
Integrante do Departamento da Família da Verbo Sede
“E não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito, falando entre vós com salmos, entoando e louvando de coração ao Senhor com hinos e cânticos espirituais, dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, sujeitando-vos uns aos outros no temor de Cristo. As mulheres sejam submissas ao seu próprio marido, como ao Senhor, porque o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da igreja, sendo este mesmo o salvador do corpo. Como, porém, a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo submissas ao seu marido. Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela” (Efésios 5.18-25).
A ordem de nos enchermos do Espírito
Na carta aos Efésios, Paulo traz uma instrução muito poderosa, uma ordem imperativa: “enchei-vos do Espírito”. Para isso, preciso me posicionar, buscar e fazer algo, pois não é o meu irmão que vai pôr as mãos na minha cabeça e dizer que estou cheio do Espírito, sou eu que preciso desejar e buscar essa condição. Paulo não só diz “enchei-vos”, mas também ensina como devemos viver, conforme já lemos em Efésios 5.19-20. O interessante é que Paulo não se dirige a ministros, mestres ou evangelistas, mas fala às famílias. Ele mostra como essa condição é importante para me fortalecer e fortalecer também a minha família, a minha casa, para que os meus também desejem estar cheios do Espírito.
Princípios gerais para a família
Preciso obedecer àquilo que a Palavra de Deus ordena: buscar, desejar e florescer. A nossa família é o nosso primeiro ministério, e como cabeça, preciso buscar ser o exemplo. Quando estou cheio do Espírito, meu modo de olhar é diferente e meu modo de agir também é diferente. Temos uma responsabilidade diante de Deus: não posso andar de qualquer jeito, não posso viver de qualquer jeito, não posso tratar minha família de qualquer jeito, pois Ele nos deixou um manual para a vida. Precisamos entender que o nosso lar é um laboratório de vida, e é nesse laboratório que Deus quer tratar conosco e trazer reconciliação. Se você perdeu o ânimo e a esperança, pergunte-se: você vive ou apenas sobrevive num relacionamento? Se esse for o seu caso, a primeira atitude a tomar é o perdão.
O fruto do Espírito como condição de vida
“Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei” (Gálatas 5.22-23).
Só desenvolve o fruto do Espírito aquele que está cheio do Espírito Santo. Quando estamos cheios do Espírito, sabemos assumir nosso erro e pedir perdão. A aplicação do fruto do Espírito é no dia a dia, é no viver, é uma condição que se expressa.
Longanimidade e paciência
Uma das condições favoráveis para um relacionamento saudável é a longanimidade e a paciência. Ter longanimidade é ter, por assim dizer, um pavio longo: quando somos tratados por Deus e cheios do Espírito, desenvolvemos essa paciência, uma das condições que mais precisam ser exercidas num relacionamento familiar.
Mansidão e domínio próprio
Falar em línguas é um dom, mas segurar a língua dentro de casa é um fruto. A minha língua tem poder de vida e de morte, e faz diferença a forma como me expresso na minha família, pois sou o exemplo da minha casa. Por isso, busco essa condição de ser cheio do Espírito Santo e começo a desenvolver o fruto do Espírito dentro do laboratório da minha casa, pois é dentro de quatro paredes que nos conhecemos verdadeiramente. Uma vida em Deus precisa ser sincera e correta dentro de casa, para depois se expressar fora dela: não há como querer ter um ministério na igreja se eu não sou um ministro para a minha família. É necessário se desenvolver primeiro em casa, e por conta disso Deus nos leva a lugares que nem imaginamos, pois quando somos fiéis dentro de quatro paredes, Ele nos coloca em evidência lá fora.
Unidade e propósito
É preciso temer ao Senhor, pois sei que, se eu não desenvolver aquilo que Deus me deu para fazer, não terei aquilo que Ele tem como propósito para a minha vida. A unidade entre marido e mulher é importante, pois é na unidade que Deus ordena a bênção. Busco manter essa unidade e permanecer unido ao propósito, não por coincidência, mas por providência divina. Por isso, devemos buscar essa condição favorável de viver o Evangelho.
*Trechos da mensagem do dia 09 de setembro de 2026, no Culto da Família.

