
Professora do Centro de Treinamento Bíblico Rhema.
Em I Coríntios 13 e I Coríntios 12.28, Paulo corrige os irmãos sobre como deve ser o culto. Isso mostra que havia desordem no uso dos dons na igreja de Corinto. Uma coisa que não falta quando isso acontece é a busca por ser visto e notado. Não havia apenas falta de conhecimento, mas também ego. Paulo exorta sobre isso. Ele discorre sobre esse assunto até chegar ao versículo 31: “Passo agora a mostrar-lhes um caminho ainda mais excelente”. Esse caminho é mais importante que qualquer outro dom. Não se trata de ser muito usado ou de ter eloquência — embora isso seja bom —, mas agora Paulo destaca algo ainda mais essencial: o amor. Assim, ele entra em I Coríntios 13.
Os pilares do amor
Quando Paulo começa a ministrar sobre o amor, ele divide o assunto em três blocos:
- Habilidade de comunicação: Ainda que você seja um excelente comunicador, se não tiver amor, toda a sua fala será como um címbalo que retine.
- Ministério: Trata-se de dons como profetizar, conhecimento, maturidade na Palavra e habilidades ministeriais. Se eu tiver tudo isso, mas não tiver amor, eu não sou nada.
- Obras: Aqui Paulo descreve alguém perfeito, com habilidades de comunicação, ministério e obras, a ponto de entregar o corpo para ser martirizado. No entanto, ele afirma que, sem amor, nada disso tem valor.
O que quero conversar com você é sobre voltarmos ao básico: sermos conhecidos pelo amor. Ou seja, não há nada que eu possa fazer para ser tão perfeita que o amor não possa aperfeiçoar.
A maturidade de uma pessoa é medida pelo amor. E vou te dizer: é mais fácil andar no amor de Deus, que foi derramado em nosso coração, do que ter todo o conhecimento, ser eloquente ou conhecer todos os mistérios.
“Porque eu recebi do Senhor o que também vos entreguei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão” (I Coríntios 11.23).
Quem é o corpo?
No dia da Santa Ceia, acredito que você faz aquele exame de consciência — o “examinar-se a si mesmo”. Contudo, o que Paulo quis corrigir no contexto era que eles não estavam andando em amor. Não estavam discernindo o Corpo de Cristo. Eles comiam muito durante a ceia e não esperavam pelos outros.
Não sei se estamos entendendo a seriedade disso. Aqui, o foco é discernir o corpo. E quem é o corpo? É essa pessoa que está à sua frente ou ao seu lado. O amor é bondoso e sofredor. “Mas, Jannayna, esse é o amor de Deus”. Sim, e a Bíblia diz que o amor Dele foi derramado em nossos corações.
Se pararmos para nos avaliar e buscarmos menos os dons e mais o que realmente importa, seremos sempre mais bem-sucedidos. Andar em amor é aceitar sofrer o dano, é alegrar-se ao ver alguém vencendo, é fazer algo diante de Deus mesmo que ninguém mais veja. Nem sempre andar em amor será reconhecido pelos outros, mas o Deus que vê em secreto recompensa publicamente.
Reserva de bênçãos disponíveis
“Servos, sede submissos, com todo o temor ao vosso senhor, não somente se for bom e cordato, mas também ao perverso” (I Pedro 2.18).
Vamos orar sobre o amor e pedir perdão uns aos outros, porque estamos precisando. O texto diz que é bom e agradável a Deus sofrer injustamente por causa da nossa consciência n’Ele.
“Porventura, não é este o jejum que escolhi: que soltes as ligaduras da impiedade, desfaças as ataduras da servidão, deixes livres os oprimidos e despedaces todo jugo?” (Isaías 58.6).
Esse texto mostra quantas bênçãos maravilhosas são reservadas para aqueles que andam em amor. “Se fizerdes isso, então isso acontecerá”. É condicional. Quem cobre o nu será como um manancial. Ele compara o jejum à misericórdia para com as pessoas: quem não aponta o dedo, quem guarda a língua.
*Trechos da mensagem do dia 19 de novembro de 2024, no Culto do Espírito.

