
Integrante da equipe ministerial da Igreja Sede
“Quero, entretanto, que saibais ser Cristo o cabeça de todo homem, e o homem, o cabeça da mulher, e Deus, o cabeça de Cristo” (I Coríntios 11.3).
Estudamos na Bíblia que há uma hierarquia que vem de Deus e que deve ser muito bem observada, principalmente pelos maridos, para que possamos corresponder da forma que Deus deseja.
Nós temos escutado relatos de filhos que não querem nem vir à igreja porque não têm um exemplo dentro de casa.
Princípios no casamento: para o marido, é que ele deve se sacrificar pela sua família. Isso fica bem claro em Efésios 5.25, que diz que os maridos devem amar as suas esposas assim como Cristo amou a igreja.
O marido deve tratar bem a sua esposa e os seus filhos. Assim como deve suprir as necessidades da sua família, como as físicas, que são carinho, reconhecimento e valorização; suprir a necessidade emocional, como a atenção. Além disso, deve haver o suprimento financeiro, pois o marido precisa entender que ele é o provedor da casa.
A importância da comunicação
Outro princípio é a comunicação. Todos os dias, Deus vinha, na viração do dia, falar com Adão e Eva. O próprio Deus desce e vem à terra para se comunicar com o homem. Então, vemos que Deus valoriza a comunicação e o relacionamento.
Esses são princípios que vemos na Palavra de Deus e que pais e filhos precisam seguir.
“Maridos, vós, igualmente, vivei a vida comum do lar, com discernimento; e, tendo consideração para com a vossa mulher, como parte mais frágil, tratai-a com dignidade, porque sois, juntamente, herdeiros da mesma graça de vida, para que não se interrompam as vossas orações” (I Pedro 3.7)
Um lar precisa ser construído com princípios: tratar bem, ter discernimento e consideração com a esposa. Ter o discernimento de que a mulher é mais frágil e precisa de cuidado. Lendo essa palavra, lembro de um exemplo: o das cristaleiras que guardavam cristais. Havia muito cuidado com aquelas louças, porque antigamente a cristaleira guardava o que havia de mais valioso. Marido, sempre lembre que sua mulher é um cristal.
É preciso tratar a esposa com dignidade, com discernimento de que ela é mais frágil, que precisa de cuidados e de ser bem tratada.
Casa transformada em um lar
Sem comunicação com Deus, não vamos entender o propósito de Deus para as nossas vidas. Esse discernimento espiritual é algo para o qual Deus tem chamado a atenção há um tempo, pois, assim, uma casa será transformada em um lar.
“Vieram, pois, os homens de Quiriate-Jearim, e levaram a arca do Senhor à casa de Abinadabe, no outeiro; e consagraram Eleazar, seu filho, para que guardasse a arca do Senhor. Desde aquele dia, a arca ficou em Quiriate-Jearim; e tantos dias se passaram que chegaram a vinte anos; e toda a casa de Israel dirigia lamentações ao Senhor” (I Samuel 7.1-2).
A arca foi levada para a casa de Abinadabe. Ela só podia ir para uma casa de sacerdotes da tribo de Davi. Chegando à casa desse sacerdote, as pessoas elegeram o seu filho para ditar as ordens, enquanto o sacerdote, o chefe da casa, que deveria liderar, ficou omisso.
O que vemos aqui já é uma quebra de princípios. O chefe da casa, que precisava ditar as ordens, colocou um filho no lugar para fazer o seu papel.
O desejo de trazer a presença de volta
“Tornou Davi a ajuntar todos os escolhidos de Israel, em número de trinta mil. Dispôs-se e partiu com todo o povo que tinha consigo, de Baalá de Judá, para levarem dali para cima a arca de Deus, sobre a qual se invoca o nome, o nome do Senhor dos Exércitos, que se assenta entre os querubins. Puseram a arca de Deus num carro novo e a levaram da casa de Abinadabe, que estava no outeiro; Uzá e Aiô, filhos de Abinadabe, guiavam o carro novo. Levando-a da casa de Abinadabe, que estava no outeiro, com a arca de Deus, Aiô ia adiante da arca. Davi e toda a casa de Israel alegravam-se perante o Senhor, com toda sorte de instrumentos de pau de faia, com harpas, alaúdes, tamboris, pandeiros e címbalos. Quando chegaram à eira de Nacom, estendeu Uzá a mão à arca de Deus e a segurou, porque os bois tropeçaram. Então, a ira do Senhor se acendeu contra Uzá, e Deus o feriu ali por esta irreverência; e morreu ali junto à arca de Deus. Davi se contristou, porque o Senhor irrompera contra Uzá; e chamou aquele lugar Perez-Uzá, até ao dia de hoje. Temeu Davi ao Senhor, naquele dia, e disse: Como virá a mim a arca do Senhor? Não quis Davi retirar para junto de si a arca do Senhor, para a Cidade de Davi; mas Davi a fez levar à casa de Obede-Edom, o geteu. Ficou a arca do Senhor em casa de Obede-Edom, o geteu, três meses; e o Senhor o abençoou e a toda a sua casa. Então, avisaram a Davi, dizendo: Abençoou o Senhor a casa de Obede-Edom e tudo quanto tem, por amor da arca de Deus; foi, pois, Davi e trouxe a arca de Deus para a Cidade de Davi, com alegria” (II Samuel 6.1-12).
Nesse texto, continuamos vendo a quebra de princípio: os filhos guiavam a arca. Maridos, precisamos guiar a nossa casa; nós somos a cabeça da nossa família.
Princípios sacerdotais
Foram vinte anos da Presença de Deus nessa casa e eram os filhos que tomavam as decisões. Existem princípios que o sacerdote deve instruir os filhos. O papel dos levitas era preparar para que o sacerdote pudesse estar focado em tomar as decisões corretas com relação à arca, mas, na casa de Abinadabe, os papéis foram invertidos, o que ocasionou até a morte de um dos seus filhos, que tocou na arca.
“Assim, Davi não trouxe a arca para junto de si, para a Cidade de Davi; porém a fez retirar para a casa de Obede-Edom, o geteu. Ficou a arca de Deus com a família de Obede-Edom, em sua casa, três meses; e o Senhor abençoou a casa de Obede-Edom e tudo quanto tinha” (I Crônicas 13.13-14).
“Chamou Davi os sacerdotes Zadoque e Abiatar e os levitas Uri, Asaías, Joel, Semaías, Eliel e Aminadabe e lhes disse: Vós sois os cabeças das famílias dos levitas; santificai-vos, vós e vossos irmãos, para que façais subir a arca do Senhor, Deus de Israel, ao lugar que lhe tenho preparado” (I Crônicas 15.11-12).
Essa mesma arca foi levada para a casa de Obede-Edom. Ela ficou lá por três meses e o Senhor o abençoou, bem como toda a sua casa e tudo o que ele tinha.
Homem como o cabeça do lar
Só existe família se o homem verdadeiramente for o cabeça do lar. O homem precisa ensinar, educar e criar filhos sob submissão. Ensinar submissão não é na base do grito ou da grosseria; submeter significa estar junto, com a mesma missão e visão. Marido, ame a sua esposa como o Senhor amou a igreja.
“Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (I Pedro 2.9).
*Trechos da mensagem do dia 11 de fevereiro de 2026, no Culto da Família.

