
Coordenador de Jovens e Adolescentes do Ministério Verbo da Vida
Cremos que Deus sempre tem uma porção para o seu povo e que a Palavra continua viva. No entanto, a Palavra só se torna viva para nós quando é vivida de forma integral. Não podemos escolher apenas os trechos das Escrituras que nos agradam e ignorar aqueles que confrontam nossa vida. Com Deus, não existe meio termo. É tudo ou nada. Quanto mais nos debruçamos na Palavra, mais entendemos que o relacionamento com Deus exige entrega completa.
“Porque dele, por meio dele e para ele são todas as coisas” (Romanos 11.36).
Há mais de doze anos, quando ministrei pela primeira vez, uma chama já ardia em meu coração a respeito de avivamento, e essa chama continua viva até hoje. A Palavra da fé, a Palavra revelada e o amor do Brasil pelas nações continuam queimando no coração daqueles que foram chamados para esse tempo.
“E há de ser que, depois, derramarei o meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos velhos terão sonhos e vossos jovens terão visões” (Joel 2.28).
Santificação e à disposição do coração
O texto começa dizendo que isso acontecerá depois. Depois de quê? Antes do derramar do Espírito, há um chamado ao arrependimento. O Senhor declara: “Convertei-vos a mim de todo o vosso coração, com jejuns, choro e pranto” (Joel 2.12). Deus não busca apenas demonstrações externas, mas um coração verdadeiramente quebrantado e rendido.
No Êxodo, Deus orienta Moisés a santificar o povo, lavando suas vestes e preparando-se para a manifestação divina. Isso revela que a manifestação de Deus está associada à santificação e à disposição do coração.
“Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, orar, buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra” (II Crônicas 7.14)
A resposta para uma nação não vem da política, mas do Senhor. Esse clamor, porém, precisa ser acompanhado de renúncia, oração e temor. Isto é, mais do que um avivamento marcado por sinais e prodígios, precisamos de um avivamento de santidade. Assim, onde há temor ao Senhor, há manifestação de Deus. Em alguns lugares, Jesus não pôde realizar muitos milagres por causa da incredulidade e da leviandade humana. Precisamos refletir se, em algum momento, temos limitado o agir de Deus.
O lugar de primazia
“Sem santidade ninguém verá o Senhor” (Hebreus 12.14).
O apóstolo Paulo afirma que a humanidade é indesculpável diante de Deus, pois muitos trocaram a glória do Criador pela adoração à criatura. Ademais, a idolatria representa um adultério espiritual, uma traição contra Deus. Tudo aquilo que ocupa o lugar que pertence a Deus em nossa vida se torna um ídolo.
É importante receber conselhos e liderança espiritual, mas a experiência com Deus não pode ser terceirizada. Cada pessoa é chamada a viver sua própria comunhão com o Senhor. O maior mandamento continua sendo amar a Deus acima de todas as coisas e, em consequência, amar o próximo.
“Buscai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mateus 6.33).
Deus é a nossa fonte
Além disso, Deus precisa ocupar o lugar de primazia. Quando Ele deixa de ser o primeiro, a idolatria se instala. Não fomos chamados para uma vida espiritual superficial. Algumas coisas precisam ser deixadas para trás para que o alicerce de Deus seja construído de forma sólida em nós.
Precisamos voltar a valorizar o ambiente de culto e confiar plenamente no Senhor. Nosso sustento não vem de bens, salários ou recursos humanos, mas de Deus. A ansiedade não deve governar nosso coração, pois Ele é a nossa fonte.
Por fim, há também a idolatria de si mesmo, muito comum em nossa geração. O cuidado pessoal é importante, mas quando o bem-estar próprio ocupa o lugar de Deus, algo está fora de ordem. Maior do que a bênção é o Deus que abençoa.
“Porque onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração” (Mateus 6.21).
*Trechos da mensagem do dia 08 de fevereiro de 2026, no Culto de Celebração.

