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Maturidade na oração

Maturidade na oração

  • Postado em abril 27, 2026
  • Sem Comentários
Maturidade na oração
Miriam Leal
Integrante da coordenação doutrinária do Ministério Verbo da Vida

Quando nascemos de novo, começamos as nossas primeiras orações. A nossa maturidade em oração passa por níveis, ela vai crescendo, se desenvolvendo. E a maturidade fala muito sobre você não orar apenas pelas suas necessidades, mas estar disponível a orar pelos planos de Deus. Muitas vezes começamos nossa vida de oração nos distraindo; começamos com um motivo e depois vamos logo para outro, sem perseverar. Mas este é o estágio de menino na oração. No entanto, a gente vai crescendo e o nosso coração se expande para ouvir de Deus o que Ele tem para essa estação.

“Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino; mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino” (I Coríntios 13.11).

É expectativa do coração de Deus que a gente cresça na nossa vida de oração, que saiamos de orar pelas nossas necessidades, pela nossa vontade. O Espírito Santo nos ajuda em oração. Quando a gente amadurece, sabemos ficar sob a liderança do Espírito Santo para orar. Quando mudamos de nível em oração, entendemos que orar é depender do Espírito Santo. A oração de intercessão nasce com a profundidade de buscarmos o que está no coração de Deus. Deus age na Terra através de nós. Somos aqueles que vamos escutar o coração de Deus e interceder.

O que é intercessão?

1. O ato de interceder;
2. Pedido a favor de outrem;
3. Intervenção conciliadora.

A maturidade espiritual nos coloca nesse lugar, onde pedimos em favor de outros; onde geramos outras pessoas, onde seremos um canal pelo qual outras pessoas virão para Deus. Eu não sei quem orou por mim para eu estar aqui, cumprindo o plano de Deus.

É um ministério que não é visto pelas pessoas. E não é um chamado para poucos, mas para todo o corpo de Cristo; ninguém fica fora dessa responsabilidade. Porque Deus, quando nos chamou para o plano d’Ele, foi para que contribuíssemos com Ele em oração.

Intercessão é estar entre Deus e os homens, a favor destes, tomando seu lugar e sentindo sua necessidade, de tal maneira que luta em oração até a vitória na vida daquele por quem intercede.

Que honra é poder estar nesse lugar! Não é apenas uma vontade, mas é uma responsabilidade. Quando avançamos no nível de maturidade, abraçamos o senso de responsabilidade. Mas você pode pensar: não tenho tempo. Porém, a intercessão pode ser feita em qualquer lugar. O bombeiro pode estar onde for, mas, quando toca a sirene, ele sai do lugar e vai corresponder àquela urgência. Há urgências no coração de Deus às quais precisamos estar atentos para corresponder. Procurar a Deus só quando precisamos não é comunhão. Comunhão é também servir a Deus.

Dê valor à intercessão

Às vezes não faz sentido e não importa o que as pessoas vão pensar, o que elas irão achar. O que importa mais é fazer a vontade de Deus. Não podemos ficar presos à nossa reputação. Deixa Deus se mover, derramar sobre sua vida. Às vezes não faz sentido mesmo; às vezes você vai orar por pessoas que você nem conhece. Há pessoas que precisam ser geradas, outras livres da morte e precisamos estar nesse lugar. Essa responsabilidade é para toda a Igreja. Esse tema está sendo colocado para que a luz chegue e nos coloquemos na prática, assumindo nosso lugar em oração, em intercessão.

Não estamos brincando de interceder. Isso é sério. Precisamos dar valor.

Abraão suplicou por Ló e este foi liberto da destruição de Sodoma e Gomorra. Moisés intercedeu por Israel apóstata e foi ouvido. Samuel orou constantemente pela nação. Cristo intercedeu por seus discípulos e fez especial intercessão por Pedro. Paulo é exemplo de constante intercessão.

“Ó meus filhos queridos, sinto como se estivesse passando outra vez pelas dores de parto por sua causa, e elas continuarão até que Cristo seja formado em vós” (Gálatas 4.19 – NVI).

