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Obediência que rompe limites

Obediência que rompe limites

  • Postado em setembro 25, 2026
  • Sem Comentários
Obediência que rompe limites
Luciano Subirá
Pastor e escritor

“Também, irmãos, vos fazemos conhecer a graça de Deus concedida às igrejas da Macedônia porque, no meio de muita prova de tribulação, manifestaram abundância de alegria, e a profunda pobreza deles superabundou em grande riqueza da sua generosidade. Porque eles, testemunho eu, na medida de suas posses e mesmo acima delas, se mostraram voluntários, pedindo-nos, com muitos rogos, a graça de participarem da assistência aos santos. E não somente fizeram como nós esperávamos, mas também deram-se a si mesmos primeiro ao Senhor, depois a nós, pela vontade de Deus” (II Coríntios 8.1-5).

A generosidade dos macedônios

Quando o apóstolo Paulo orienta a Igreja de Corinto, ele faz questão de mencionar as igrejas da Macedônia. Porém, quase sempre que Paulo exalta essa virtude da generosidade dos macedônios, ele se refere especificamente aos crentes filipenses.

Os filipenses, ou seja, os macedônios, foram os primeiros a se associar no tocante a dar e receber. Foram a primeira igreja que decidiu se posicionar para financiar o ministério de Paulo. Houve uma mobilização de coleta nas igrejas da Galácia e de Roma. A primeira coisa que entendemos sobre os macedônios é que eles não estavam em falta e já haviam feito a parte deles diante daquilo que lhes foi ensinado. A nossa dificuldade não é motivo para deixarmos de participar dessa mobilização divina.

Três lugares que precisamos deixar para trás

Primeiramente, eles saíram de um lugar de normalidade para um lugar que foi definido como loucura e, se quisermos viver o sobrenatural, cruzar essa linha é importantíssimo. Em segundo lugar, saíram de um lugar de mero cumprimento da obrigação. Em terceiro lugar, saíram de um lugar de obediência para algo maior, que é a espontaneidade. Faremos muito mais do que apenas aquilo que é exigido.

Em Hebreus 10.34, o texto fala daqueles que aceitaram com alegria o espólio dos seus bens. Aceitar o espólio é diferente de ofertar apenas porque se quis. Houve momentos de grande urgência e de sacrifício, e o texto não fala apenas desse povo aceitando, mas aceitando com alegria.

O sacrifício como linguagem de fé

Os sacrifícios fazem parte da caminhada com Deus. Nós, que pregamos a fé, sabemos que nossas atitudes não devem ser avaliadas sob a perspectiva do mérito. O sacrifício não tem a ver com mérito; ele é uma das mais altas linguagens de fé que alguém pode expressar.

“Dispõe-te, e vai a Sarepta, que pertence a Sidom, e demora-te ali, onde ordenei a uma mulher viúva que te dê comida. Então, ele se levantou e se foi a Sarepta; chegando à porta da cidade, estava ali uma mulher viúva apanhando lenha; ele a chamou e lhe disse: Traze-me, peço-te, uma vasilha de água para eu beber. Indo ela a buscá-la, ele a chamou e lhe disse: Traze-me também um bocado de pão na tua mão. Porém ela respondeu: Tão certo como vive o Senhor, teu Deus, nada tenho cozido; há somente um punhado de farinha numa panela e um pouco de azeite numa botija; e, vês aqui, apanhei dois cavacos e vou preparar esse resto de comida para mim e para o meu filho; comê-lo-emos e morreremos.

Elias lhe disse: Não temas; vai e faze o que disseste; mas primeiro faze dele para mim um bolo pequeno e traze-mo aqui fora; depois, farás para ti mesma e para teu filho. Porque assim diz o Senhor, Deus de Israel: A farinha da tua panela não se acabará, e o azeite da tua botija não faltará, até ao dia em que o Senhor fizer chover sobre a terra. Foi ela e fez segundo a palavra de Elias; assim, comeram ele, ela e a sua casa muitos dias” (I Reis 17.9-15).

Enviado para abençoar

Deus diz que está tudo resolvido. Só que, quando Elias chega, a viúva não sabe de nada. Elias vivia um sustento sobrenatural: corvos lhe traziam pão e carne. Ele bebia do ribeiro e, quando o ribeiro começou a secar, Deus disse que era hora de transicionar: “Eu te sustentarei de uma forma ou de outra”.

