O Natal, celebrado em diferentes culturas ao redor do mundo, foi apresentado sob uma perspectiva profunda e contextualizada no musical O Auto do Reino, realizado pela Verbo Sede. Mais do que uma apresentação artística, o espetáculo propôs uma releitura do nascimento de Jesus Cristo a partir da identidade nordestina, conectando fé, cultura popular e histórias de vida marcadas por desafios, esperança e restauração.

Realizado no dia 21 de dezembro, o musical reuniu centenas de pessoas no templo da igreja, que acompanharam uma produção marcada pela integração entre teatro, música, audiovisual e poesia em cordel. O espetáculo contou com a participação do coral infantil Cantarolando, do Departamento de Música Verbo Sede, do núcleo de Teatro da igreja, além das contribuições musicais de Daniel de Jesus e do repentista Zé Claudino, que deram ainda mais autenticidade cultural à narrativa.
Cultura nordestina em cena
A história central acompanhou a trajetória da família Venceslau, moradores de uma pequena cidade fictícia do Nordeste, atingidos pela seca, pela crise econômica e por conflitos familiares. Ao longo dos atos, o enredo apresentou temas como escassez, arrependimento e reconciliação, sempre conduzidos por uma estética que valorizou elementos típicos da região, como a sanfona, o repente, o cordel e os cenários do sertão.

O personagem Nelson, pai de família que enfrentava dificuldades financeiras e emocionais, tornou-se o fio condutor da narrativa. Sua jornada refletiu a realidade de muitos nordestinos e serviu como metáfora para a busca humana por sentido, provisão e redenção. A transformação vivida pelo personagem, a partir do encontro com a mensagem de Jesus, reforçou o propósito central do musical: apresentar o Natal como o anúncio de reconciliação entre Deus e o homem.
A mensagem final
Ao fim da cantata, Daniel de Jesus ministrou uma mensagem, compartilhando o seu testemunho, de quando encontrou em Cristo cura, direção e um novo propósito após uma vida marcada por dor e vazio. A mensagem destacou que a verdadeira transformação não depende de circunstâncias externas, mas começa no interior do ser humano, a partir de uma resposta pessoal ao chamado de Deus.



Como resultado desse momento final, 20 pessoas foram à frente para declarar publicamente a decisão de aceitar Jesus como Senhor e Salvador de suas vidas, encerrando a noite com um impacto espiritual que ultrapassou o aspecto artístico da apresentação.
Por fim, O Auto do Reino reafirmou o compromisso da igreja em comunicar o Evangelho de forma criativa, contextualizada e acessível, valorizando a cultura nordestina para anunciar a fé cristã. O musical consolidou-se, mais uma vez, como um dos principais eventos do calendário da igreja, unindo excelência artística, identidade regional e uma mensagem atemporal sobre esperança, redenção e vida nova.