A oração vai além

O problema é que não estamos vendo resultados rápidos e desistimos. Paulo perseverou até que Cristo fosse formado nas pessoas; imagina se ele tivesse desistido? Precisamos ter clareza de que existe um tempo para que Cristo seja formado nas pessoas, para que os novos convertidos sejam firmados. Precisamos orar pelos novos convertidos. Não podemos deixá-los alheios. A Igreja tem a responsabilidade de cuidar dos novos convertidos, de dar o alimento, de dar espaço para que cresçam. Mas, depois de crescerem, não podemos ser muletas para eles.

Existe um chamado de Deus para este tempo, para que a gente assuma nossa responsabilidade. Um intercessor muda destinos, muda nações. No Centro de Oração, oramos por pessoas que não conhecemos, situações, mas um dia encontraremos com nossas orações nos céus.

Precisamos continuar. A oração vai além, não para em nós. Se a oração está parando em você, você precisa revê-las.

“Sobre os teus muros, ó Jerusalém, pus guardas, que todo o dia e toda a noite jamais se calarão; vós, os que fareis lembrado o Senhor, não descanseis, nem deis a ele descanso, até que restabeleça Jerusalém e a ponha por objeto de louvor na terra” (Isaque 62.6-7).

Deus espera por uma Igreja madura, que vai orar pelos planos do coração de Deus e vai colocar em prática tudo que Deus quer. Ele quer atuar hoje. Precisamos responder hoje.

Nós temos um projeto nos condomínios. Algumas vezes tínhamos a direção para orarmos. Às vezes vinha a palavra “suicídio” e nós intercedíamos, desfazíamos em oração. Então, quando chegava a noite, no encontro, quantas mulheres falavam que tinham pensado em tirar sua vida, mas a oração interveio.

Responsabilidades em oração

Nós temos responsabilidades em oração: na nossa casa, sobre os nossos, em sermos agentes de restauração, em interceder pelos nossos filhos. Não podemos jogar a responsabilidade nos departamentos da igreja. Temos a responsabilidade de gerar, de preparar o caminho para eles, de colocar os trilhos de sua vida em oração.

Gosto de dar um exemplo. Em 2003, eu e meu esposo, Fernando, estávamos dando aula no Rhema itinerante e, naquela ocasião em que íamos viajar em agosto, minha mãe havia me falado que estava com problema no coração, com veias entupidas, que ia fazer uma cirurgia. Eu estava sem saber se viajava ou não, mas Deus disse para ir, que Ele iria cuidar dela.

Eu fui. Lembro que, uma noite, estava estudando na cama e senti a inclinação para orar. Fui orar e senti uma dor muito forte no coração. Eu perguntava ao Senhor: isso é minha mãe? Então a dor aumentava, as lágrimas caíam. Continuei orando, até que a paz veio; a alegria veio. Quando recebemos a resposta, é assim. No outro dia, era o dia da cirurgia. Ela disse que tinha dormido bem e não tinha sentido dor. Quando foi fazer a cirurgia, a médica disse que não tinha nenhuma veia mais entupida, que o coração era como de criança. Ela não precisou fazer mais a cirurgia.

Deus pode confiar em você?

Essa é a hora de você focar e dizer: “Eu não saio até que Deus me diga que foi concluído”. Deus pode confiar em você? Ele pode. Se coloque disponível e diga que está pronto para o que Deus quer fazer. Seja onde você estiver, seja no trabalho, em casa, mas se coloque disponível ao Senhor.

Somos uma igreja madura em oração. Você pode estar com uma lista de motivos por você, mas você vai deixar de lado para perguntar ao Senhor: quem são as pessoas que precisam nascer hoje? Quais são as que precisam receber livramento? O que o Senhor quer fazer? A maturidade lhe tira de cena, lhe tira do púlpito, mas o leva para o lugar de ser visto pelo céu. Imagino Deus procurando quem está com os ouvidos atentos. Muitos estão agarrados com suas próprias coisas. Isso não é tudo. O tudo inclui o chamado do Senhor. E minha oração nesses dias tem sido: Senhor, não me deixe fora do que você está fazendo. Ainda que seja escondida em um canto, não importa. Ainda que não esteja sendo visto pelos homens, está sendo visto por Ele.


*Trechos da mensagem do dia 26 de abril de 2026, na Escola Dominical.

  • Escola dominical, Miriam Leal

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