
Integrante da Equipe Ministerial do Verbo Sede
Nós cremos na justiça que vem de Deus, na graça que vem do Senhor; todo crente deveria conhecer essa graça. A justiça que emana de Cristo Jesus nos recoloca nessa posição e nossa natureza demoníaca fica no passado, no esquecimento.
Jesus prometeu que habitaria dentro do seu povo. Ele não nos julgou, não nos condenou, mas veio para uma missão, que eu diria, “impossível”. Ele abriu mão da Sua glória, da Sua divindade e foi reconhecido como um ser humano.
Desde muito tempo, havia a consciência do ser humano que sangue de bodes não podia justificá-lo; o sangue de animais não justificava, era necessário que um homem pagasse o preço por todos os homens. Deus sempre buscava alguém que ficasse na “brecha”, mas não havia ninguém, porém a Bíblia fala que Um se ofereceu; Um que não merecia culpa e sofrimento, mas Ele se submeteu e até o último instante obedeceu fielmente ao plano do Pai.
Ele tomou o nosso lugar
Olhando os costumes daquela época, percebemos que os romanos usavam esponjas como papel higiênico e eles pegaram essa esponja com vinagre e colocaram na boca do Salvador, que passou por essa vergonha extrema, uma grande humilhação, e agora Ele tinha que cumprir o que havia pregado, que se você não perdoar seu irmão pelo mínimo que seja, o Pai que está no Céu não o perdoará.
Se Jesus tivesse “travado” em mágoa, Ele não teria entrado nos Céus por falta de perdão, mas Ele estendeu Seu perdão à toda humanidade. A nossa posição diante de Deus não era boa, mas desde o início, Ele tinha um plano.
Nossa cartilha de vida, como crentes, é a Palavra e com isso temos deveres de casa a serem seguidos. Existe uma vida a ser vivida em Deus, fomos transportado do reino das trevas para a luz e temos a redenção. Não devemos andar como gentios, temos que andar segundo a vontade do nosso Pai.
Frutos de justiça
“Pois minha testemunha é Deus, da saudade que tenho de todos vós, na terna misericórdia de Cristo Jesus. E também faço esta oração: que o vosso amor aumente mais e mais em pleno conhecimento e toda a percepção, para aprovardes as coisas excelentes e serdes sinceros e inculpáveis para o Dia de Cristo, cheios do fruto de justiça, o qual é mediante Jesus Cristo, para a glória e louvor de Deus” (Filipenses 1.9-11).
O amor de Deus não tem interesse, não leva em conta a ofensa que recebe. Isso não é fácil, mas é algo possível, é algo espiritual que acontece por dentro. E com isso você vê o amor de Deus em operação. Como o amor aumenta? Exercitando! Como podemos experimentar o que é ser mais que vencedores sem andar pela regras de Deus?
Fomos recriados em justiça e retidão procedente da Verdade, é uma nova realidade, uma nova vida. Temos que viver uma vida na qual a luz que emana de Cristo possa brilhar, que o sangue de Cristo não nos lavou, mas purificou. A justiça de Deus vem sobre nós como fogo, nos purificando. Nosso espírito é recriado no novo nascimento e existe uma luta da alma e carne contra o espírito, mas existe uma renovação pela Palavra, e minha mente vai mudando de acordo com o que Cristo quer.
Devemos produzir frutos, como diz a Palavra: “Quem estiver em mim produz muitos frutos”. Produzir frutos não é somente evangelizar, mas é uma vida parecida com a que Jesus vivia.
Dom da justiça
“Disse Davi: Resta ainda, porventura, alguém da casa de Saul, para que use eu de bondade para com ele, por amor de Jônatas?” (II Samuel 9.1).
Davi tinha feito uma aliança com Jonatas, e naquele tempo as alianças tinham um peso muito grande, era uma promessa não quebrada, uma aliança poderosa. Davi colocou Mefibosete como o seu próprio filho, mas Mefibosete se achava como um cão morto. A nossa consciência quer sempre nos colocar como um coitadinho, mas chega de sofrimento! Aceite a verdade e a realidade de que você é filho.
Afinal, quando Jesus fala que toda vez que comer e beber o cálice, está anunciando a Sua morte. Você foi convidado à mesa do Rei, sem condenação o Rei decretou que você é justo. A Bíblia fala que quem recebe a graça também recebe o dom de justiça.
De fato, isso é viver uma vida de justiça e retidão. Eu não merecia, mas Deus me deu e tenho que aceitar essa nova realidade.
*Trechos da ministração de 29 de outubro de 2023, na Escola Dominical.