Elias, sob o cuidado e a proteção de Deus, simplesmente se levanta, obedece à voz e vai. A análise, consciente ou inconsciente, que fazemos é que Deus usará a viúva para suprir Elias. Porém, quando Elias chega lá, a viúva não tem nada para suprir. Para que ela possa ser um instrumento de provisão, primeiro ela precisa viver um milagre.

Na construção do raciocínio, a primeira perspectiva que Jesus apresenta é que Elias não foi para ser abençoado. Elias foi enviado para abençoar.

Sacrifício como linguagem de fé

Muitas vezes não conseguimos entender o que significa o sacrifício como linguagem de fé. Essa mulher diz: “Eu desisto de tudo o que é humano e natural para confiar totalmente em Deus”.

Pare de pensar que aquilo que faço ao mobilizar as pessoas para a contribuição diz respeito somente a um projeto ou a alguém que precisa de ajuda. Às vezes, é a forma de ajudar a própria pessoa a romper com aquilo que ela passa, com aquilo que enfrenta.

“Então, Elias se chegou a todo o povo e disse: Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-o; se é Baal, segui-o. Porém o povo nada lhe respondeu. Então, disse Elias ao povo: Só eu fiquei dos profetas do Senhor, e os profetas de Baal são quatrocentos e cinquenta homens. Deem-se-nos, pois, dois novilhos; escolham eles para si um dos novilhos e, dividindo-o em pedaços, o ponham sobre a lenha, porém não lhe metam fogo; eu prepararei o outro novilho, e o porei sobre a lenha, e não lhe meterei fogo. Então, invocai o nome de vosso deus, e eu invocarei o nome do Senhor; e há de ser que o deus que responder por fogo esse é que é Deus. E todo o povo respondeu e disse: É boa esta palavra” (I Reis 18.21-24).

O altar restaurado no monte Carmelo

O texto de I Reis 18:30-36 descreve o momento em que o profeta Elias restaura o altar do Senhor e prepara o sacrifício no monte Carmelo antes da manifestação de Deus.

“Então, Elias disse a todo o povo: Chegai-vos a mim. E todo o povo se chegou a ele; Elias restaurou o altar do Senhor, que estava em ruínas. Tomou doze pedras, segundo o número das tribos dos filhos de Jacó, ao qual viera a palavra do Senhor, dizendo: Israel será o teu nome. Com aquelas pedras edificou o altar em nome do Senhor; depois, fez um rego em redor do altar tão grande como para semear duas medidas de sementes. Então, armou a lenha, dividiu o novilho em pedaços, pô-lo sobre a lenha e disse: Enchei de água quatro cântaros e derramai-a sobre o holocausto e sobre a lenha. Disse ainda: Fazei-o segunda vez; e o fizeram.

Disse mais: Fazei-o terceira vez; e o fizeram terceira vez. De maneira que a água corria ao redor do altar; ele encheu também de água o rego. No devido tempo, para se apresentar a oferta de manjares, aproximou-se o profeta Elias e disse: Ó Senhor, Deus de Abraão, de Isaque e de Israel, fique, hoje, sabido que tu és Deus em Israel, e que eu sou teu servo e que, segundo a tua palavra, fiz todas estas coisas” (I Reis 18:30-36).

Quer colher? Plante

O que aprendemos com a viúva de Sarepta? Quer colher provisão? Plante provisão. Quer colher água? Plante água.

Muitas vezes achamos que esses milagres são aleatórios quando, na verdade, eles são intencionalmente provocados por Deus. Quando Deus nos chama a ações diferentes, precisamos entender o que essa linguagem de fé e de confiança significa.

Há entregas que faremos que, muitas vezes, serão pressionadas por circunstâncias que nem sabíamos que Deus estava gerenciando. A verdade é que a forma não importa. A linguagem de fé sempre será a mesma, e os resultados extraordinários também. De vez em quando, Deus quer nos tirar de um lugar de conforto. Ele quer esticar a nossa fé.


*Trechos da mensagem do dia 25 de setembro de 2026, na Conferência Avivamento e Milagres.

  • Avivamento e Milagres, Luciano Subirá

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