
Professora do Centro de Treinamento Bíblico Rhema
O apóstolo Paulo, estando em Éfeso, teve a oportunidade de ministrar sobre o batismo no Espírito Santo para aqueles homens. A princípio, eles só haviam ouvido falar do batismo de João, o batismo do arrependimento. Mas Paulo apresentou-lhes a plenitude da promessa do Espírito, e eles foram cheios, falaram em línguas e profetizaram.
“Certamente João batizou com o batismo do arrependimento, dizendo ao povo que cresse naquele que viria depois dele, isto é, em Jesus Cristo. E os que ouviram foram batizados em nome do Senhor Jesus” (Atos 19.4-5).
“E, impondo-lhes Paulo as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo; e falavam em línguas e profetizavam. Eram ao todo uns doze homens” (Atos 19.6-7).
Mais tarde, Paulo escreve aos santos em Éfeso, como vemos em Efésios 1.1, chamando-os de fiéis em Cristo Jesus. Em Efésios 5, encontramos uma exortação dirigida àqueles que já haviam recebido a nova vida em Cristo e o Espírito Santo.
“Desperta, tu que dormes, levanta-te dentre os mortos e Cristo te iluminará. Portanto, vede prudentemente como andais, não como nécios, mas como sábios, remindo o tempo, porque os dias são maus. Por isso, não sejais insensatos, mas entendei qual é a vontade do Senhor. E não vos embriagueis com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito” (Efésios 4.14)
Prescrição espiritual
Aqui Paulo mostra que a vontade de Deus para o cristão é clara: viver continuamente cheio do Espírito Santo. O verbo no original indica continuidade, isto é, não se trata de uma experiência isolada, mas de um estilo de vida.
Ele também apresenta a “prescrição espiritual” para manter-se cheio do Espírito Santo:
- Falar consigo mesmo em salmos, hinos e cânticos espirituais.
- Cantar e salmodiar ao Senhor no coração.
- Desenvolver um espírito de gratidão em todas as coisas.
- Viver em submissão mútua e em amor, como Cristo amou a igreja.
Smith Wigglesworth dizia: “Prefiro ver um homem com fome de Deus, mesmo que ainda não tenha recebido o batismo no Espírito Santo, do que alguém que foi batizado mas se acomodou nessa experiência.” Essa advertência mostra a necessidade de não tratarmos o batismo e o enchimento do Espírito como algo comum ou corriqueiro, mas como vital para a vida cristã.
O livro de Eclesiastes alerta que “moscas mortas fazem exalar mau cheiro e inutilizar o unguento do perfumador”. Isso ilustra que mesmo em ambientes de unção e avivamento, se alguém não se mantém desperto e cheio do Espírito, pode se tornar como uma “mosca morta”, sem vida espiritual. D. L. Moody também dizia: “As pessoas que vivem de experiências passadas vivem de maná envelhecido.” Deus nos chama a viver em novidade de vida e em constante renovação no Espírito.
Seja grato
Jeremias 2 mostra que o povo trocou o manancial de águas vivas por cisternas rotas que não retêm água. Isso também serve como alerta: se negligenciarmos a vida no Espírito, podemos cair em cativeiro espiritual, vivendo aquém da liberdade que Cristo conquistou. O plano de Deus, porém, é que vivamos livres, cheios do Espírito e fortalecidos Nele.
Jesus demonstrou a importância da gratidão em momentos de escassez. Com apenas sete pães e alguns peixes, deu graças, repartiu e alimentou milhares (Marcos 8). O milagre foi liberado a partir de um coração agradecido. A gratidão abre portas para o sobrenatural e quebra a lógica da escassez.
Ser cheio do Espírito Santo envolve gratidão, fé e generosidade. O Espírito nos conduz não a uma vida de medo ou cativeiro, mas de liberdade e abundância. Assim como Paulo exortou os efésios, hoje a mensagem permanece: desperta, vive com sabedoria, entende a vontade do Senhor e continua a encher-se do Espírito, cultivando uma vida de louvor, gratidão e entrega.
*Trechos da mensagem do dia 30 de setembro de 2025, no Culto do Espírito.

