
Coordenadora dos Recursos Humanos do Ministério Verbo da Vida
Nós precisamos entender que tudo aquilo que temos como lembranças e memórias não precisa permanecer da mesma forma para sempre. A memória está relacionada à maneira como enxergamos uma situação. Cada pessoa pode armazenar uma mesma experiência de forma diferente, porque a memória também é construída a partir da forma como o fato foi interpretado.
Lembrança não é necessariamente o fato em si. Aquilo de que nos lembramos, sejam situações boas ou ruins que aconteceram em nossa vida, não significa, necessariamente, que aconteceu exatamente da forma como recordamos.
O poder das memórias sobre o presente
As memórias e lembranças moldam o nosso comportamento no presente. Elas podem ser ressignificadas, e nós podemos escolher trazer à nossa memória aquilo em que decidimos pensar.
Algumas de nós estão presas a memórias das quais temos convicção de que aconteceram exatamente daquela maneira e, por causa disso, existem áreas da nossa vida nas quais não conseguimos nos desenvolver. As nossas memórias moldam muitos dos nossos comportamentos e também aquilo em que acreditamos.
Deixando para trás o que passou
Aquilo que vivenciamos pode influenciar até mesmo a forma como lemos a Bíblia. Porém, não podemos interpretar a Palavra de Deus com base nas nossas experiências. Precisamos compreender a Bíblia e nos entregar às suas verdades, permitindo que elas renovem a nossa mente e transformem os nossos antigos conceitos. Devemos deixar para trás aquilo que passou para experimentar o novo que Cristo tem para nós.
Quando permanecemos agarradas às experiências antigas, isso pode nos impedir de conhecer verdadeiramente o caráter de Deus e de desfrutar da plenitude de sermos Suas filhas, porque continuamos presas às nossas memórias.
Não podemos interpretar a Bíblia com base na nossa história. Precisamos deixar as coisas que ficaram para trás e avançar para aquilo que Deus tem diante de nós. Por isso, precisamos, de forma intencional, trazer à memória aquilo que é verdadeiro.
A escolha de recordar a esperança
“Quero trazer à memória o que me pode dar esperança. As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim” (Lamentações 3.21-22).
Além disso, podemos perceber que o autor de Lamentações decide interromper o ciclo de recordar apenas as memórias ruins e assume a responsabilidade de trazer à memória aquilo que produz esperança.
O exemplo de Davi
Na história de Davi, quando ele se apresenta diante do rei dizendo que poderia enfrentar o gigante, ele demonstra que tinha confiança não apenas em si mesmo, mas principalmente em Deus. Para fortalecer sua fé, ele traz à memória o tempo em que era apenas um pastor de ovelhas e se lembra das ocasiões em que derrotou um leão e um urso. Ao contar essa história, Davi não enfatiza o quanto foi difícil. Ele escolhe se lembrar da vitória que Deus lhe deu. Quando contamos as nossas vitórias, também somos fortalecidas.
Trazer à memória apenas aquilo que nos dá esperança é buscar compreender o que Deus diz a nosso respeito e escolher lembrar dessas verdades. É permitir que a Palavra de Deus molde a nossa mente acima das nossas experiências.
*Trechos da mensagem do dia 31 de julho de 2026, no Culto Coisas de Mulher.

