade no casamento, mas em amor, sem ferir o outro e sem agir de forma inconveniente. O compromisso deve ser firme e duradouro.

O casamento é para toda a vida. A aliança que Deus faz é desse modo. Isso se expressa na confiança e no apoio inabalável, mesmo nos momentos difíceis, quando as coisas parecem não dar certo.

Fiéis à aliança

É muito fácil amar alguém quando há status, dinheiro ou abundância, mas quando amamos sem ter nada, é aí que aprendemos o verdadeiro significado do amor.

Devemos cultivar dentro de nós uma disposição para cumprir o compromisso do casamento. Ele tem sentido: comunhão baseada no amor e no apoio mútuo. Efésios 5.21–33 mostra que o verdadeiro amor é entrega. Aquele que nos amou e Se entregou por nós não teve vergonha; o fez para apresentar uma igreja gloriosa, sem mácula, mancha ou defeito.

A fidelidade deve ser mútua, cumprida por ambas as partes. Tito 2.3–8 traz conselhos sobre nossa conduta. O amor pode ser aprendido pela prática. Amor é doação, convivência, respeito e consideração. Não é apenas beijo, nem mero instinto. O casamento deve ser vivido todos os dias, na vida comum do lar, com respeito e honra pelo cônjuge.

Jeremias 3.1–4; 5.2–7 demonstra como o Senhor abomina o desrespeito ao compromisso no matrimônio. Ao chamar Seu povo de adúltero e prostituta, vemos como Ele deseja que não troquemos nossa fidelidade conjugal por nada. Ele nos deu capacidade criativa para que, mesmo com nossos projetos pessoais, permaneçamos fiéis à aliança.

Deus está ao nosso favor, mas Ele também jura ser testemunha veloz contra nós por causa de infidelidades e juramentos falsos, como dito em Malaquias 3.5.

Por fim, há um grande perigo ao qual devemos estar atentos: tornar-nos insensíveis ao outro dentro do casamento. Não podemos deixar a chama apagar, nem esquecer o que nos motivou a amar. Devemos amar nossos cônjuges até o fim, pois há uma bênção sobre o matrimônio e sobre a fidelidade conjugal. Deus abençoa nossa casa e santifica nossos filhos, mas precisamos ser ousados.


*Trechos da mensagem do dia 19 de novembro de 2025, no Culto da Família.

  • Culto da Família, Policarpo Brito

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