
Integrante da equipe ministerial
Não ore para ser visto. Feche-se dentro de si. Seja dentro de um ônibus lotado ou a caminho de algum lugar, ore em línguas dentro de você mesmo. Feche-se. Faça seu culto racional nos seus pensamentos com o Senhor. Se for preciso, elimine as distrações: afaste-se do celular, desligue as notificações, saia de perto da televisão. É entre você e Deus — um momento reservado.
“E, quando orarem, não sejam como os hipócritas. Eles gostam de orar em pé nas sinagogas e nas esquinas das ruas, para serem vistos pelos outros. Eu lhes asseguro que eles já receberam a sua recompensa. Mas você, quando orar, vá para o seu quarto, feche a porta e ore a seu Pai, que está em secreto. Então o seu Pai, que vê em secreto, o recompensará. E, ao orarem, não fiquem repetindo palavras, como fazem os pagãos. Eles pensam que serão ouvidos por causa das muitas palavras. Não sejam como eles, pois o Pai de vocês sabe do que vocês precisam, antes mesmo de pedirem.
Portanto, orem assim: ‘Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome. Venha o teu Reino. Seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu. Dá-nos hoje o nosso pão de cada dia. Perdoa as nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores. E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal, pois teu é o Reino, o poder e a glória para sempre. Amém.’ Porque, se perdoarem as ofensas uns dos outros, o Pai celestial também lhes perdoará. Mas, se não perdoarem uns aos outros, o Pai de vocês também não perdoará as suas ofensas” (Mateus 6:5-15).
Acessando o lugar da presença
Você e eu somos frutos, resultados da nossa vida espiritual. Somos reflexos daquilo que vivemos no espírito. Seja no trabalho, na família ou no casamento, somos melhores em tudo quando decidimos amadurecer espiritualmente. O desafio é este: melhorar a nós mesmos.
É possível perceber quando alguém é carnal, independentemente da personalidade. Muitas vezes usamos o nosso temperamento para camuflar a carnalidade. Mas o Senhor discerne todas as coisas. Quanto mais parecidos com Cristo, mais isso impacta nossa personalidade — e mais parecidos com Ele agimos. Precisamos conquistar a nós mesmos. Precisamos evoluir.
Deus merece nosso foco. Ele merece nossa atenção. Merece toda a nossa dedicação. Nossa mente e coração precisam estar n’Ele quando oramos. A qualidade dos nossos momentos de oração depende de nós. Da parte de Deus, fique tranquilo: Ele te dá graça, renova a comunhão, antecipa necessidades — ainda que nem sempre consigamos enxergar isso. Em momentos sinceros de comunhão, Deus nos conduz à próxima etapa.
Concordando com a vontade d’Ele
Devemos dar o nosso melhor para Deus. Não para impressionar pessoas, mas sim para honrá-lo. Em segundo lugar, por nossa família; em primeiro lugar, por Ele. Jesus nos ensinou a orar — e certamente não ensinou repetições vazias, mas um modelo de intimidade. A vontade d’Ele é que tudo funcione em concordância, como já era no Éden — na verdade, antes mesmo do Éden. Deus nos inspira a concordar com sua vontade, a desejar o que o coração d’Ele deseja. Pois sua vontade é reinar na terra, como Ele reina nos céus.
“Não sobreveio a vocês tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que vocês sejam tentados além do que podem suportar. Pelo contrário, com a tentação, providenciará o escape, para que a possam suportar” (I Coríntios 10:13).
A tentação não vem de Deus. Mas Ele é tão bom que sempre nos dá um escape. Jesus recorria à Palavra.
*Trechos da mensagem do dia 29 de abril de 2025, no Culto do Espírito.

