
Pastor da Verbo da Vida, em Campo Grande, no Rio de Janeiro (RJ)
A relação a dois precisa ser renovada a cada dia. Precisamos voltar ao início e relembrar o que nos atraiu ao nosso cônjuge. O primeiro exercício que quero propor hoje é justamente esse: voltar e pensar no que nos atraiu. É importante retornar ao Gênesis do nosso relacionamento. A Bíblia é a nossa referência. Deus, ao criar a primeira família, afirmou que estava fazendo-a à Sua imagem e semelhança. A referência de família que temos é a família que Deus criou. Em meio a tanta destruição, mais do que nunca, precisamos retornar à referência que Ele nos deu como modelo familiar.
Em Hebreus 12, o escritor nos exorta a nos rodearmos de uma tão grande nuvem de testemunhas. Portanto, quando nossa família passa por momentos desafiadores, devemos voltar à Palavra e discernir o que Deus quer para ela. Está com dúvidas? Volte à Palavra.
Quais são as suas referências
“Qual o papel da mulher? Do homem?” Volte à Palavra — lá encontraremos direcionamento.
É sempre importante entendermos que, ao criar a humanidade, Deus agiu de forma distinta. Nos cinco primeiros dias da criação, Ele criou todas as coisas dizendo “Haja”. Ele liberava a Palavra, e tudo acontecia. Mas, ao criar o homem, Ele muda o discurso: “Façamos o homem à nossa imagem e semelhança”. Você não foi criado no “haja”, mas sim como fruto de uma deliberação da Trindade reunida. “Façamos” — estavam unidos em um só propósito.
Você foi criado à imagem e semelhança de Deus, chamado a viver em unidade com propósito. Precisamos entender que há referências estabelecidas para nós.
Vamos falar um pouco sobre referências e sobre o posicionamento que precisamos assumir. É fundamental tratarmos disso para que você saiba como se posicionar. O diabo também sabe disso. Se ele conseguir roubar nossas referências, estaremos enfraquecidos. Por que é tão importante, neste mundo, questionarmos as referências que temos? Porque o diabo sabe que precisamos delas — por isso ele ataca o alicerce da Igreja: as famílias que perseveram na Palavra.
Cuide da sua base
“Se um reino se dividir contra si mesmo, tal reino não pode subsistir” (Marcos 3.24).
O diabo quer que você esteja dividido, que haja duas cabeças. Mas Deus estipulou uma cabeça para o corpo. O anticristo virá sem identidade, e deseja que você perca a sua. Ele conhece a Palavra até mais do que nós.
“Dele, todo o corpo, ajustado e unido pelo auxílio de todas as juntas, cresce e edifica-se a si mesmo em amor, na medida em que cada parte realiza a sua função” (Efésios 4:16).
O diabo sabe que você crescerá e se edificará, então tentará tirar você da sua posição para que se torne mais fraco. Por fim, ele quer que você se assemelhe a ele — um ser destronado. Ele te odeia e deseja ocupar o trono do Altíssimo. Mas nós estamos em Cristo.
A maior maneira de um inimigo dominar uma nação é destruir sua base: a família.
O papel do homem
Na referência que Deus criou, Ele formou homem e mulher — dois seres distintos, com características e necessidades próprias. A mulher foi criada como coluna da sua casa. Ela resiste, mas ao mesmo tempo é auxiliadora e idônea. Deus criou a mulher como uma combinação perfeita de resistência e fragilidade. Podemos compará-la a um diamante: um mineral extremamente resistente, mas também delicado quando lapidado — capaz de se tornar um brinco, um colar, algo que transmite beleza e valor. Deus nos fez resistentes e delicadas. Esse é o complemento do homem, e é isso que torna o casamento belo.
