Janiklessya Oliveira compartilha uma mensagem reflexiva sobre o papel de cada cristão na obra missionária. Ela inicia destacando que Deus possui um grande desejo — quase como um “sonho” — de que todas as pessoas sejam salvas e cheguem ao pleno conhecimento da verdade. Para que isso se cumpra, Ele equipou a Igreja com dons, habilidades e chamados específicos, permitindo que cada crente seja um cooperador ativo na realização desse propósito divino.
A ministra aprofunda o conceito de vocação a partir de sua raiz etimológica, relacionando-a com a palavra “origem” ou “chamado para fora” (remetendo à própria definição de Igreja). Ela explica que existe um chamado universal direcionado a todos os cristãos, o qual inclui a busca pela santidade, a vida de oração e a ordenança da Grande Comissão descrita em Mateus 28. Segundo ela, fazer discípulos nas nações envolve ensinar e instruir pessoas de diferentes culturas, uma responsabilidade que pertence a todo o corpo de Cristo de forma coletiva.
Embora a Grande Comissão seja um dever geral, Janiklessya esclarece que nem todos os membros da Igreja receberão um direcionamento específico para cruzar fronteiras geográficas ou atuar diretamente no campo transcultural. Usando uma analogia com uma equipe de futebol, ela compara os missionários aos jogadores que entram em campo, enquanto os demais membros da igreja atuam como a equipe de suporte (como os cozinheiros). Ambos são essenciais para o sucesso do “time”, pois quem fica na base apoia por meio de orações, contribuições financeiras e suporte emocional.
Outro ponto central da mensagem é a diferenciação entre evangelismo e missões, além da desmistificação de que o missionário deve ser obrigatoriamente um evangelista. A pregadora pontua que o ministério da reconciliação e o ato de evangelizar foram confiados a todos os cristãos em suas rotinas locais. Já a atividade missionária envolve de fato o envio e o deslocamento para alcançar povos e culturas onde o Evangelho muitas vezes nunca foi pregado. Ela enfatiza que a obra do missionário no campo visa estabelecer igrejas locais saudáveis e autossuficientes.
Por fim, Janiklessya encoraja a igreja a abraçar com alegria e senso de privilégio a sua responsabilidade no Reino de Deus, agindo com generosidade e dedicação por meio dos talentos que recebeu. Ela ressalta que o serviço prestado na igreja local ou o apoio aos que estão no campo não deve ser visto como um fardo pesado, mas como uma grande honra. Ao se associarem aos missionários, os crentes tornam-se braços estendidos da Igreja nas nações, caminhando juntos e garantindo que o Evangelho avance até os lugares mais distantes.








