
Líder do Diaconato da Igreja Sede
Ao falar sobre o exemplo de Cristo Jesus, o apóstolo Paulo apresenta a mais elevada expressão do que significa servir, não apenas dentro da igreja, mas também no trato com as outras pessoas (Filipenses 2.5-9).
A sedução das posições e dos títulos
Vivemos numa sociedade que busca avidamente por posições e títulos. Movidas por uma ambição desmedida, muitas pessoas transformam essa busca por expressividade no objetivo central de suas vidas, e isso é muito perigoso. Estamos expostos a essa influência o tempo inteiro, seja no trabalho, seja nos lugares que frequentamos. Ao nosso redor, há quem conte vantagem e fale sobre os próprios sucessos como se eles pudessem ser medidos pela quantidade de pessoas que lidera ou que o serve em sua posição de liderança.
O exemplo de Cristo
Na igreja não é assim. Se no mundo o que tem valor é o topo, o holofote, o reconhecimento público e o aplauso, o exemplo direto do cristão são as atitudes de Jesus. O Senhor abriu mão de Sua glória e se esvaziou, assumindo a forma de servo. Diante disso, cabe a pergunta: quem somos nós para utilizar o corpo de Cristo, a igreja ou o departamento em que servimos a fim de adquirir vantagens, posições ou reconhecimento? O serviço na igreja é amor, é um altar de adoração silencioso e discreto, no qual servimos aos nossos irmãos.
O que move o coração
O que importa não é a forma como realizamos nosso serviço na igreja. Deus não está mais interessado na maneira como o executamos, mas naquilo que move o nosso coração e que nos conduz até Ele. Por isso, não devemos nos apegar a posições, e sim servir como Ele serviu, tomando o seu exemplo como pilar principal do nosso entendimento sobre o que é servir. Ao confrontar o ego, devemos procurar ativamente servir com nossos dons e talentos (Mateus 20.21-28).
Servir as pessoas para que elas possam encontrar o seu chamado e o seu propósito é a cultura do Reino. Deus depositou em cada um de nós algo destinado a servir e a levantar outras pessoas (I Pedro 4.10).
Boa administração e motivação correta
Devemos ser bons administradores e fiéis à graça de Deus depositada em nós, mantendo a motivação correta, pois no Reino de Deus maior é aquele que serve. Essa verdade, porém, não pode se tornar uma busca desenfreada que, sob a aparência de serviço ao Senhor, esconde o desejo vil de ser o maior justamente por servir (Lucas 22.27).
Quem não sabe quem é no corpo de Cristo acaba elaborando uma trajetória de busca por cargos dentro da igreja, sempre na dependência de reconhecimento. O serviço que agrada a Deus nasce na identidade. Compreender quem somos no corpo, no Reino e em Cristo é o que nos firma como aceitos, amados e perdoados por Ele.
Recriados para as boas obras
Fomos recriados para as boas obras, recebemos uma herança e somos prósperos, ricos e saudáveis. Precisamos ter essa consciência de identidade no Reino, pois assim compreenderemos nossos chamados e convocações, sem nos perdermos em sentimentos equivocados em nossa mente (João 13.2-5).
Fomos colocados aqui para cumprir um propósito. Ao entender isso, dificilmente encontraremos em nós o desejo de ser superiores aos outros. Devemos ser guardiões da visão do Reino do Senhor.
Um perfume suave a Deus
O serviço que agrada a Deus é o transbordar de nossa identidade, de quem somos para a igreja, para Deus e para o Reino. Não servimos para ser reconhecidos, nem para ter proeminência ou destaque, mas para agradar a Deus, servindo com excelência e amando as pessoas. Quando servimos ao Senhor, oferecemos a Ele um perfume suave. Os resultados de servir na igreja são incontáveis. Ao alinhar o nosso caráter e nos aproximar de Deus, o serviço na obra ativa quem somos no corpo de Cristo e edifica em nós estruturas através das quais o Espírito Santo começará a fluir.
*Trechos da mensagem do dia 21 de junho de 2026, na Escola Dominical.