A posição do homem também tem sido atacada pelo sistema deste mundo. Homens têm se tornado frágeis, quando deveriam ser protetores. Pense em como os homens eram no passado. Após a Revolução Industrial, as mulheres também passaram a trabalhar fora, e as crianças ficaram sob os cuidados de outras figuras femininas. Isso reduziu a presença da figura masculina na formação dos filhos. Quanto mais uma criança cresce apenas com referências femininas, menos ela assimila referências masculinas. O homem precisa proteger. É ele quem mata barata, limpa o esgoto, expulsa o ladrão.
“A esposa é chamada a se sujeitar ao seu marido como ao Senhor, e o marido é considerado a cabeça da esposa, assim como Cristo é a cabeça da Igreja. Essa submissão e liderança refletem o relacionamento entre Cristo e a Igreja. A esposa é chamada a se sujeitar em tudo ao marido” (Efésios 5.22-24).
O papel da mulher
Voltando ao Gênesis, vemos que a mulher foi criada como auxiliadora idônea. Ela tem habilidades que seu marido, muitas vezes, não possui. Deus define claramente os papéis do homem e da mulher — papéis que não são os mesmos —, e faz disso uma analogia com Cristo e a Igreja. A submissão da mulher não é um lugar de inferioridade, e sim um lugar de cobertura. Assim como Deus provê a Igreja, é essa a referência da mulher para com seu marido. A própria palavra já diz: submissão — estar sob uma missão. Precisamos abrir os olhos dos nossos filhos para que compreendam seu papel na família.
Quando a Bíblia diz que a mulher deve ser submissa ao marido, isso não a coloca em posição inferior. O sistema tem distorcido esse papel, mas estar sob submissão é estar debaixo de autoridade, o que é algo bom. Quando estamos sob a autoridade da Palavra, estamos guardadas. É necessário humildade para reconhecermos que precisamos dessa proteção.
Uma mulher resistente é como um diamante. O diamante é frágil e, ao mesmo tempo, resistente; a mulher deve ser assim: frágil e resistente, com sua beleza, contribuindo para o casamento. As mulheres também têm um papel no casamento.
“As mulheres sejam submissas ao seu próprio marido, como ao Senhor, porque o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da igreja, sendo este mesmo o salvador do corpo; como, porém, a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo submissas ao seu marido” (Efésios 5:22-24).
Submissão e autoridade
A esposa é chamada a se sujeitar ao seu marido como ao Senhor, e o marido é visto como a cabeça da esposa, assim como Cristo é a cabeça da Igreja. Essa submissão e liderança são apresentadas como um reflexo do relacionamento entre Cristo e a Igreja, com a esposa sendo chamada a se sujeitar em tudo ao marido.
Deus criou a mulher para ser uma auxiliadora idônea, para fazer o que o homem, por si só, não saberia fazer. O mundo tenta nos fazer acreditar que a mulher é inferior ao homem, mas isso é mentira. Deus criou a mulher para andar lado a lado com o homem, em unidade. Deus deu a missão ao homem, e a mulher o acompanha, sendo submissa.
A mulher anda debaixo da proteção do homem; ela está sob uma autoridade, não sob autoritarismo — assim como a Igreja está sob a proteção de Deus. Deus não criou o homem para dominar outro homem, mas sim para exercer domínio sobre todas as coisas. Precisamos reconhecer nossas posições: o homem é o cabeça do lar, aquele que deve dar direção à sua família. Ser cabeça como Cristo, e não como um general que exige obediência cega.
A mulher é responsável por edificar o lar, e o homem, pelo sacrifício maior. O homem guarda e cultiva; a mulher auxilia. Deus não teria criado a mulher como auxiliadora idônea sem capacitá-la para isso.
Devemos orar todos os dias, pois sem oração a família estagna. A família só caminhará em unidade se todos fizerem a vontade de Deus. A autoridade verdadeira só se manifesta quando o homem se submete à autoridade do Senhor.
*Trechos da mensagem do dia 22 de maio de 2025, na Conferência da Família.

