
Líder do Coisas de Mulher
Depois de ensinar a multidão durante todo o dia à beira do mar, Jesus disse aos discípulos: “Passemos para o outro lado”. Eles entraram no barco e seguiram em direção à outra margem, um lugar habitado por um homem dominado por uma legião de demônios, uma terra que ninguém mais ousava atravessar. A ordem para irem até ali havia partido do próprio Jesus. Era, portanto, um decreto. E tudo o que Ele decreta se cumpre, ainda que o caminho passe por tempestades.
No meio da travessia, levantou se um vento forte e as ondas começaram a encher o barco de água. Muitos daqueles discípulos eram pescadores experientes, acostumados com o mar e com suas mudanças repentinas, mas ainda assim aquela tempestade os atemorizou. É comum que, justamente quando se recebe uma Palavra de Deus para a vida, os ventos contrários se levantem, tentando gerar dúvida sobre o que foi dito. Isso não significa que o caminho esteja errado. Significa apenas que se está exatamente onde Deus determinou, e que existe uma resistência que tenta anular aquilo que já foi decretado.
Jesus dormindo não é Jesus ausente
Enquanto a tempestade castigava o barco, Jesus dormia na popa. Ele conhecia o seu propósito e sabia que aquele não seria o momento nem a forma da sua morte, por isso podia descansar mesmo em meio ao caos. O apóstolo Paulo viveu algo semelhante durante um naufrágio: tinha a certeza de que chegaria a determinado lugar porque Deus havia falado, e assim aconteceu. Quando Deus promete algo, o silêncio aparente não é abandono, é a serenidade de quem já conhece o desfecho. Ao acordar, Jesus repreendeu o vento e o mar, e veio uma grande bonança. Antes de agir, porém, Ele fala. Isso ensina que cabe a cada pessoa permanecer firme na Palavra recebida e declará-la, mesmo quando o sentimento aponta para o contrário.
Quando perguntaram a um homem simples o que significava ter fé, ele respondeu com uma imagem: escalou uma montanha, chegou a uma árvore sobre a água e sentou-se na ponta de um galho. Olhando para trás, viu alguém serrando justamente aquele galho. Quando o tronco caiu e a correnteza levou a árvore, o pedaço de galho em que ele estava sentado permaneceu firme. O que o sustentava não era o tronco, nem a árvore, nem a montanha, mas a Palavra que o havia orientado a sentar se ali. Da mesma forma, o que sustenta a vida em meio à tempestade não são as circunstâncias ao redor, mas a palavra que o Senhor falou a respeito de cada um.
Chegando à outra margem
A promessa é atravessar para o outro lado sem dano algum, intacto, sem sair queimado ou afogado pela travessia. Muitos já viveram a experiência de receber uma Palavra em meio a um diagnóstico ou a uma circunstância que parecia impossível de mudar e viram essa Palavra se cumprir justamente porque escolheram permanecer firmes na promessa recebida. Assim como uma construção bem fundamentada resiste a um terremoto sem que seus moradores percebam o tremor, quem edifica a vida sobre a Palavra de Deus atravessa as adversidades com uma estabilidade que só se revela nos dias difíceis. É isso que separa apenas sobreviver a uma tempestade de atravessá-la com testemunho, e não apenas resistir a ela.
Diante disso, vale a pena continuar declarando aquilo que a Palavra do Senhor diz, com perseverança, tendo a certeza de que o que Ele decretou sobre uma vida não será anulado por nenhuma tempestade.
*Trechos da mensagem do dia 27 de agosto de 2026, no Culto Coisas de Mulher.

