
Integrante da Coordenação Doutrinária do Ministério Verbo da Vida
A cura na Bíblia não é um tema periférico. É um assunto recorrente e central em toda a Escritura. Se a Bíblia dá ênfase a determinado tema, nós também devemos dar.
1. A imutabilidade de Deus
“Se ouvires atentamente a voz do Senhor, teu Deus, e fizeres o que é reto diante dos seus olhos, e deres ouvidos aos seus mandamentos, e guardares todos os seus estatutos, nenhuma enfermidade virá sobre ti, das que enviei sobre os egípcios, pois eu sou o Senhor que te sara” (Êxodo 15.26).
“Não vos enganeis, meus amados irmãos. Toda boa dádiva e todo dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há variação nem sombra de mudança” (Tiago 1.16-17).
A Palavra revela que Deus não muda. Da antiga à nova aliança Ele permanece o mesmo. Continua curando. Jesus morreu na cruz não apenas para nos livrar do pecado, mas também das enfermidades.
2. Jesus morreu para expiar os pecados e curar as enfermidades
“Certamente, Ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido” (Isaías 53.4).
A palavra “tomou”, no hebraico nasa, significa receber punição por algo. É usada para descrever o que Jesus fez por nós na cruz. Ele levou sobre si as nossas dores. Jesus foi nosso substituto no madeiro. Foi entregue por causa das nossas transgressões e feito pecado por nós para que fôssemos feitos justiça de Deus.
Muitos crentes compreendem que a cruz nos livrou do pecado, mas esquecem que a mesma cruz também nos trouxe cura. Se cremos no senhorio de Cristo, precisamos crer na cura que Ele proveu.
Em Mateus 8.14-17 o mesmo Jesus que curou o leproso também livrou a sogra de Pedro da febre. Mateus mostra claramente que, ao fazer isso, cumpria-se a profecia de Isaías 53.4, onde o verbo nasa reaparece, indicando que Cristo levou as nossas enfermidades de forma substitutiva.
3. Deus não é o autor das doenças
Ao observarmos as Escrituras vemos que, tanto na criação quanto na nova criação, não há menção de que Deus tenha criado a miséria, a doença ou a maldição. Elas não fazem parte do plano original.
Gênesis 1 e 2; Apocalipse 21 e 22.
As doenças surgiram como resultado da queda e da corrupção do mundo. No estado eterno não haverá enfermidades, porque elas não pertencem à natureza de Deus, mas a um mundo corrompido que Ele está restaurando em Cristo.
Em Atos 10.38 lemos que Jesus curava os oprimidos do diabo porque Deus era com Ele. O pecado, muitas vezes, está associado à doença. Pode abrir portas para consequências piores, mas isso não significa que toda pessoa enferma esteja em pecado. Ainda assim, há relatos bíblicos de enfermidades ligadas ao pecado.
Tony Cooke afirma: “É importante crermos que Jesus nos curou na cruz, mas também devemos fazer tudo o que pudermos para sermos bons mordomos do nosso corpo e da nossa saúde.”
Ademais, a mesma Bíblia que mostra Deus operando milagres por meio de Paulo também mostra o mesmo Paulo dando instruções a Timóteo sobre cuidados com a saúde. Devemos ser diligentes nesse aspecto.
Se você deseja envelhecer bem, carregando filhos e netos, cuide do seu corpo. Estudos mostram a importância da atividade física nesse processo. Muitas enfermidades estão relacionadas à negligência, e precisamos ser responsáveis com nosso corpo.
4. O Espírito Santo que manifestou poder em Jesus continua operando hoje
Além disso, Deus ungiu Jesus, como lemos em Atos 10.38. Seu ministério foi sustentado pelo poder do Espírito Santo. O mesmo Espírito foi derramado sobre a Igreja.
Em I Coríntios 12.6-10 vemos os dons espirituais em ação. Cremos nas manifestações do Espírito e que Ele continua operando hoje.
5. Jesus ordenou que curássemos os enfermos
Marcos 16.15-20 ensina que a Igreja carrega o poder de Deus neste mundo destituído de poder. Ela não é um clube social, mas a expressão do poder divino na Terra. Muitas pessoas precisam ver para crer, e Deus nos concedeu poder para isso.
Se retirarmos o sobrenatural da Bíblia, os sinais, os milagres e os dons do Espírito, quase nada restará. Somos condutores do poder de Deus.
Declare ousadia para impor as mãos sobre os enfermos e se permita ser um instrumento para que Deus opere. Ele é quem realiza a obra poderosa; nós somos apenas vasos. Ou seja, a excelência do poder pertence a Ele. Não tenha medo. Os resultados pertencem ao Senhor, não a nós.
6. Deus responde à fé
Por fim, Deus sempre será Deus na nossa vida de forma proporcional à nossa fé. Ele não será maior em nós do que a nossa confiança n’Ele. Muitas vezes transferimos a Deus responsabilidades que são nossas. Falhamos em crer e justificamos dizendo que não era da vontade de Deus. Dessa maneira, temos a responsabilidade de desenvolver a fé. Este tema é um convite ao crescimento e à prática da crença viva que move o coração de Deus.
*Trechos da mensagem do dia 12 de outubro, no Culto de Celebração.

