
Integrante do Departamento da Família
Estava pesquisando um pouco sobre o tema “justiça” e, a cada estudo, percebo como Deus e Sua Palavra são simples. Justiça, biblicamente falando, é um conceito central que reflete o caráter de Deus e Seus princípios morais. Ela está associada à retidão e se cumpriu plenamente na vida, morte e ressurreição de Cristo.
Muitas famílias sofrem de maneira gratuita, isto é, poderiam evitar essa dor, pois conhecem a Palavra, mas desconsideram o momento em que somos desafiados a morrer para a nossa própria carne. Não somos donos de nós mesmos; reconhecemos isso pela primeira vez ao confessar Jesus como Senhor, mas precisamos caminhar sabendo quem somos e submetendo-nos ao Pai. Assim, edificamos nossa vida e nossa família, tornando nosso lar uma referência: somos responsáveis por manifestar a Palavra em nossas casas.
À medida que nossa mente é renovada, construímos o ambiente que almejamos, e isso vale para o lar. Haverá dias em que até esqueceremos algumas verdades fundamentais, mas o Espírito Santo nos guia de volta ao contexto que Deus deseja para nós. Tudo o que acontece em nossas famílias é um treinamento: precisamos aprender, experimentar coisas novas e revisitar o que é importante. Se nos desligarmos desse processo, tornamo-nos negligentes com o lar, exatamente o que o inimigo deseja para atacar nossa casa.
O Deus das coisas imensuráveis
Quem não busca uma estrutura na Palavra para enfrentar esses desafios provavelmente perecerá. Viver é desafiador e temos duas opções: tomar as rédeas ou ser engolido. Se não depositamos nossa fé e expectativas em Deus, em quê as colocaremos? A cada turbulência vencida, saímos mais maduros. Tudo tem um propósito; talvez não o entendamos de imediato, mas nosso Ajudador esclarecerá tudo no tempo certo.
A Bíblia nos ensina que Deus quer este relacionamento conosco. A salvação é a restauração da união manchada pelo pecado, e isso vale também para as famílias. O Senhor deseja restaurar casamentos, relações e diálogos, mas não basta estar cheio da Palavra: é preciso praticá-la.
Não há adversidade que não possamos administrar, não pela nossa força, mas na dependência do amor, do ensino e do cuidado de Deus. Ele é o Deus das coisas imensuráveis e, ao mesmo tempo, das coisas simples. Antigamente, chamavam zombeteiramente de “Lei” o que fazíamos: que lei é essa? A Palavra de Deus. Segundo o dicionário, lei é o dispositivo expedido por autoridade para regular a sociedade e manter a ordem. A Bíblia é mãe de muitos bons princípios que regem nossa cultura. Se andarmos conforme a Lei Divina, prosperaremos; se a rejeitarmos, ficaremos à margem da área de proteção. Alguns perguntam: “Por que falar de lei se estamos na graça?” Porque, mesmo não estando sob a Lei de Moisés, há princípios que devemos obedecer para amar e respeitar o Pai.
A colheita não é condicional
Entendendo isso, pais serão referência para filhos e cônjuges uns para os outros. Deus não nos obriga a obedecer, mas a colheita não é condicional: vem para o bem ou para o mal. Pautados nos princípios da Palavra, podemos resolver tudo o que é necessário em nossas casas. Não deixe o inimigo entrar no seu lar. O mundo nos pressiona, o tempo voa e, se não zelarmos por um ambiente acolhedor, ordenado, sereno e amoroso, perderemos o que realmente importa.
A Palavra nos faz diferentes. Somos cristãos e temos um Senhor a quem devemos obediência. Ele é galardoador e não decepcionará quem O teme. A paz que o homem e o lar precisam está em Deus. Andar com Ele gera vida: entendemos quem somos e qual a importância que temos para o Senhor. Ele cria em nós boas expectativas, instrui-nos e se revela diariamente. Tudo em nossas vidas é condicionado, mas vale o esforço de praticar a Palavra para tê-lO sempre conosco.
Se estivermos prontos para morrer para nós mesmos e aquietar o desejo de sempre ter razão, a cada dia experimentaremos coisas novas no Senhor. Mas lembre-se: sem fé é impossível agradar a Deus. Creia numa família forte, unida e capaz de enfrentar adversidades. O desejo do nosso Pai é operar sempre em nosso meio.
*Trechos da mensagem do dia 06 de agosto de 2025, no Culto da Família.

