
Graduado do Centro de Treinamento Bíblico Rhema
Recentemente, recordei-me das vezes em que meditei sobre a maneira como a Palavra encara a maturidade daqueles que já nasceram de novo.
“Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito” (Provérbios 4.18).
Por diversas ocasiões, fui corrigido pelo Senhor, e de alguma forma, sentia-me condenado por isso, sabendo que não deveria errar naquela situação. No entanto, percebi que esse sentimento de condenação não provinha de Deus, e compreendi que meu entendimento sobre a correção não estava alinhado corretamente. Na verdade, essa condenação originava-se de mim mesmo, ao achar que nunca mais deveria cometer erros, embora fosse desejável que fosse sempre verdade. Entretanto, ainda há uma natureza terrena que reside em nosso corpo, e devemos combatê-la diariamente. Três pontos que considero cruciais para o meu crescimento no entendimento de que a correção divina nos conduz à maturidade são os seguintes:
1. Deus é misericordioso
Durante um certo período, Ele demonstra certa tolerância para com determinados comportamentos, devido à falta de maturidade e sabedoria de uma pessoa. O apóstolo Paulo menciona que, quando era menino, agia como menino, mas quando se tornou homem, passou a agir como homem. Recordo-me de um período em que estive afastado do Senhor, durante o qual mentia frequentemente. Ao retornar para o Senhor, esse comportamento persistiu por algum tempo, e à medida que me expunha à Palavra, começou a diminuir. Contudo, em determinado momento, cometi um erro nesse aspecto, e o Senhor corrigiu-me, afirmando que não sou filho do diabo e que, devido ao conhecimento da Palavra que já possuía, não deveria mais cometer esse erro (Atos 17.30).
2. Não temos liberdade para pecar
Apesar da tolerância divina, não significa que temos liberdade para pecar. A Bíblia deixa claro que há uma natureza carnal que opera em nosso corpo, e em I João 2.1 destaca que as coisas são escritas para que não pequemos. Se, eventualmente, pecarmos, temos um advogado junto ao Pai, que é Jesus. Ou seja, o texto não exclui a possibilidade de pecar, mas é claro ao afirmar que não devemos seguir por esse caminho.
3. tenha um coração ensinável e humilde
Esses atributos sempre nos permitirão considerar a correção que vem do Senhor e entender que a correção, por mais dura que possa ser, não é para condenar, mas para nos salvar. Deus nos ama tanto que não hesitará em corrigir-nos (Provérbios 3.11-12). Além disso, essas qualidades nos levarão a confessar nosso pecado e ao arrependimento dos maus caminhos, a fim de que sejamos purificados do erro e não vivamos debaixo de um sentimento de culpa e inferioridade.
Sou sincero em dizer, não estou pleno no entendimento dessas verdades, ou seja, não alcancei o entendimento completo delas. No entanto, esses três pontos têm sido muito importantes para mim no entendimento mais real e profundo de que meu Pai, o criador dos céus e da terra, está tão interessado no meu amadurecimento para cumprir Sua vontade e estar mais próximo d’Ele que não perderá uma oportunidade de me corrigir. Ele é o bom jardineiro, e nós somos os ramos que precisam de uma boa poda para crescer e dar muitos frutos. Estou decidido a não ser mais como menino, mas a ser homem em todos os meus caminhos. E você?
Conheça o perfil do autor: Lucas Pereira

