
Integrante da equipe ministerial da Igreja Sede
Depois que nascemos de novo, Deus espera a nossa consagração. A consagração é um ato humano, ou seja, começa em nós. Está em sintonia com aquilo que a Bíblia diz: “Chegai-vos a Deus e Ele se chegará a vós”.
O novo nascimento que aconteceu em nossa vida foi mais obra de Deus do que nossa. O convencimento veio de Deus; aquele momento de atração foi tão forte que correspondemos, e isso nos colocou em uma condição de vida espiritual. Fisicamente, continuamos os mesmos; na alma, continuamos no processo de melhoria e santificação; mas, no espírito, fomos transformados instantaneamente. Agora somos uma nova criatura: nascemos de novo.
Esse novo nascimento nos eleva à condição de filhos de Deus, herdeiros de Deus, e passamos a ter direitos não por aquilo que fazemos ou merecemos. A Bíblia diz que pela graça somos salvos; isso não vem de nós, é dom de Deus; não vem das obras, para que ninguém se glorie. A salvação é um ato de Deus em nosso favor.
Uma vez nascidos de novo, em Gálatas se diz que, se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito.
O que é viver no Espírito?
É essa vida que Deus realizou em nós. Somos uma nova criatura, criados segundo Deus em verdadeira justiça e santidade. Ainda temos uma alma deformada, por isso existem vontades e sentimentos desorganizados. Temos uma carne que não se converte, com seus apetites; por isso, nós nos condenamos, e essa condenação nos impede de fluir com Deus em um momento de oração. Não agradamos a Deus com essa condenação excessiva. A Bíblia diz que devemos ter ousadia para tomar posição e entrar.
Deus não é favorável à falsidade nem à mentira, mas um coração sincero não esconde nada e traz a sua confissão, se for necessário. Não confessamos pecado se não tivermos algo correspondente. Alguns vivem em estado de condenação, e quem nos condena do pecado é o diabo.
Não somos enganadores, mas é certo que não somos perfeitos, e Deus já sabe disso. O que Deus colocou em nossa caminhada são elementos para o aperfeiçoamento. Ir ao culto é uma oportunidade que nos propõe a condição de ser fortalecidos no Senhor e na força do seu poder, pois temos um inimigo que quer atrapalhar nossa vida com tentações e temos um Deus que quer nos salvar com a Palavra. Devemos dar atenção a Deus.
Seja praticante da Palavra
Não precisamos ter a mentalidade de “será que Deus nos quer?” ou “será que aceitamos?”; isso já foi resolvido quando nascemos de novo. O fato de termos nascido de novo é a indicação de que Ele nos aceitou e de que somos nova criatura. Isto é, essa condição é permanente. A verdade de Deus é inabalável; nós podemos ter comunhão.
Precisamos ser praticantes da Palavra. Quando a ouvimos, devemos ser rápidos para colocá-la em prática, pois a Bíblia diz que aquele que ouve a Palavra e a pratica não será abalado.
“A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo seja com todos vós. Amém” (II Coríntios 13.13).
Além disso, esse versículo nos ensina três coisas: a graça, o amor e a comunhão. Segundo o apóstolo Paulo, essas coisas precisam ser encontradas em você: a graça que vem do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo. A Bíblia fala da comunhão do Espírito Santo. Em I João, diz-se que a nossa comunhão é com o Pai e com o Filho; a oração coloca em evidência essa comunhão. Deus quer a comunhão.
Em Apocalipse, Jesus diz: “Eis que estou à porta e bato”. Se alguém ouvir a minha voz, não as minhas pancadas, mas a minha voz, e abrir a porta, eu terei comunhão com Ele, e Ele comigo. É assim que Deus se apresentou a nós: “Eu estou à porta e bato”. Se alguém ouvir a minha voz e estiver disposto a abrir a porta, eu me manifesto para ter comunhão. Assim, resta saber se vamos abrir a porta.
Fé é convicção
O que torna o espiritual acessível ao natural é a fé. A porta do natural para o espiritual é a fé. Quando cremos, abrimos esse portal espiritual para que as coisas do céu entrem. Se podemos crer, tudo é possível ao que crê. Todos nós recebemos uma medida de fé. Todo crente recebeu fé, mas ela só vai operar se for ativada. Fé é convicção.
Nós, que nascemos de novo, devemos nos esforçar para desenvolver nosso lado espiritual, pois esse é o desejo de Deus. A comunhão com o Espírito deve ser de todos. Deus quer; resta saber se nós queremos. Essa comunhão é no espírito. Fé é colocar em prática o que a Bíblia diz.
“E ouviram a voz do Senhor Deus, que andava no jardim pela viração do dia; e esconderam-se o homem e sua mulher da presença do Senhor Deus, entre as árvores do jardim” (Gênesis 3.8).
Expectativa na comunhão
Nós, crentes, nascidos de novo, na viração do nosso dia, que é essa oportunidade, essa parada, Deus tem a expectativa de que seja um tempo de comunhão. Não porque Ele queira tirar algo de nós, mas porque quer uma porta aberta para nos fortalecer, nos consolar, nos instruir, nos fazer fortes, nos habilitar, nos tornar capazes. E, às vezes, fazemos como o homem e a mulher: escondemo-nos em um comportamento tímido e não queremos levar em conta a parte espiritual, tentando esse relacionamento com Deus apenas na parte natural, quando Deus deseja que, no espírito, participemos de toda a verdade da Palavra: vida, paz, força, alegria. Todas essas coisas são realidades espirituais que, uma vez absorvidas, manifestam resultados na alma e no corpo. Deus estabeleceu a comunhão no espírito.
“Mas rejeita as fábulas profanas e de velhas. Exercita-te a ti mesmo em piedade. Porque o exercício corporal para pouco aproveita, mas a piedade para tudo é proveitosa, tendo a promessa da vida presente e da que há de vir” (I Timóteo 4.7-8).
Desenvolvidos pelo espírito
Ademais, o exercício da piedade que a Bíblia apresenta é o desenvolvimento espiritual que ela mesma sugere ao dizer “enchei-vos do Espírito, falando”. Essa é a resposta que Deus espera; se não a dermos, nossa vida não se desenvolve. A realidade espiritual, antes apenas ouvida, começa a ser experimentada. Nós escutamos Deus pelo testemunho interior, porque Deus quer nos guiar. Ele é Espírito e precisa que nos desenvolvamos em espírito.
“Assim também vós, como desejais dons espirituais, procurai progredir, para a edificação da igreja” (I Coríntios 14.12).
Por fim, devemos buscar progredir para níveis mais altos, colocando em prática, com ousadia, aquilo que a Bíblia diz.
*Trechos da mensagem do dia 05 de maio de 2026, no Culto do Espírito.

