
Professores do Centro de Treinamento Bíblico Rhema
“Mas vós, amados, edificando-vos a vós mesmos sobre a vossa santíssima fé, orando no Espírito Santo, conservai-vos a vós mesmos no amor de Deus, esperando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo para a vida eterna” (Judas 1.20-21).
Este livro, muitas vezes, é alvo de preconceito por causa do nome. Esse Judas, autor da carta, nos traz uma palavra muito edificante. É um livro pequeno, com apenas um capítulo e 25 versículos, e às vezes passa despercebido, mas contém ensinamentos preciosos.
Hoje, vamos falar sobre edificação. Quem trabalha com Engenharia vai entender bem essa linguagem. Quando ele diz que devemos nos edificar, entendemos que não é Deus quem faz essa parte, somos nós que construímos essa edificação sobre a fé que recebemos. Todos nós recebemos uma medida de fé, mas cabe a cada um desenvolver essa fé e construir sobre o alicerce firme que Deus nos deu. Essa edificação depende de mim e do esforço que decido colocar naquilo que Deus tem para a minha vida e para a sua.
Talvez alguém pense: “Mas eu não tenho essa fé toda”. Todos nós recebemos uma medida de fé. O que muda é o quanto trabalhamos para edificar sobre ela. E quem deve fazer isso? Todos nós.
E como essa edificação acontece? Com intencionalidade. Precisamos ser decididos quanto ao nosso crescimento espiritual. É preciso esforço, dedicação, disciplina e uso da habilidade que Deus já nos deu. Não somos casa construída sobre a areia, mas sobre a rocha.
Existem alguns passos para que essa edificação seja verdadeira e não desmorone. Quero citar alguns que nos ajudam a avaliar o nosso alicerce.
Primeiro passo
“Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade” (II Timóteo 2.15).
Se a nossa vida espiritual não estiver fundamentada nas Escrituras, nosso alicerce não será firme. Nossa igreja é saudável, e muitos aqui escolheram congregar nela. Vejo o empenho da igreja em desenvolver você. Mas também é necessário esforço pessoal. Deus fala conosco pela Palavra, mas nós precisamos ler, orar e buscar. “Ah, eu não sei orar.” Ore nem que seja por 15 minutos. Nossos filhos aprenderão vendo o nosso exemplo.
“Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus; com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e, para isto, vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos” (Efésios 6.17-18).
Muitas vezes não tiramos tempo para orar pela nossa família, pela igreja, pelas autoridades, pelos colegas de trabalho. Precisamos reservar tempo para isso. Mesmo que você não consiga parar 15 minutos, ore enquanto toma banho, ou no trânsito, mas não deixe de orar.
Segundo passo: mover-se nos dons do Espírito
Às vezes, não damos valor a isso. Quantas vezes o pregador chama para orar pelo Batismo no Espírito Santo e há silêncio, como se todos já fossem batizados. Mas sabemos que não é assim. Alguns têm medo. Mas Deus tem coisas boas para nós. Quando oramos em línguas, é como quem conecta a bateria para carregar. É o óleo que faz a máquina funcionar bem. Até nossas orações se tornam diferentes.
Terceiro passo: envolver-se na igreja
Não vamos nos edificar participando de um culto por semana e indo embora. É preciso servir à casa do Senhor. Nossos filhos aprenderão a servir quando nos virem servindo com alegria, não por obrigação. Não dá para ter comunhão com todo mundo, mas o Espírito Santo aponta com quem devemos caminhar.
“Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações, e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima” (Hebreus 10:25).
Vamos nos envolver, congregar, ter comunhão. Domingo é dia de estar aqui. Há exceções, claro, mas precisamos nos esforçar. Deus já fez a parte dele. Sem esforço da nossa parte, ficamos andando sem sair do lugar.
A manifestação do Espírito no nosso dia a dia nos enche dessa fé santíssima. Nós, cristãos que recebemos Jesus como Senhor e Salvador, temos como estilo de vida as manifestações do Espírito. Como Ministério Verbo da Vida, carregamos o ensino da Palavra, da fé e dos dons do Espírito. Esse poder está dentro de nós. O batismo no Espírito Santo é um poder em nós.
Orar é para todos
Quando levantamos as mãos, quando corremos, quando celebramos, são expressões da nossa adoração. Pergunta: Quando nosso filho sente dor de cabeça, oramos ou vamos direto à caixa de remédios? Não é errado usar o remédio, mas qual é a nossa primeira resposta?
Orar pela cura não é só para quem prega bem ou tem um ministério público. É para todos que receberam o Espírito. Se gastássemos o tempo em que reclamamos para orar, muita coisa seria diferente. O livro de Atos não terminou. Nós ainda estamos escrevendo a continuidade através daquilo que Deus opera em nós.
Qual é a prisão que nos prende hoje? Uma rotina? A falta de compromisso? A falta de prioridade? Todo grilhão pode ser quebrado.
Nós fomos criados à imagem e semelhança de Deus. Somos espírito, temos alma e habitamos em um corpo. E Deus nos fez férteis. A infertilidade da alma é quando pensamentos de medo, desistência e pessimismo tomam o lugar da fé. Mas há cura. A infertilidade do corpo também tem cura, pois Jesus levou nossas dores e enfermidades.
O culto continua quando voltamos para casa. A nossa vida é um culto contínuo. A alegria, a cura e a presença do Espírito não ficam no templo. A Palavra, o Espírito e a fé mudarão tudo. Que Deus nos abençoe na prática dessa Palavra, nos edificando sempre na nossa fé santíssima.
*Trechos da mensagem do dia 05 de novembro de 2025, no Culto da Família.

