
Temos estudado o fenômeno das chuvas conforme é descrito na Bíblia. A chuva representava para Israel o que o Espírito Santo representa para nós. Assim como aquele povo não podia viver sem chuva, a Igreja não pode ser frutífera sem o Espírito Santo. Por isso, em Atos 1, Jesus ordena que nada seja feito antes do derramamento de poder. Os discípulos não podiam testemunhar nem pregar sem aquele revestimento. Quando a Igreja mudou o mundo, ela já havia passado pelo Pentecostes e recebido o Espírito.
“Alegrai-vos, pois, filhos de Sião, regozijai-vos no Senhor, vosso Deus, porque ele vos dará em justa medida a chuva; fará descer, como outrora, a chuva temporã e a serôdia. As eiras se encherão de trigo, e os lagares transbordarão de vinho e de óleo. Restituir-vos-ei os anos que foram consumidos pelo gafanhoto migrador, pelo destruidor e pelo cortador, o meu grande exército que enviei contra vós outros” (Joel 2.23-25).
A promessa de restauração
Aqui, a Bíblia se refere às colheitas perdidas. Basicamente, quando a chuva chegasse, aquilo que havia sido perdido se converteria em restituição. Deus promete o fim da falta, do sofrimento e da perda. Ele promete restauração. Repare que esse processo acontece por meio da chuva.
Logo após esse trecho, Deus promete que o Espírito será derramado sobre toda carne. Isso de fato aconteceu e está registrado em Atos 2:
“Ao cumprir-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar; de repente, veio do céu um som, como de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam assentados. E apareceram, distribuídas entre eles, línguas, como de fogo, e pousou uma sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem” (Atos 2.1-4).
O vento precede a chuva
O que vemos nessa passagem é uma chuva sobrenatural que fez aquelas pessoas saírem às ruas completamente transformadas. Elas não apenas oravam em línguas, mas manifestavam a glória de Deus. Os que passavam chegaram a pensar que aqueles cristãos estavam bêbados. Isso indica que o comportamento deles era completamente diferente, e não apenas o idioma. Afinal, a língua de vocês soa estranha para mim, mas eu não acho que alguém aqui esteja bêbado.
A Nova Aliança contém as promessas da Antiga Aliança e ainda mais. Quando lemos em Joel 2 que Deus restaura a colheita, entendemos que essa promessa também é para nós. Deus faz chover sobre a nossa terra, restaura os anos perdidos e aquilo que ainda não recebemos. Deus faz tudo frutificar.
“Atendei, agora, ricos, chorai lamentando, por causa das vossas desventuras, que vos sobrevirão. As vossas riquezas estão corruptas, e as vossas roupagens, comidas de traça; o vosso ouro e a vossa prata foram gastos de ferrugens, e a sua ferrugem há de ser por testemunho contra vós mesmos e há de devorar, como fogo, as vossas carnes. Tesouros acumulastes nos últimos dias” (Tiago 5.1-3).
Paciência e os “de repentes” de Deus
Esse é um alerta e uma repreensão aos ímpios que usaram as riquezas de forma errada. Mas, a partir do versículo 7, a Bíblia se dirige à Igreja e a orienta a ter paciência e a esperar que as chuvas molhem a terra. Aos ímpios, Deus anuncia juízo. A nós, recomenda paciência.
Eu acredito que Jesus voltará em breve e que haverá uma aceleração nestes últimos dias. De uma forma ou de outra, temos perdido de vista os “de repentes” de Deus. Mas Ele quer que saibamos que, quando se move, não precisa levar tanto tempo. Deus não está preso a uma cronologia. Ele tem a capacidade de consertar as coisas.
É como a história da mulher sunamita, que tinha um relacionamento com o profeta Eliseu. Sob a palavra profética, ela engravidou. Mesmo depois que o filho morreu, Deus restaurou a vida dele. Por causa da fome, ela precisou passar anos em terras estrangeiras. É interessante que, quando tentou voltar, o rei já conhecia a situação dela e ordenou a restauração de toda a colheita que ela havia perdido. Foi de repente. A vida dela mudou completamente por causa do serviço leal que prestava ao profeta.
Deus quer restaurar tudo em sua vida
Deus restaura muitas coisas, principalmente nestes últimos dias. É pelo Espírito Santo que Ele restaura qualquer coisa. O Salmo 23 diz que Deus restaura a nossa alma. Sabe o que isso significa? Suas emoções, sua mente, sua forma de lidar com tudo. Deus também restaura a nossa saúde e a nossa alegria.
Além disso, Deus quer restaurar tudo em sua vida: relacionamentos, filhos afastados da Palavra, ministérios que foram interrompidos. Deus ainda não terminou. Quando entendemos o poder do Espírito Santo em nossa vida, percebemos que estamos em dois tipos de batalha: as que já vencemos e as que ainda não terminaram. Entenda: Deus não para de operar e de agir. Ele abre o caminho, faz milagres e cuida de você. Ele restaura a nossa vida.
Por causa desse poder, Pedro descreve o derramamento do Espírito como o cumprimento da profecia. E, diante dessa mesma promessa, a epístola de Tiago nos recomenda paciência. Nós estamos aqui, pacientes. Não desistimos. E não estamos sozinhos, porque a chuva do Espírito recai sobre nós.
