
Líder do Departamento da Família, na Igreja Sede
Para valorizarmos aquilo que temos, precisamos entender que Deus é o arquiteto, o projetista, o criador da vida, do casamento e da família. Foi Deus quem criou tudo isso e precisamos valorizar esses dons, esses presentes que Ele nos deu. Precisamos valorizar a vida, a família e o casamento. Esses dons não são apenas um sentimento, mas um ato de adoração a Deus, dizendo a Ele que estamos satisfeitos com tudo o que nos deu. Nossa vida não pertence mais a nós. Nosso casamento e nossa família pertencem a Deus.
A vida como obra-prima de Deus
Somos obras-primas de Deus, formados pelas mãos onipotentes do Senhor. Foi Ele quem nos formou, nos fez com as próprias mãos e soprou em nós o fôlego de vida, com propósito e exclusividade. Somos exclusivos para Deus. Precisamos valorizar a vida e reconhecer que cada ser humano é portador da imagem de Deus.
“Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra” (Gênesis 1.26).
A vida não é um acidente. Devemos tratar a nós mesmos e aos outros com a dignidade que uma obra-prima merece. Todos somos joias raras, e Deus já colocou em nós sabedoria e toda a capacidade necessária.
O casamento como aliança sagrada
O casamento é uma aliança divina, não um contrato humano. É o maior instrumento de santificação que Deus nos deu.
“Eis por que deixará o homem a seu pai e a sua mãe e se unirá à sua mulher, e se tornarão os dois uma só carne. Grande é este mistério, mas eu me refiro a Cristo e à igreja” (Efésios 5.31-32).
O casamento é uma unicidade em que dois se tornam um só. A chave do sucesso para o casamento é crer que ele não existe apenas para a nossa felicidade; o foco não deve ser o nosso ego, mas o propósito de nos tornarmos mais parecidos com Jesus.
O sucesso vem quando priorizamos o cônjuge em vez de nós mesmos. Não há como um casamento dar errado seguindo esses princípios, principalmente quando Deus é o centro. Deus entrou não só em nossa vida, mas em nosso casamento e em nossa família, e Ele entrou para ser dono. Ele entrou para nos colocar de cabeça para cima e nos suprir em todas as áreas da nossa vida. Em um casamento abençoado por Deus, nada falta. Não existe riqueza maior do que ter nossa vida e nossa família estruturadas em Deus. Quanto maior for o nosso relacionamento com Deus, maior será o nosso relacionamento familiar.
Para valorizarmos o casamento, duas práticas são fundamentais. A primeira é a fidelidade mútua: o casamento exige dedicação total; onde não há fidelidade, há ciúme e destruição, mas onde há fidelidade, há confiança e amor. A segunda é a intimidade: para valorizar o casamento, precisamos cultivar intimidade com o nosso cônjuge, e essa intimidade aumenta à medida que também aumentamos nossa intimidade com Deus. Devemos investir em comunicação e em cuidado com o outro.
A família como projeto do coração de Deus
Nossa família é o nosso troféu. A família nasceu no coração de Deus, e precisamos sustentar essa bandeira. Deus a criou para dar certo, e precisamos ser os primeiros a valorizar aquilo que Ele colocou em nossas mãos: a nossa família. A família é um projeto de Deus para expandir o Seu reino. Família forte, Igreja forte: se as famílias não se fortalecerem em Deus, as igrejas fracassarão.
Duas práticas nos ajudam a valorizar a família. A primeira é não negligenciar o lar em função do trabalho, pois o sucesso profissional jamais compensa o fracasso da família. A segunda é sermos intencionais e protegermos aquilo que é precioso, pois o que é valioso custa esforço; nosso casamento e nossa família têm valor para Deus, e os relacionamentos familiares exigem perdão, dedicação e firmeza.
Nossas prioridades bíblicas devem ser as seguintes: em primeiro lugar, Deus, o relacionamento supremo; em segundo lugar, o cônjuge; em terceiro lugar, os filhos. Em Salmos 127, está escrito que os filhos são herança do Senhor.
“Se alguém quiser prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; o cordão de três dobras não se rebenta com facilidade” (Eclesiastes 4.12).
Por fim, com Deus no centro da nossa vida, da nossa família e do nosso casamento, esses três estão protegidos e destinados a refletir a glória de Deus.
*Trechos da mensagem do dia 02 de setembro de 2026, no Culto da Família.

