
Integrante do Departamento de Jovens da Verbo da Vida Sede
Na nossa caminhada nos deparamos com inúmeros assuntos e nos enchemos de muitas informações, mas de informações superficiais, porque queremos muito conhecimento, mas sem profundidade nesse conhecimento que temos. Existe um valor na eternidade.
O que é eternidade?
Deus é eterno, a Sua criação é de seres eternos, o Espírito d’Ele é eterno, a Palavra, a Glória e a majestade d’Ele são eternas. Se tudo isso é eterno, nós precisamos começar a olhar para coisas que para Deus são importantes e uma dessas coisas é a eternidade.
“O reino dos céus é semelhante a um tesouro oculto no campo, o qual certo homem, tendo-o achado, escondeu. E, transbordante de alegria, vai, vende tudo o que tem e compra aquele campo” (Mateus 13:44).
Em tempos de muito investimento, muitas pessoas querendo empreender, muitas pessoas dedicando seu tempo em produtividade, ter um corpo estrutural, estudar mais, abrir empresas. A Bíblia nos ensina sobre um investimento que é mais valioso do que todos esses investimentos. A cultura e a consciência do Reino ela se estabelece sobre pessoas que entendem que uma coisa vale mais do que todas as outras coisas. Porém, sem percebermos, temos sido levados a viver e a gerar a nossa vida a ter várias coisas, nós estamos apegados a coisas da terra. Sem perceber, os nossos objetivos, os nossos princípios se estabelecem sobre coisas seculares. Se não valorizarmos o que é eterno, viveremos presos ao que é temporário.
Conhecimento raso ou consciência eterna?
O valor que nós damos para as coisas é aquilo que rege as nossas vidas. E muitas vezes estamos aumentando o valor das coisas terrenas e diminuindo o valor das coisas celetistas. Sem perceber, nós estamos sendo levados a diminuir o valor das coisas eternas e a valorizar as coisas terrenas. Precisamos voltar a consciência que existe uma coisa que vale mais que as outras coisas.
A cruz nos deu muitas coisas: salvação, cura, prosperidade, mas nós nos apegamos só a essa parte e, porque nos apegamos a essa parte, nos distanciamos da outra parte do Evangelho. Deus nos deu a salvação, cura, prosperidade e não nos custou nada, mas para seguir a Jesus, custa tudo que nós temos. Um cristão da eternidade é um cristão que não faz contas para viver as coisas de Deus
Não entra na cabeça de alguém secular abandonar algumas coisas, como trabalho, família, para alcançar um povo distante, que não tem ninguém o filmando. Não entra na cabeça de pessoas seculares deixar coisas seculares para fazer coisas eternas.
“E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (João 17:3).
O valor das coisas eternas
A Eternidade é conhecer a Deus. Quando Jesus ora o Pai Nosso, “que seja aqui na terra como é no céu”, me diz que não é preciso chegar no céu para viver céu aqui na terra, porque a vida eterna é conhecer a Jesus e eu posso começar a conhecer Jesus aqui na terra e, conhecendo aqui na terra, eu posso viver o que é no céu aqui na terra.
A vida eterna é: que conheçam a ti, que tenham a mais íntima expressão de relacionamento que alguém pode ter com outro. Em Mateus está escrito que algumas pessoas disseram: Jesus, eu expulsei demônios, eu curei enfermos, mas Jesus diz “eu não te conheço”, teu coração está secular demais, você está preso em que alguém te reconheça. Eu não te conheço, pois eu não tive intimidade com você, você não entrou na eternidade quando deveria, quando poderia ter aproveitado daquilo que eu dei a você aqui na terra antes que você chegasse ao céu. Aqueles que pensam na eternidade pensam diferente e possuem objetivos e recompensas diferentes.
Aquilo que você vive na terra é quase desprezível daquilo que você viverá no céu. Mas o que você vive aqui na terra vai definir como você vai viver no céu.
O preço do seguimento
Quando conhecemos a Deus, aquilo que conhecemos d’Ele, cria uma marca em nosso coração de devoção, fascínio, paixão. É a beleza suprema vista por olhos, é a majestade santa, é a glória de Deus irradiando em nosso coração. E quando nos deparamos com isso, automaticamente, o nosso coração expressa aquilo que ele está vendo.
Existiam homens que sempre saíam da sua realidade e tentavam enxergar além, eles buscavam por algo maior, eles entenderam as recompensas maiores e mesmo tendo alcançado coisas na terra incríveis, mas eles entenderam aonde estava os seus corações, eles ajustaram seus corações para uma coisa bem maior.
Alguns exemplos: Paulo, Abraão e Davi
“Irmãos, quanto a mim, não julgo havê-lo alcançado; mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (Filipenses 3:13).
“Mas o que, para mim, era lucro, isto considerei perda por causa de Cristo” (Filipenses 3:7).
“Pela fé, peregrinou na terra da promessa como em terra alheia, habitando em tendas com Isaque e Jacó, herdeiros com ele da mesma promessa” (Hebreus 11:9).’
“Não darei sono aos meus olhos, nem repouso às minhas pálpebras” (Salmos 132:4).
Quando falamos sobre entronizar, não é colocar a Deus no trono d’Ele, mas é que no ambiente onde estamos, nós vamos entronizar a Ele no nosso coração e iremos dar o lugar de direito d’Ele aqui na terra.
“E, temendo, disse: Quão temível é este lugar! É a Casa de Deus, a porta dos céus” (Gênesis 28:17).
A casa de Deus é a porta do Céu
Céu na terra é quando entendemos, percebemos e geramos em nosso coração uma consciência de eternidade.
“Depois destas coisas, olhei, e eis não somente uma porta aberta no céu, como também a primeira voz que ouvi, como de trombeta ao falar comigo, dizendo: Sobe para aqui, e te mostrarei o que deve acontecer depois destas coisas” (Apocalipse 4:1).
Céu na terra diz repetido ao nosso coração conectado com as coisas que são eternas. Deus habita dentro de nós, mas também se manifesta em nosso meio. Quando aquilo que está acontecendo no céu está sendo replicado aqui na terra, esse é um momento favorável para o mover de Deus e para a manifestação plena da glória de Deus.
*Trechos da mensagem do dia 19 de abril de 2025, no Culto de Jovens.