Trabalhar em conjunto com o Espírito Santo
Nós trabalhamos em conjunto com o Espírito Santo. Elias é o meu profeta favorito. Ele era um homem como eu e você, em nada superior. Mas ele trabalhava com Deus. Por isso, quando orou, a chuva veio e trouxe restauração a Israel.
Uma palavra que marcou o meu ministério
Há 15 anos, eu participava de uma Conferência de Ministros em São Paulo e ministraria à noite. A primeira sessão foi maravilhosa. Na manhã seguinte, Mama Jen pregava, ou melhor, tentava ensinar, mas não conseguia. O Espírito Santo veio sobre ela, e ela começou a orar no Espírito. Nós a acompanhamos.
Mama Jen desceu do púlpito e andou de um lado para o outro enquanto orava no Espírito. Então, impôs as mãos sobre alguns ministros. Quando passou por mim, nós nos entreolhamos e eu comecei a rir. Mama Jen não falou comigo no meu idioma, mas, em meu espírito, eu a ouvi em inglês. Ela me disse três coisas. A primeira foi: “Continue a enfatizar a necessidade do Espírito Santo!”. Deus martelava isso em mim. Ainda posso ouvir essas palavras tão claramente quanto naquele dia.
A segunda coisa que ouvi foi: “Anjos foram designados a seu favor para fazer o trabalho mais pesado desta obra!”. Ao meditar nisso, percebi que, se os anjos fazem o trabalho mais pesado, a minha parte é levantar a voz, erguer as mãos e louvar.
A terceira coisa foi: “Avance! Pressione e se esforce em direção à unção profética!”. Meditei nisso durante anos e agora começo a ver um aumento no meu ministério e na porção do Corpo de Cristo para a qual fui enviado.
A unção profética muda cenários
No Antigo Testamento, o profeta era o único que fluía com Deus. Hoje, temos os cinco dons ministeriais. Mas pense no profeta Eliseu, que tomou o pouco que uma viúva tinha e o converteu em provisão de Deus. Aquela viúva saiu da dívida para uma vida em que tinha tudo suprido, e ainda com sobra para viver em segurança.
A unção profética muda cenários assim. Há algo nessa unção que faz dela a minha favorita. Quando me sentava diante do irmão Hagin, eu o admirava enquanto ensinava e sentia a Palavra ganhar vida dentro de mim. Eu chorava com aquilo. Tenho ensinado em lugares como este e também vejo pessoas chorarem. A unção do profeta tem muitas facetas. Ele não apenas sai por aí a profetizar, mas flui na Palavra de forma única. Deus quer liberar um aumento sobre nós. Não por força nem por sabedoria humana, mas pelo Espírito Santo. É a chuva Dele que nos faz frutificar.
O Senhor dos Exércitos
A expressão “Senhor dos Exércitos” aparece 24 vezes no livro de Malaquias. No original, ela significa literalmente “O Senhor e Dono do exército celestial”. No contexto desse livro, os israelitas enfrentavam problemas. Mas a aplicação dessa expressão nos mostra que Deus não apenas cuida de nós, como também coloca um exército celestial à nossa disposição.
Veremos o espírito de Elias nestes últimos dias: o espírito daquele que orou por chuva e trouxe livramento a uma nação. Esse espírito está sobre você. Antes de Jesus voltar, haverá o maior mover que já vimos, e ele acontecerá muito rápido. Na verdade, já estamos nele.
Uma prosperidade de aliança
Nossa prosperidade é uma prosperidade de aliança. Não prosperamos por causa de uma teoria, mas por causa de uma aliança que existe. No Antigo Testamento, Deus disse a Isaque: “Não desça ao Egito. Semeie nesta terra”. Isaque obedeceu a essa ordem e gerou uma colheita, e isso aconteceu mesmo em um tempo de fome naquele lugar.
Livre-se da mentalidade de escassez
No início do meu ministério, eu ouvia uma ministração de Bud Harrison, genro do irmão Hagin. Na época, eu pastoreava uma igreja pequena. Fiquei tão animado com a ministração que perguntei a ele: “Você prega em igrejas pequenas?”. Ele imediatamente olhou para mim e respondeu: “Chamar a sua igreja de pequena é uma questão de mentalidade!”. No começo, fiquei revoltado, mas aquilo me reconstruiu. Até hoje, tenho sobre a minha mesa uma placa com a frase de Oral Roberts: “Aqui não se fazem planos pequenos!”. Livre-se da mentalidade de escassez.
A obediência abre caminho para o “de repente”
Por fim, compartilho um segredo para o sucesso financeiro. Uma das 24 vezes em que o livro de Malaquias apresenta Deus como o Senhor dos Exércitos ocorre justamente quando Ele promete a colheita que vem por meio dos dízimos e ofertas entregues à Igreja do Senhor. O dízimo deve ser um estilo de vida. E há momentos, no culto, em que Deus direciona uma oferta. Quando isso acontecer, não deixe de participar. Muitas vezes, é assim que o “de repente” começa. Gosto da passagem de Gênesis que diz que o que desceu do céu prevaleceu sobre o que estava na terra.
Quando você obedece a Deus, abre caminho para que aquilo que vem Dele prevaleça sobre a sua vida. No início do meu ministério, eu não queria viajar, mas a obediência me trouxe avanço nos dons vocais que o Senhor havia preparado para mim.
*Trechos da mensagem do dia 27 de setembro de 2026, no Culto de Celebração.

