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A postura da Igreja nos últimos dias

A postura da Igreja nos últimos dias

  • Postado em janeiro 19, 2026
  • Sem Comentários
Jairo Pacheco
Integrante da equipe ministerial da Igreja Sede

Eu não sei como tem sido o início do seu ano, mas sei de uma coisa: o Senhor não muda. É extraordinário quando entendemos quem servimos, quem somos em Cristo e o que temos n’Ele, porque isso transforma completamente a nossa forma de viver. Algumas pessoas acreditam que a maturidade espiritual está condicionada ao tempo de Igreja, mas, na verdade, a maturidade está relacionada ao crescimento na Palavra e ao entendimento que adquirimos dela.

Ao tratar da Igreja e dos últimos dias, percebemos que temos tido a oportunidade de ver sinais com os nossos próprios olhos. Muitas pessoas confundem o arrebatamento com a segunda vinda de Cristo, mas o arrebatamento antecede a segunda vinda do Senhor. Por isso, se alguém partiu em Cristo Jesus, temos a certeza de que nossos corpos serão ressuscitados e de que nos encontraremos com o Senhor nos ares. Para o cristão, a morte não é o fim. O apóstolo Paulo estava tão imerso nas verdades da Palavra que afirmou desejar partir. Ele não estava deprimido ou cansado da vida, mas tinha a convicção de que estaria em um lugar que ele mesmo descreve como incomparavelmente melhor. Ainda assim, permanecemos aqui com um propósito.

Na segunda vinda, retornaremos com o Senhor e reinaremos com Ele por mil anos. Enquanto esse dia não chega, e não tardará segundo as Escrituras, há muito a ser feito como Igreja. A Bíblia é clara ao afirmar que as portas do inferno não prevalecerão contra a Igreja do Senhor quando andamos em unidade. O problema surge quando não compreendemos quem somos em Cristo.

O propósito do Evangelho

As Escrituras nos ensinam, em I Tessalonicenses 5.11, que não somos das trevas, mas filhos da luz. Onde há luz, há visão ampla do que está acontecendo e do que ainda acontecerá. Temos o Espírito e a Palavra, portanto não faz sentido que os filhos da luz sejam pegos de surpresa. Muitos vivem como se estivessem dormindo, sem compreender sua identidade em Cristo e sem discernir a vinda do Senhor. Isso gera, para aqueles que têm entendimento, um senso de urgência, uma postura responsável e misericórdia para com os que ainda não conhecem Jesus.

Qual é, então, o propósito do Evangelho? Não se trata de nós mesmos. A Bíblia afirma que Deus amou o mundo, e nos tornamos egocêntricos quando guardamos essa mensagem apenas para nós. A Palavra nos ensina que existem três classes de pessoas: gentios, judeus e a Igreja. Para cada uma delas, a Bíblia apresenta eventos específicos que precisam ser compreendidos, não para gerar medo, mas esperança e alegria. Muitos leem o livro de Apocalipse como se fosse um livro de terror, mas a melhor parte foi preparada para a Igreja, que participa de forma significativa dos acontecimentos finais.

Posturas fundamentais da Igreja

Diante disso, existem três posturas fundamentais que a Igreja deve assumir nos últimos dias. A primeira é a santificação, que significa separação. Não uma separação por obrigação, mas motivada por amor e fé. As Escrituras afirmam que a santidade não é uma opção, mas uma decisão. Quando nascemos de novo, nosso espírito é recriado, mas a alma precisa ser renovada. A principal característica desse processo é o arrependimento de obras mortas, que nos conduz a um estilo de vida que agrada a Deus. Falhas acontecerão, mas a diferença está em não permanecer no erro.

Arrependimento é reconhecer o erro e retornar ao caminho correto. O que nos motiva a viver em santidade não é o medo do inferno, mas o desejo de permanecer próximos do Senhor. Não se trata de algo emocional, mas da ação de um espírito recriado. Temos um advogado fiel e justo que nos perdoa. Por isso, é necessária uma busca constante pela santidade. A Palavra continua sendo o padrão. A Bíblia não mudou e não mudará. Pecado continua sendo pecado, e é o Espírito Santo quem nos transforma pelo amor.

Serviço e boas obras

O segundo ponto diz respeito ao serviço e às boas obras. As Escrituras ensinam que Deus se agrada em abençoar Seus filhos e que Ele busca excelência em tudo o que fazemos. Surge então uma reflexão: estamos servindo da mesma forma que desejamos receber? Estamos tratando as coisas de Deus com excelência? Muitas vezes queremos desfrutar da excelência divina, mas não somos excelentes no que oferecemos a Ele. Excelência é aquilo que é bom, notável, digno. Quando deixamos de agir assim, corremos o risco de viver uma fé medíocre, marcada por justificativas constantes. Cada justificativa nos acostuma a um estilo de vida distante do propósito de Deus. É necessário congregar, mas também há um mundo que precisa receber o evangelho. O mundo pode piorar, mas a Igreja é guardada. Não fomos chamados para ser levados pela corrente, mas para caminhar na contramão.

Evangelismo e missões

O terceiro ponto é o evangelismo e as missões. Missões são, em essência, alguém que foi alcançado pela graça mostrando a outro como também pode ser transformado. Fomos transportados do império das trevas para o Reino do Filho. Muitas vezes estamos tão focados em nós mesmos que ignoramos o sofrimento alheio, mas a Bíblia nos ensina que somos um só corpo. Quando um membro sofre, todo o corpo sente. Os apóstolos demonstraram essa convicção ao declarar que não poderiam deixar de falar do que viram e ouviram. Todos os dias experimentamos milagres, inclusive o simples fato de respirar. Ainda assim, muitas vezes não agradecemos nem compartilhamos essa dádiva com outros. Precisamos nos associar a pessoas que amam a Palavra e valorizam vidas.

A Igreja dos últimos dias será cheia de amor, avivada e comprometida com o próximo. Prosperidade não se resume ao que se possui, mas à mão estendida a quem precisa. Não devemos ser omissos quanto à obra de Deus, mas nos envolver com responsabilidade, zelo e dedicação, vivendo com a expectativa viva de encontrar o Senhor.


*Trechos da mensagem do dia 18 de janeiro de 2026, no Culto de Celebração.

  • Culto de Celebração, Jairo Pacheco

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