
Pastor da Verbo da Vida Goiânia (GO)
“Se as línguas são do Espírito, você tem que orar como Ele quer, e não como você quer” (Pr. Bud).
Em Romanos 8, Paulo fala sobre a obra do Espírito Santo, que nos capacita a viver segundo a lei do Espírito e da vida:
“Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito. Porque a lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus, me livrou da lei do pecado e da morte” (Romanos 8.1-2).
O que está operando em nós é a vida. Estamos debaixo da ação da lei do Espírito de vida, e não da lei da morte. Somos filhos de Deus, e filhos são tratados como filhos. Porém, precisamos aprender a nos comportar como filhos, e para isso temos Jesus como nosso exemplo perfeito.
Muitas vezes nos acostumamos com a forma como as coisas acontecem e acabamos perdendo a direção do Espírito Santo, que nos conduz além dos nossos próprios planos. Deus, que é eterno, já viu tudo e está pronto para nos orientar em todas as áreas da vida. O que muitas vezes nos falta é a consciência da nossa filiação.
A consciência de que somos filhos
Uma criança tem consciência principalmente de si mesma e é natural que o cristão passe por fases de desenvolvimento espiritual. Assim como uma criança nem sempre compreende plenamente o amor que recebe, muitos crentes vivem guiados apenas pelos sentimentos. Em diversas situações, pensamos que Deus está distante porque nos movemos pelo que sentimos.
Por isso, não devemos permitir que as emoções limitem aquilo que podemos experimentar no Espírito. As emoções são instáveis e não podem ser nossa principal referência. A alegria segundo Deus é diferente da alegria do mundo, assim como a paz de Deus é diferente da paz que o mundo oferece.
Precisamos aprender a viver como filhos, onde quem nos ensina é o Espírito Santo. Ele nos conduz, nos orienta e nos toma pela mão para caminhar no caminho correto. Porque somos filhos, somos guiados. Porque somos filhos, temos acesso aos pensamentos do Pai. Como filhos, estamos sentados à mesa para ter comunhão com Ele.
É necessário permitir que Deus nos conduza à maturidade. Quanto maior for a consciência da Sua presença, mais fortalecido será o nosso espírito e menor será a influência da carne.
A oração que se alinha à vontade de Deus
Muitas instruções podem ser recebidas quando interpretamos as línguas que falamos. Porém, quando tentamos obrigar Deus a agir da nossa maneira, acabamos perdendo a percepção daquilo que Ele deseja nos comunicar sobre determinada situação. A vida guiada pelo Espírito exige sensibilidade para ouvir e disposição para seguir a direção de Deus, e não apenas os nossos próprios desejos.
“Então, que farei? Orarei com o espírito, mas também orarei com o entendimento; cantarei com o espírito, mas também cantarei com o entendimento” (I Coríntios 14.15).
O Espírito Santo é um agente da eternidade e a chave para que a porta do sobrenatural se abra. Quando cremos que Ele existe e que é galardoador daqueles que o buscam, precisamos permitir que Ele nos guie. Isso acontece quando oramos em outras línguas, cantamos em outras línguas e, então, oramos também com o entendimento.
A oração em línguas é tão poderosa porque o Espírito Santo assume o lugar de direção e autoridade, intercedendo de forma perfeita. Ele produz uma oração alinhada à vontade de Deus e adequada para cada situação, mesmo quando nossa mente não compreende plenamente aquilo que está acontecendo.
Maturidade que nasce da direção do Espírito
A vida cristã madura não é construída sobre emoções, circunstâncias ou entendimento natural, mas sobre a direção do Espírito Santo. À medida que desenvolvemos a consciência de que somos filhos de Deus, aprendemos a confiar mais na Sua voz do que nos nossos sentimentos. A oração, especialmente a oração em línguas, torna-se uma ferramenta poderosa para nos alinhar à vontade do Pai e receber Sua direção. Quando permitimos que o Espírito Santo nos conduza, crescemos em maturidade, fortalecemos nosso espírito e vivemos de forma cada vez mais consciente da vida que Deus já colocou dentro de nós.
*Trechos da mensagem do dia 16 de junho de 2026, no Culto do Espírito.

