
Pastor na Guatemala
Hoje quero falar sobre o despertar de valentes. Todos os cristãos possuem dons e qualidades, mas é a fé que nos torna verdadeiramente valentes. Acredito que entre nós há muitos homens e mulheres de fé. O despertar dos valentes acontece quando certos moveres do Espírito Santo ativam algo em nosso interior. No entanto, nem todos despertam da mesma forma ou no mesmo tempo.
“Proclamem isso entre as nações, preparem-se para a guerra, convoquem os valentes; venham todos os homens de guerra e subam. Forjem espadas das suas enxadas e lanças das suas foices; diga o fraco: Eu sou forte” (Joel 3:9-10).
A fé não ignora a realidade, mas nos impede de permanecer nela. A Bíblia nos ensina a declarar: “o fraco diga: eu sou forte” e “o pobre diga: eu sou próspero”. Esse é um princípio de fé. Em Joel 3, encontramos uma voz profética que desperta os homens de guerra. Por isso, essa passagem fala sobre o despertar dos valentes.
Coragem não é ausência de medo, mas ausência de ego. Quanto mais ego alimentamos, mais o medo tenta nos dominar. Renunciar a nós mesmos nos torna mais corajosos para cumprir o plano de Deus.
Despertem, valentes!
O primeiro alarme que quero destacar é o alarme da dor humana. Cada um de nós possui um propósito e um destino. Nossa vida tem valor nesta sociedade, e Cristo em nós tem muito valor para o mundo. Mas, enquanto dormimos espiritualmente, pouco realizamos. Um médico, um engenheiro, um líder ou um pastor que dorme, não cumpre sua função. Cristo está nos despertando.
A dor da humanidade desperta a indignação nos valentes. Tragédias, destruição e guerras são usadas por Deus para levantar homens e mulheres comprometidos com o Reino. Em Joel capítulo 1, o contexto é de crise em Israel, o que se conecta com outras dores históricas, como o holocausto, em que mais de 7 milhões de judeus foram mortos.
Nos versos iniciais do capítulo 3, Israel enfrenta dor profunda. O versículo 3 é especialmente chocante: um menino foi trocado por uma prostituta, uma menina por bebida alcoólica. Isso representa a troca de um filho por prazer momentâneo e de uma filha por fuga emocional. São tragédias que mostram a urgência da luz de Cristo na sociedade.
A importância da indignação
A indignação é um sentimento contra aquilo que está errado. Ela gera compaixão, não passividade. Um pensador disse: “Quando deixo de me indignar, será que chegou a minha velhice?”. A indignação transforma o homem em alguém valente e ousado. Proclamo que você é valente e ousado para salvar jovens e crianças para Jesus.
A Igreja existe para transformar o normal do mundo e estabelecer o Reino de Deus. Pergunte a si mesmo: o que te indigna? Qual tragédia nacional ou mundial toca o seu coração? Que injustiça te move à ação?
Somos cheios de fé, unção, sabedoria e autoridade. Não apenas para nosso benefício, mas para sermos resposta de Deus ao mundo. O que te dói? O que te faz clamar por mudança? Eu me indigno com o divórcio, pois vejo o sofrimento das crianças que não compreendem a situação. Também me dói a falta de educação. Cada um de nós nasceu para resolver algo. Deus em nós é maioria, e a fé nos torna valentes. Somos chamados a ser luz nas universidades, nos negócios, nas famílias.
Responda à fé
Outra dor que me indigna é o inferno. Pessoas morrem sem Deus. O inferno não foi criado para os seres humanos, mas para o diabo e seus anjos. Quando não respondemos à fé, quando rejeitamos o plano de salvação, estamos nos afastando de Deus. Essa é a maior tragédia de todas. Mas nossa entrega pode trazer nossa família para Jesus. Proclamamos salvação.
O segundo alarme é o alarme da visão. Alguns despertam diante da dor humana; outros despertam quando recebem uma visão do que Deus quer fazer. A visão é um quadro do futuro que ainda não aconteceu, mas que Deus deseja realizar. Ela nos move para mudar o mundo, não por escolha, mas por dever.
“O Senhor rugirá de Sião, de Jerusalém fará ouvir sua voz; os céus e a terra tremerão. Mas o Senhor será refúgio para o seu povo e fortaleza para os filhos de Israel. E vocês saberão que Eu sou o Senhor, seu Deus, que habita em Sião, o monte da minha santidade; Jerusalém será santa, e estrangeiros não passarão mais por ela. Naquele dia, os montes destilarão vinho novo, os outeiros manarão leite, e todos os rios de Judá estarão cheios de água; uma fonte sairá da Casa do Senhor e regará o vale de Sitim” (Joel 3:16-18).
O terceiro alarme
Essa é a visão de Deus: restauração, cura, libertação da amargura e da ansiedade, entrada na Terra Prometida. No Egito havia dor, mas em Cristo há alegria. A visão nos desperta para servir. Sal no saleiro não tem utilidade. Somos sal fora das paredes da igreja.
A visão gera esperança. Ela nos mostra que não estamos presos ao presente, mas destinados a um futuro glorioso. A visão também gera ação. A Igreja não existe apenas para encher prédios, mas para encher o Céu e fechar as portas do inferno.
O terceiro alarme é o chamado de Deus. Ele está nos chamando para sermos treinados e alinhados com Sua vontade. Deus está levantando pessoas para missões, para o pastoreio, para novos ministérios que respondam às necessidades do mundo.
Despertem os valentes. Deus está soprando sobre nós. A indignação, a visão e o chamado são sinais para aqueles que ouvem. Há uma geração sendo despertada para cumprir o propósito eterno de Deus nesta terra. Seja parte dela.
*Trechos da mensagem do dia 20 de julho de 2025, no Culto de Celebração.

